<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764</id><updated>2012-02-17T06:53:49.784-03:00</updated><title type='text'>valor arcaico</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>350</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3748602209793531449</id><published>2010-04-18T23:02:00.001-03:00</published><updated>2010-04-18T23:07:30.788-03:00</updated><title type='text'>uma vez blogueiro...</title><content type='html'>Agora que me sinto mais confortável, começando a gostar, posso dizer que tenho um novo espaço. E só quem bloggou durante mais de quatro anos sabe o que isso significa em termos de memória, organização de ideias, constituição de mapas de pensamento, fundação de oráculos, guias de vida para não se perder na maré dos hipertextos, curas para dor de cotovelo no sábado à noite ou para a dor do crepúsculo de todos os domingos, etc. Além disso, - agora percebi -, isso quer dizer algo mais, pois sustentar um projeto assim (supondo que ainda seja possível usar essa palavra para as coisas pequenas e sem muito futuro, como um blog) em todas as suas inconstâncias foi das coisas que mais me ajudaram nos meus projetos de gente grande, e eu nem poderia contar o quanto do que eu depositei aqui reapareceu, mesmo que indiretamente, nos meus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso eu resolvi começar de novo, casa já não tão limpinha porque eu estive maquinando uns textos tímidos durante os últimos meses. Seja como for, agora estou por aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;a href="http://contralabandada.blogspot.com/"&gt;contralabandada.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3748602209793531449?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3748602209793531449/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3748602209793531449&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3748602209793531449'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3748602209793531449'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2010/04/uma-vez-blogueiro.html' title='uma vez blogueiro...'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7470768322431982341</id><published>2009-11-18T12:01:00.005-03:00</published><updated>2009-11-18T12:24:01.390-03:00</updated><title type='text'>desfecho</title><content type='html'>Fui informado de que estou vivenciando o meu aniversário de Vênus e não entendi bem o que isso significa. Os oráculos improvisados, emitindo sinais de uma variabilidade admirável, deram agora pra festejar a chegada do prazer como anúncio de melhores tempos. Mas não poderia ser menos propícia a sugestão de abertura, já que, depois de algum esforço, eu consegui momentaneamente estancar a reiteração maníaca dos meus vícios, retirando-me a uma rotina mínima que se realiza circunscrita ao ambiente doméstico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aqui em casa, esquivo-me na medida do possível de todos os meus hábitos malsãos e acredito colher os efeitos benéficos dessa pequena ascese na boca do estômago, na localização obscura do fígado e ainda no indisfarçável &lt;i&gt;S&lt;/i&gt; da minha coluna. Como um enfermo em período de reabilitação, dedico-me à gestão cuidadosa dos alimentos e ao cultivo de diálogos familiares incipientes como exercício mínimo de civilidade ao qual poucas vezes antes havia atinado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bem no centro da minha irritação coloquei as formas de conexão mais persistentes, de modo que qualquer pequena informação sobre &lt;i&gt;esse&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;aquele&lt;/i&gt; que colho quase por acaso via e-mails ou redes de relacionamento me causam um abuso gravíssimo que se espalha de modo voraz, tornando-se em segundos extensivo a toda humanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nestes dias, escrever tornou-se uma atividade sem começo, descartada à luz de qualquer primeira consideração a respeito. No mundo das declarações irritantes, calo-me primeiro e contribuo assim, sem muito mérito, para o misericordioso silêncio que porventura cairia sobre o mundo como uma benção mas que, como todo milagre, nunca se faz possível e só se atualiza como desejo veemente. Um único minuto de silêncio, acompanhado por uma chuva grossa e um copo geladinho de chá de pêssego pra suportar essa cidade tão quente, eis o pedido que deposito aos pés de Vênus, a forma mais imedita e simplória de prazer possível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ainda assim, o espaço desatualizado do blog me proporciona uma dose extra de angústia porque escrever continua uma tarefa pendente, ou pelo menos a única onde creio poder organizar a linha dos meus dias. Angústia por não escrever, e angústia pelo já escrito que se acumula nos arquivos dos meus anos. Eles lembram seu potencial de intimidade devassada e sua natureza de confissão precária, sempre que o meu contador de visitas acusa uma nova consulta aos arquivos. Daí eu lembro que blog antigo dá vergonha, pelo caráter primário e pela qualidade duvidosa dos textos que acumulei e que, se pude escrever, é porque há instantes em que o poder curativo do que se escreve conta mais do que a precariedade do registro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No entanto, penso em como me faz falta ler aqueles blogs tão pessoais, nos quais encontro uma forma de convivência muito sutil, compartilhando os dias com desconhecidos ou conhecidos-em-silêncio. É esse apreço pela vida do outro – não como exibição, mas como vestígio – que me afasta da ideia tantas vezes repetida de criar um blog mais bem definido e orientado, um corpo de textos menos pessoal e mais relevante. Mas &lt;i&gt;relevância&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;orientação&lt;/i&gt;, são palavras que têm me dado uma preguiça! E, no fim das contas, se ter um blog serve pra alguma coisa, é sobretudo pra criar um espaço virtual de referências, lembranças, links para consulta – uma cartografia muito particular  no meio dessa confusão de informações, textos e imagens que eu nunca consigo organizar direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pensando bem, já posso perceber o início de uma saudade dessa vida tão antiquada de blogs pessoais. Isso, somado à vontade de renovar o espaço, conjurar a tralha toda dos últimos anos e amenizar a vergonha pelos arquivos inconsultáveis só poderia ter uma consequência: preparo a transição. Logo, logo providencio outro, porque este aqui já deu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;p.s. Lavínia pediu pra que eu não apagasse os arquivos, e eu nem faria isso. Como diria Nathalia, eu tenho apego pelas coisas imateriais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7470768322431982341?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7470768322431982341/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7470768322431982341&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7470768322431982341'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7470768322431982341'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/11/desfecho.html' title='desfecho'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5043069458129194404</id><published>2009-10-13T15:41:00.001-03:00</published><updated>2009-10-13T15:44:29.620-03:00</updated><title type='text'>imagem emblemática  #2</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/StTKbo0PWXI/AAAAAAAAAJM/kqD9gJN94VI/s1600-h/beart.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/StTKbo0PWXI/AAAAAAAAAJM/kqD9gJN94VI/s320/beart.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5392157230031133042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5043069458129194404?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5043069458129194404/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5043069458129194404&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5043069458129194404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5043069458129194404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/10/imagem-emblematica-2.html' title='imagem emblemática  #2'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/StTKbo0PWXI/AAAAAAAAAJM/kqD9gJN94VI/s72-c/beart.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5501637797189664573</id><published>2009-10-09T00:59:00.001-03:00</published><updated>2009-10-09T01:03:24.174-03:00</updated><title type='text'>preocupação pra quê?</title><content type='html'>Se tem uma coisa que me tira do sério é a prorrogação de prazos. Porque com toda a minha desorganização, ou mesmo com coisas mais importantes a fazer (e, detalhe, sem recusar festa), ainda assim eu me lasco, viro noite, corro feito um doido mas cumpro tudo. Mas aí, claro, o prazo é estendido. Sempre acontece, é um mal crônico... E, na maior parte das vezes, sem maiores justificativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É como se não fizesse a menor diferença o fato de que qualquer prazo estabelecido, supõe-se, pretende ser levado a sério. Quando uma data é prorrogada - sem motivo justo - cria-se uma desigualdade, justamente no ponto em que se nivela tudo por baixo. Cumprir ou não cumprir já não faz diferença alguma: há sempre uma nova chance, e a palavra &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chance &lt;/span&gt;quase sempre me cheira a condescendência ou falta de critério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caso é que, pra piorar, eu odeio esperteza, e odeio pensar que a coisa toda funciona melhor quando resolvida só no jogo de cintura, "no carisma". E, no entanto, só esse ano eu consigo me lembrar de pelo menos três vezes em que isso aconteceu. E - na boa - nessas ocasiões eu me sinto verdadeiramente desrespeitado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5501637797189664573?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5501637797189664573/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5501637797189664573&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5501637797189664573'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5501637797189664573'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/10/preocupacao-pra-que.html' title='preocupação pra quê?'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1838022846596123325</id><published>2009-10-04T12:20:00.002-03:00</published><updated>2009-10-04T12:21:30.250-03:00</updated><title type='text'>imagem emblemática  #1</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Ssi9XJKJU_I/AAAAAAAAAJE/hOq-RQir5Pg/s1600-h/mulholland+drive.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 211px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Ssi9XJKJU_I/AAAAAAAAAJE/hOq-RQir5Pg/s320/mulholland+drive.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5388765159441912818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1838022846596123325?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1838022846596123325/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1838022846596123325&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1838022846596123325'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1838022846596123325'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/10/imagem-emblematica-1.html' title='imagem emblemática  #1'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Ssi9XJKJU_I/AAAAAAAAAJE/hOq-RQir5Pg/s72-c/mulholland+drive.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-6986486267046689552</id><published>2009-09-24T22:20:00.006-03:00</published><updated>2009-09-24T22:31:19.867-03:00</updated><title type='text'>conversa de bar</title><content type='html'>Divida uma vida em duas partes iguais. A segunda será sempre a mais escassa e impossível. Porque nela nos é exigido sempre prestar contas da primeira metade. Isso é o que se chama passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelhecer: tornar gradualmente mais ilegível e distante a ficção de um grau zero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-6986486267046689552?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/6986486267046689552/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=6986486267046689552&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6986486267046689552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6986486267046689552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/09/conversa-de-bar.html' title='conversa de bar'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1030459998168267829</id><published>2009-09-16T23:41:00.006-03:00</published><updated>2009-09-17T02:16:39.690-03:00</updated><title type='text'>astronaut</title><content type='html'>Duas carteiras de cigarro, alguns litros de chá e muitas audições dos discos do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beach house&lt;/span&gt; depois e eu estou quase terminando um trabalhinho meio sem futuro que inventei pra esse (estranhamente agradável) mês de setembro. Pois é: chá, cigarro e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Beach house &lt;/span&gt;são dessas coisas que eu imaginei que tinham perdido espaço nos meus dias e que voltaram com força total. Uma delas precisa sumir, no entanto, e acho que nem preciso dizer qual é.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1030459998168267829?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1030459998168267829/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1030459998168267829&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1030459998168267829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1030459998168267829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/09/astronaut.html' title='astronaut'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4630842798791017080</id><published>2009-09-08T16:45:00.000-03:00</published><updated>2009-09-08T16:46:00.383-03:00</updated><title type='text'>fato</title><content type='html'>Nada pode ser tão ridículo quanto aquilo que a gente mesmo escreveu há quatro ou cinco anos atrás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4630842798791017080?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4630842798791017080/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4630842798791017080&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4630842798791017080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4630842798791017080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/09/fato.html' title='fato'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-829252890478910513</id><published>2009-08-24T18:50:00.007-03:00</published><updated>2009-08-25T10:11:11.303-03:00</updated><title type='text'>"tenderness"</title><content type='html'>Revejo algumas fotos suas e nesse exercício eu procuro, mais que uma lembrança, um estímulo (ou desculpa) pra refazer certos planos. Como se, ao aparecer em retrospectiva, o que foi vivido então crescesse, ganhando diferentes proporções e abrindo novas leituras. É uma forma de imaginar sem muita possibilidade de ilusão, essa, e nem faz falta alguma verossimilhança; é suficiente e estimulante que seja tudo assim, mínimo. Nas lacunas é que vou depositando todo o sentido que mobilizo pra preencher o que faltou conhecer. Como, por exemplo, o seu apreço por uma palavra em especial. Não poderia ser mais óbvio, nem mais afim à imagem que eu lembro. E é esse dado que ajuda a prolongar uma presença que permanece como traço imaginado, ocupação gatuita; presença que permite intuir uma conexão difícil e vaga para a qual os padrões da realidade não chegam nunca a constituir, de fato, um critério.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-829252890478910513?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/829252890478910513/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=829252890478910513&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/829252890478910513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/829252890478910513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/08/tenderness.html' title='&quot;tenderness&quot;'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2455820855755135295</id><published>2009-08-19T12:05:00.001-03:00</published><updated>2009-08-19T14:55:07.763-03:00</updated><title type='text'>vale a pergunta</title><content type='html'>Como eu não me deixo mais iludir por fantasias de exclusividade, sei que é comum a sensação, quando a gente começa a pensar em um novo projeto de pesquisa, de que pode estar se metendo em uma grande enrascada. Mas dessa vez, mais do que nunca, eu não consigo parar de me perguntar: onde é que eu estou me metendo, afinal? É como se a vontade cautelosa de desdobrar uma inquietação muito particular – e de delimitar um universo de leituras que, sendo rico e complexo, é porém bastante restrito – trombasse de repente com uma onda acadêmica, dessas tão avassaladoras quanto suspeitas; uma onda repleta de compilações, edições especiais, reformulações de departamentos e linhas de pesquisa, proféticas viradas epistemológicas.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Assim, se pudesse hoje consultar as minhas figuras de referência – aquelas cujas leituras, nos momentos de desgosto, lembram ainda a alegria de seguir estudando e pesquisando – eu não pediria indicações bibliográficas nem grandes esclarecimentos sobre as ideias por elas desenvolvidas. Tudo o que eu gostaria de ouvir seria uma opinião sincera a respeito de como &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;seguir de forma apaixonada um argumento em meio a lógicas institucionais tão hostis. Como insistir em uma pergunta que, por algum motivo, acreditamos que vale a pena ser formulada, quando a sua força pode estar ameaçada por um possível modismo (e digo ameaçada não no sentido de que seja declarada obsoleta em relação a este mas, o que seria ainda pior, tragada como mais uma celebração do &lt;i style=""&gt;novo&lt;/i&gt; que se pretende legitimar).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2455820855755135295?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2455820855755135295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2455820855755135295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2455820855755135295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2455820855755135295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/08/vale-pergunta.html' title='vale a pergunta'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1902833002895783212</id><published>2009-08-12T19:12:00.004-03:00</published><updated>2009-08-12T19:27:24.590-03:00</updated><title type='text'>espera</title><content type='html'>A utopia que alimenta uma cabeça atormentada pelo tempo sem graça dos intervalos é ter o seu campo de foco reduzido ao imediato. É a retidão e o imediatismo absolutos que subsistem em uma sucessão de gestos mínimos e pragmáticos: beber chá, ler capítulo, enviar arquivo, comer ou beber &lt;i style=""&gt;isso&lt;/i&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ambição maior é ocupar aquele lugar dos seres supostamente primitivos – quando caricaturizados por quem os representa – e aderir à sua fala inábil: mim fábio. Porque nem bem se começa a articular mais do que três palavras e já se começa a querer demais, e com esse querer vem todo o resto que ninguém sabe dizer o que é, porque é sempre diferente de tudo o que acontece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, que me interpele algo inesperado que eu não consiga compreender agora – é o que pede a cabeça suspensa –, e que os seus efeitos se prolonguem espalhando uma fina excitação que dê conta da articulação das minhas palavras. Porque estas, quando carentes de qualquer destinatário, começam a desdobrar-se em linhas fantasiosas (que são puro capricho), até se perderem no hábito de inventar, que nesse caso não é mais do que a confirmação de sua irrelevância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que surja, assim, algo misterioso o suficiente como para sugerir um outro nível de percepção – há pouco lembrado e novamente esquecido –, enquanto as pessoas vão sumindo juntas na&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;mesma série desinteressada por onde passam, iguais em falta de importância e aleatoriedade, o chá, o livro, o doce, a cerveja, os pratos, o lixo, o sono, as horas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1902833002895783212?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1902833002895783212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1902833002895783212&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1902833002895783212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1902833002895783212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/08/espera.html' title='espera'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7367191928794007631</id><published>2009-08-05T14:08:00.004-03:00</published><updated>2009-08-05T20:45:26.156-03:00</updated><title type='text'>regressão periódica</title><content type='html'>Pouco antes de voltar, uma pergunta motivada por preocupações quase premonitórias obrigou o meu cunhado a contar, por telefone mesmo, o que tinha preferido deixar pra depois da minha chegada:&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;“veja bem... o computador deu pau”. A narração das providências tomou então o lugar de qualquer tentativa de consolo, tornando-se uma forma de preencher&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;a desolação (irremediável) com o relato de todos os pormenores da operação mal-sucedida de reanimação do disco rígido.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Filmes, músicas, arquivos perdidos – todo aquele transtorno que já é mais do que conhecido e que não vale a pena detalhar. Já aconteceu várias vezes e eu nem posso dizer que ainda me espanto. É como se a disposição das minhas imagens, textos, programas e informações obedecesse a um ciclo mais ou menos definido, de modo que, de tempos em tempos, eu preciso recomeçar – catalogando, ordenando, distribuindo tudo nos compartimentos que se inscrevem&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;na trilha de um disco que não sobrevive às intempéries do ambiente nem ao esgotamento causado pelo meu mau uso (ou simplesmente à sua própria obsolescência programada, que eu ainda não consegui antecipar de nenhuma maneira satisfatória).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;i style=""&gt;Backup&lt;/i&gt; dos arquivos mais importantes eu sempre tenho, mas por descuido ou desorganização o resto sempre se perde. E por um lado há certo alívio: por exemplo, pelo fim de todos aqueles links que eu arrastava pra lista de favoritos como forma de me livrar da ansiedade da informação inesgotável ou de um excesso de interesses que não encontra medidas nem paciência para serem devidamente trabalhados. Pra isso o defeito na máquina funciona como um tipo de &lt;i style=""&gt;space cleaning&lt;/i&gt; involuntário: de repente fica tudo novinho e as energias voltam a fluir em um espaço virtual limpo e pronto para ser reutilizado sem aquele entulho deixado pra mais tarde.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por outro lado, essa contingência no uso e essa renovação periódica fazem com que a pessoa se sinta meio alheia no próprio computador. Então é como se eu sentasse aqui e estivesse em uma &lt;i style=""&gt;lan house&lt;/i&gt;, em algo que não é meu, que é provisório e que não tem nem os programas que eu preciso nem o acúmulo que vem com o tempo de uso. (E suspeito ainda que o volume de imagens digitais em mim vai gerar o efeito inverso do que prenunciam: vou chegar a uma idade avançada sem arquivo morto onde depositar o meu passado – as fotos digitais também insistem em se perder a cada nova pane).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Observando bem, no entanto, a situação atinge muitos outros níveis, ocorre com frequência: o quarto eu encontrei reordenado depois da arrumação que sanou os efeitos desastrosos da umidade do primeiro semestre, e o celular ficou sem agenda depois que o chip foi perdido pelos lados de lá. Difícil então é aceitar o fato de que &lt;i style=""&gt;aqui,&lt;/i&gt; também, eu terei que me mover com muita desenvoltura, sem o respaldo de nenhum acúmulo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Acho que essa regressão a um estágio zero de uso simboliza a frustração de todas as minhas fantasias de aconchego. Porque quando eu estava fora eu dizia: lá eu tenho o meu computador, as minhas músicas, os meus filmes, o meu quarto, os meus contatos. Daí, como era de se esperar, eu volto e, nesses detalhes mais práticos, tenho a confirmação da minha suspeita: com as informações e com as tecnologias acontece como em todo o resto: é preciso mesmo estar sempre recomeçando. Ou então é que eu simplesmente cometi o erro de confundir os prognósticos. Aqui nada está ainda assimilado, tudo resiste à posse. Fora tudo é certo e resolvido, porque a ideia mesma de posse não faz sentido; tudo está para ser desfrutado como algo que tem dia e hora pra perder consistência, pra sumir na virtualidade como tem sido sempre o destino de todos esses meus arquivos perdidos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7367191928794007631?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7367191928794007631/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7367191928794007631&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7367191928794007631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7367191928794007631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/08/regressao-periodica.html' title='regressão periódica'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4880352335303642403</id><published>2009-07-16T01:37:00.013-03:00</published><updated>2009-08-02T00:25:49.568-03:00</updated><title type='text'>a ordem da partilha</title><content type='html'>Morar em um espaço coletivo é acostumar-se a muitas idas e vindas, embora a despedida seja sempre percebida como o fim de uma &lt;i style=""&gt;oportunidade de conhecer&lt;/i&gt; que não pode mais ser adiada. É perceber a reiteração de momentos em que não deixa de existir uma lamentação pelo anúncio da futura ausência daquele que se despede e, mesmo assim, seguir sem muitos dramas, uma vez que todos, em certo sentido, estão esperando o momento de ir embora. Os que vão ficar mais tempo anseiam pelo tão sonhado lugar próprio onde podem fixar o pertencimento: se estudam ou trabalham, esperam encontrar um apartamento e abandonar enfim a situação provisória que, afinal, se adequa melhor às necessidades do mochileiro. Este, por sua vez, está sempre partindo e a excitação do trajeto e do próximo ponto a atingir no percurso lhe inspira a realizar uma despedida sinceramente alegre e entusiasmada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu logo percebi, para o meu alívio, que de cada pessoa, estudante ou mochileiro, fica um pouco. Sabrina mudou-se logo pra um apartamento, mas ficou nos cigarros longos e finos que Laís agora fuma, desde que aprendeu com ela a apreciá-los. (Não mais cigarros &lt;i style=""&gt;standard&lt;/i&gt;, que causam sensação táctil estranha na boca – grossos entre o aperto dos lábios, como se fossem um charuto). Ficou também nas visitas constantes e na alegria com que a receberam a cada retorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alejandro também partiu poucos dias depois com sua namorada, mas deixou comigo um pequeno presente: um singelo sapinho de brinquedo. “&lt;i style=""&gt;Ayuda a quitarte el miedo&lt;/i&gt;”, me disse. Tinha me escutado falar, dias antes, sobre minha fobia de sapos.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Bárbara, a italiana, também ficou em mim, na forma feliz com que cantou &lt;i style=""&gt;Vasos vacíos&lt;/i&gt; na primeira vez em que escutei essa música, no entusiasmo com que falava dos &lt;i style=""&gt;Redondos de ricota&lt;/i&gt; e também quando exclamava, infantilmente – “uuíííí!” –, sempre que tocavam no som do hostel outra de suas músicas favoritas.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Ariana ensaiou também sua partida mas voltou no dia seguinte, insatisfeita com os arredores pouco seguros de &lt;i style=""&gt;Abasto&lt;/i&gt;. Era de longe a figura mais simpaticamente estranha do hostel, e era sempre engraçado ouvir – mesmo sem entender – as gírias mexicanas que ela encaixava com a maior naturalidade em qualquer coisa que dizia. Graças a ela, trouxe comigo um filme mexicano antigo que ainda não vi e o interesse por todos os filmes de luta livre que ainda verei.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Outras pessoas não partiram ainda, e se são narradas no pretérito é porque sou eu que não estou mais lá. Das gélidas profundezas do quarto 10 ficou a companhia de Natacha, minha &lt;span style="font-style: italic;"&gt;roommate&lt;/span&gt;. Lembro nossa longa conversa noturna quando eu contei praticamente um terço da minha vida – tantas revelações! – e nossa cumplicidade amparada em uma transferência de carinho com que, acredito, minimizamos a ausência da família, pra ela tão nova, pra mim já bastante tolerável. Acredito que em alguma medida nos cuidamos, preparando a comida um para o outro e fazendo-nos presentes em gestos simples. Em mim ela ficou ainda na lembrança de suas idas religiosas à &lt;i style=""&gt;Biblioteca Nacional&lt;/i&gt; e na obstinação com que estudava, suportando esta novidade amedrontadora – enfrentar a vida sozinha –, tão decidida em sua aparente fragilidade.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: normal; text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sl6uwKxQpFI/AAAAAAAAAI0/o73VNttKwzo/s1600-h/abrazo.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 226px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sl6uwKxQpFI/AAAAAAAAAI0/o73VNttKwzo/s320/abrazo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358912749165388882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;De Nubia, por sua vez, ficou a marca de uma leveza incomum, um modo de existir cada vez mais raro que aposta na alegria como recurso valioso. Nela nunca ficou sedimentada essa moda insuportável de pensar que o frio, o distante e o blasé são os novos “descolados”. Para ela o bonito está mesmo é na felicidade escancarada e é por isso que o seu carisma se espalha por todo o espaço. Impossível não lembrar Nubia dançando pela cozinha, no meio da sala, atrás do balcão, feliz como se tivesse todas as garantias, como se ela também não estivesse apostando tudo longe da Colômbia que não cansa de recuperar em seus relatos.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;Claudia também tinha vindo dessa Colômbia que terminou me parecendo um país fascinante, tamanha é a vitalidade daqueles que o representaram para mim. Adorava cozinhar e suas refeições eram quase sempre fartas, o que não a impediu de provar, destemida que era, a carne acebolada que foi uma de minhas primeiras incursões à cozinha. Além disso, compartilhei com ela o gosto adquirido pela &lt;i style=""&gt;Fernet, &lt;/i&gt;e não apenas isso nos unia em nosso espírito festivo: &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;ela era a única que, como eu, chegava às vezes ao meio-dia depois de uma noite de farra prolongada, com a cara amassada e um sorriso indisfarçável. Mãe, divorciada, fã de punk rock, certa vez disse em uma conversa: “&lt;i style=""&gt;me encanta la vida y trato de aprovecharla muy bien&lt;/i&gt;”.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; Haroldinho por sua vez deve ter ficado em Tarsila, que voltou e, suponho, tem-no como uma lembrança incontornável da cidade, dada a constância da presença dele ao longo de sua breve viagem e o divertido tempo que passaram juntos.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; Já em relação a Gaetán, o francês, devo confessar que o que ficou mesmo foi a raiva despertada pelas suas perguntas reducionistas e inegavelmente preconceituosas: “Os brasileiros não gostam muito de estudar, não”? “Mas os brasileiros não adoram futebol”? “Os jovens no Brasil são religiosos”?, e seguia, como se fosse possível enquadrar mais de 180 milhões de pessoas em um rótulo tão simplista e preguiçoso como o de “brasileiro”. De qualquer maneira, com ele exercitei o controle dos meus nervos e percebi que as pessoas, inclusive eu mesmo, recorremos às vezes a estereótipos nacionais como forma de nos aproximarmos dos outros e de tentar abreviar o tempo que levamos para conhecê-los.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; Muitas pessoas vão se somando ainda a este pequeno exercício de memória, e cada um certamente deixou seu traço. Alguns deles durarão mais na lembrança, outros menos. Eu também devo ter permanecido de alguma forma. Nos livros que emprestei a Ariana e a Claudia – que leu um deles quando uma doença inoportuna a deixou de cama por alguns dias (sempre ela, a doença, aquela que vem nos lembrar que a distância da família e da casa pode favorecer a sensação de desamparo) –; nos lanchinhos e refeições que preparei, nas histórias de muitas tardes e também no tédio de algumas noites em que o tempo frio tornava a rua pouco convidativa. Talvez, sobretudo, eu tenha ficado na marca sutil de uma diferença minoritária que, não sendo sempre entendida, acredito que foi, porém, acolhida.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; Ali, ao longo dos últimos cinquenta dias de viagem – que, desnecessário dizer, pareceram durar bem mais – encontrei algo como uma casa e pude construir meus vínculos. Um lugar para descansar e para estar sempre acompanhado, pois sempre havia alguém próximo, mesmo que em silêncio. Uma oportunidade para exercitar uma postura possível fundada na alegria de compartilhar, mesmo quando a necessidade de acomodação pedia recolhimento, mesmo quando se imaginava que a escassez exigia virar-se sozinho. Uma oportunidade para pequenos exercícios de sociabilidade que haviam permanecido como lacuna, diante da reserva.&lt;p&gt;&lt;/p&gt; Foi nesse espaço de convivência, por exemplo, que eu fui introduzido às cerimônias do mate. A princípio pedia que o preparassem pra mim, pateticamente amedrontado diante de toda a tradição que um gesto tão simples conformava. Depois, mais confiante, comprei um saco enorme de erva e comecei a tomá-lo com frequência, e nesses momentos não deixei de atentar para os detalhes ensinados, preparando para cada um sua porção, respeitando a ordem da roda, tomando-o primeiro e servindo-lhes em seguida. Nesses momentos de partilha era uma alegria besta e simples a possibilidade de ofertar-lhes algo, de ser eu o fio condutor a convidar e reunir a cada um dos presentes em torno da mesa. Outras vezes eu estava simplesmente lendo, tranquilo, e o meu recanto era então tomado de assalto por um grupo que decidia tomar café no meio da tarde, e então me traziam uma xícara, ofereciam um biscoito, e nestes momentos eu me sentia acolhido, temporariamente livre dos temores de estar para sempre avulso e de não lograr, por inaptidão ou puro desastre social, fazer parte do que quer que fosse.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=34e91f4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4880352335303642403?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4880352335303642403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4880352335303642403&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4880352335303642403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4880352335303642403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/07/ordem-da-partilha.html' title='a ordem da partilha'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sl6uwKxQpFI/AAAAAAAAAI0/o73VNttKwzo/s72-c/abrazo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8517535967824480937</id><published>2009-06-11T16:40:00.005-03:00</published><updated>2009-06-11T20:38:28.515-03:00</updated><title type='text'>hello, stranger</title><content type='html'>O demônio cruzou o meu caminho depois de uma agitada noite de domingo e eu assenti, aderindo provisoriamente ao seu pacto. Quando veio não congelou relógios, não exibiu truques assombrosos, não pretendeu impor a ordem de nenhuma seita. Chegou sem outra motivação aparente que a excitação gratuita da brincadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque é justamente aí onde reside sua qualidade mais demoníaca: na falta de objetivos, na arbitrariedade com que nos escolhe e põe em movimento a máquina do seu jogo. (E é por isso que aqueles que pretendem atribuir-lhe uma causa, a intenção de converter-nos aos seus desígnios malignos, se equivocam: porque buscam explicá-lo pela mesma lógica finalística das santidades). Capturar-nos em um espaço-tempo efêmero de confusão e intensidade para depois reinserir-nos na ordinariedade das nossas vidas, marcados no entanto pelo estremecimento do encontro: eis o efeito mais nocivo da sua presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei por que eu me tornei um dos seus cativos, naquela noite. Talvez beber em uma madrugada de segunda seja forma suficiente de adesão. Ou talvez eu o tenha evocado involuntariamente, ao procurar algo indefinido no meio do pequeno aglomerado. O fato é que, vendo-o então apenas de relance, eu a princípio o desdenhei, tomando-o pelo seu espectro falsamente inexpressivo. Tamanha soberba – erro fatal – só veio aumentar o impacto de sua primeira abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse algo que não lembro e que, no mais, não teve a menor importância. O importante foi dizer. O que se seguiu então foi uma série vertiginosa de temas e histórias, um abuso completo da linguagem que só poderia ser levado a cabo por quem conhece a malícia das palavras, dos jogos de sentidos, das lacunas, das informações que se contradizem, no tipo de humor ácido onde sempre desponta, ameaçadora, uma agressividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tudo os olhos, traços atordoantes. E a boca também, traço muito fino. Aconteceu de tal forma que no fim eu não havia logrado preservar nenhuma garantia de inteligibilidade. Resultou impossível diferenciar minimamente verdade e mentira, sugestão e piada, convite e armadilha. A única certeza veio da sua demonstração imponente de segurança, tão excessiva que só poderia atiçar a minha cobiça discretamente devastadora. Quando finalmente cedi, já era tarde. Era esse o inferno, dizer sim quando já não importava querer. O demônio sumiu antes mesmo de cruzar a esquina, tão logo decidi não mais vê-lo, mal desviei o olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cobiçar a tão enorme segurança, foi essa a marca que me deixou. Por isso não pude mais ser o mesmo. E por isso devastei minha casa. Com a petulância de quem está determinado a ser firme e também com irritação e impaciência – consequências mais certas desta vontade de eliminar todas as concessões e replicar a segurança sedutora que me foi exibida como dom improvável, demoníaco.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8517535967824480937?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8517535967824480937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8517535967824480937&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8517535967824480937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8517535967824480937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/06/hello-stranger.html' title='hello, stranger'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1316578167098993517</id><published>2009-06-10T13:31:00.005-03:00</published><updated>2009-06-11T20:38:44.742-03:00</updated><title type='text'>mudanças</title><content type='html'>Quando se aproximou o dia em que eu deveria deixar o apartamento onde fiquei pelos últimos dois meses aqui em Buenos Aires, ainda estava firme na decisão de ir pra outro bairro. Comecei a perceber, então, quantas coisas ainda me faltavam até que pudesse dar por concluída a minha temporada em &lt;em&gt;San Telmo&lt;/em&gt;. Explorar mais uma vez os livros e dvds da loja que fica em frente à &lt;em&gt;Facultad del Cine&lt;/em&gt;, tomar um café da manhã no &lt;em&gt;Bar Granados&lt;/em&gt;, freqüentar o &lt;em&gt;Pride Café &lt;/em&gt;– o MEU café em Buenos Aires –, tomar mais algumas cervejas de litrão sentado na calçada durante a feirinha de domingo... Estas coisas que não são importantes o suficiente pra justificar um deslocamento e que a gente só faz quando vive logo ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí que meio sem querer eu tropecei em um hostel na &lt;em&gt;Calle Chacabuco &lt;/em&gt;e ele me pareceu tão interessante que aqui estou, há quase um mês e a apenas algumas ruas do cruzamento que já tinha se tornado bem reconhecível, &lt;em&gt;Defensa &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;Independencia&lt;/em&gt;. E de repente então as coisas são assim: a gente se prepara pra uma grande mudança e quando ela chega descobre-se que é bem mais sutil do que imaginávamos. Nenhum problema, se isso significa simplesmente consolidar bases e tomar posse de lugares que só havíamos freqüentado na fantasia de nossas rotinas não-iniciadas. Posso continuar por mais algum tempo planejando fotografar o &lt;em&gt;Bar Sur&lt;/em&gt;, por mim está tudo certo. A questão é que esse episódio me permitiu ver em retrospectiva como no estranho sempre persiste muito do que é familiar – mais talvez do que estaríamos dispostos a conceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se me permito prestar atenção com um pouco mais de boa vontade, percebo: deixar o apartamento significou abandonar as noites de preguiça vendo televisão, as festinhas em casa para os amigos, as visitas inusitadas, a louça acumulada. Exigiu a inserção em uma nova lógica, muito atrativa, mais coletiva, de um espaço onde há pessoas circulando o tempo inteiro, conversas esperando para serem iniciadas. É cozinhar junto, é ver pessoas unirem-se à roda em qualquer noite da semana trazendo outra cerveja, é ser convidado pra uma sessão de cinema – filme de luta livre mexicana (!) – ou cantar junto com os colombianos uma canção do &lt;em&gt;Aterciopelados&lt;/em&gt;, velha banda conhecida. É, enfim, deparar-se com as figuras ótimas que podemos conhecer – ou pelo menos ter a esperança de que, na pior das hipóteses, os menos simpáticos irão embora no dia seguinte. Tudo isso é ainda continuar pegando as mesmas linhas de ônibus e percorrendo diariamente as mesmas ruas, pra ficar com dois exemplos banais. Mas de repente isso é o que menos importa: o espaço, o entorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é desta vez que experimentarei morar em &lt;em&gt;Almagro&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Congreso&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Palermo&lt;/em&gt;. Ao menos nesta viagem, não tem outro jeito: enterrei o umbigo em &lt;em&gt;San Telmo&lt;/em&gt;, como diriam os mais velhos da minha família. Melhor, então, reconhecer o lado bom do familiar e preparar-se para o inesperado. Ontem mesmo, depois de algumas horas escrevendo, saí pra um passeio rápido pelas mesmas ruas de sempre e encontrei, por puro acaso, um novo conhecido – ou seria um ex-desconhecido? Decidimos tomar um café juntos e ter a conversa que devíamos um ao outro. Sugeri o &lt;em&gt;Pride &lt;/em&gt;que, repito, elegi o MEU café em Buenos Aires.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque já está mais do que na hora de tornar &lt;em&gt;presente&lt;/em&gt; todos os meus sonhos de habitar a cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1316578167098993517?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1316578167098993517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1316578167098993517&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1316578167098993517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1316578167098993517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/06/mudancas.html' title='mudanças'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1970184774174772223</id><published>2009-06-01T23:23:00.002-03:00</published><updated>2009-06-01T23:38:00.648-03:00</updated><title type='text'>blue interlude</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SiSPKIAUEJI/AAAAAAAAAIs/4itoKczcKHI/s1600-h/edward_hopper_automat.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5342552462078513298" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 253px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SiSPKIAUEJI/AAAAAAAAAIs/4itoKczcKHI/s320/edward_hopper_automat.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Edward Hopper, Automat, 1927.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1970184774174772223?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1970184774174772223/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1970184774174772223&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1970184774174772223'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1970184774174772223'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/06/blue-interlude.html' title='blue interlude'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SiSPKIAUEJI/AAAAAAAAAIs/4itoKczcKHI/s72-c/edward_hopper_automat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-853833673031813349</id><published>2009-05-02T11:15:00.011-03:00</published><updated>2009-05-02T16:40:00.530-03:00</updated><title type='text'>feriados e manifestações</title><content type='html'>Na véspera deste primeiro de maio, milhares de trabalhadores se organizaram em distintos focos que convergiram, lá pelas 14h, para o cruzamento entre &lt;em&gt;Avenida Belgrano &lt;/em&gt;e &lt;em&gt;9 de Julio&lt;/em&gt;. Lá estava armado um palco que trazia, em seu centro, a imagem do casal Perón e que foi o centro da manifestação que antecedeu o feriado. Daqui da &lt;em&gt;Independencia &lt;/em&gt;vi crescer um desses aglomerados, enquanto a avenida ficava repleta de ônibus que traziam pessoas provenientes de muitas províncias próximas à capital. Com seus tambores, faixas e cartazes atravessaram &lt;em&gt;San Telmo&lt;/em&gt;, enchendo o bairro com um som que tem se mostrado recorrente no cotidiano da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes, no dia 24 de março, eu já havia sido pego de surpresa pelo gigantesco ato público que marca também essa data. Chegando inadvertido a tal feriado (cuja existência eu até então sequer conhecia e que não encontra correspondente no calendário brasileiro), descobri a data ao mesmo tempo em que me deparei, na &lt;em&gt;Avenida de Mayo&lt;/em&gt;, com a extensão inabarcável de grupos, movimentos, partidos políticos e sindicatos que marchavam organizados em direção à &lt;em&gt;Plaza de Mayo&lt;/em&gt;. Tal feriado, descobri enfim, marca a instauração do regime ditatorial na Argentina e foi instituído para lembrar as atrocidades cometidas, além de homenagear os cerca de trinta mil &lt;em&gt;detenidos-desaparecidos &lt;/em&gt;vítimas do regime. Assim, a grande manifestação encontra seu sentido pregnante na necessidade de, ainda hoje, exigir justiça na punição dos responsáveis pelos crimes, além de reavivar a reflexão sobre os mecanismos pelos quais forças repressivas, respaldadas por aparatos institucionais, chegam a assumir oficialmente o controle de um país. Não faltam então, nos diversos pronunciamentos que marcam o ato, referências a circunstâncias que tornam &lt;em&gt;presente&lt;/em&gt; a violência institucional, a coação política e a pressão econômica que incide sobre os sujeitos nas múltiplas esferas de suas vidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante, nesse sentido, é a centralidade que assumem as imagens dos desaparecidos no desdobramento desse ato. Empunhadas pelos manifestantes, elas remetem, em sua constância, a uma crença na fotografia como representação, como reafirmação de uma presença que se faz vibrante na memória nacional. Estampados em faixas, roupas e cartazes, alçados ao topo de estandartes, reproduzidos como emblemas que condensam todas as reivindicações, os retratos trazem à tona uma &lt;em&gt;falta &lt;/em&gt;que transborda o debate institucional para evocar a revolta motivada por um dano que nenhuma medida é capaz de reparar: a dor da perda, a saudade inconsolável que assola os familiares e amigos das vítimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A centralidade destas imagens está assinalada sobretudo pela faixa quilométrica que se estende ao longo do percurso e é conduzida pelos manifestantes até o centro da praça. À frente vão as madres da &lt;em&gt;Plaza de Mayo&lt;/em&gt;, figuras que historicamente vincularam sua atuação a essa perda e à reivindicação de justiça que os crimes que a geraram suscitam. No entanto, o que se mostrou mais impactante – ao menos para mim – foi a multiplicação de silhuetas que, acompanhadas por inscrições que indicam nomes e funções profissionais, reclamam essa falta. Indicação que atua duplamente: elidindo as feições e identidades que a fotografia não pode substituir e aludindo a uma iconografia criminal pela reminiscência de corpos que foram suprimidos pela ação das forças oficiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que eu poderia supor, porém, o desfile de segmentos e tendências que, deslocando-se em direção à praça, preencheram-na em toda sua amplitude, não se deu de forma grave ou vociferante. Nos rostos, danças, músicas e canções entoadas havia uma alegria, uma energia que se desprendia, enchendo de vivacidade esse tipo de acontecimento político que, em outros contextos, aparece por vezes em uma forma “esvaziada”. A manifestação de 24 de março é, afinal, uma grande ocasião em que convergem, de um modo que me pareceu à primeira vista bastante estranho, a lembrança de uma experiência social traumática e a alegria de uma celebração coletiva. O que se celebra – pensei depois como alguém que entra em contato com essa faceta da vida pública argentina pela primeira vez – é a capacidade de aglutinar-se ainda em torno de uma grande causa política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguem algumas fotos feitas por mim no dia da manifestação, as primeiras que consigo postar por aqui. Infelizmente, elas não chegam nem perto de dar uma idéia da extensão do acontecimento que tomou conta do centro da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGUwgJaI/AAAAAAAAAHM/LKB0-O2DkHg/s1600-h/geral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302193806976418" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGUwgJaI/AAAAAAAAAHM/LKB0-O2DkHg/s320/geral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGtq3jqI/AAAAAAAAAHc/bP7LiNTzf6c/s1600-h/mulheres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302200494231202" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGtq3jqI/AAAAAAAAAHc/bP7LiNTzf6c/s320/mulheres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGo2LFrI/AAAAAAAAAHk/sU3Nwgo4HeQ/s1600-h/mulher.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302199199471282" style="WIDTH: 249px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGo2LFrI/AAAAAAAAAHk/sU3Nwgo4HeQ/s320/mulher.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGTW93SI/AAAAAAAAAHU/oSvF8EiEy4w/s1600-h/vermelha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302193431436578" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGTW93SI/AAAAAAAAAHU/oSvF8EiEy4w/s320/vermelha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXdKAf2lI/AAAAAAAAAH8/WcMAEYSFIq4/s1600-h/retratos.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302586058267218" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXdKAf2lI/AAAAAAAAAH8/WcMAEYSFIq4/s320/retratos.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXc5gppbI/AAAAAAAAAHs/2YXPHlR0eBQ/s1600-h/madre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302581629724082" style="WIDTH: 228px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXc5gppbI/AAAAAAAAAHs/2YXPHlR0eBQ/s320/madre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXc18dzWI/AAAAAAAAAH0/dfVgxBzw7Ek/s1600-h/madres.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302580672646498" style="WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXc18dzWI/AAAAAAAAAH0/dfVgxBzw7Ek/s320/madres.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXdNTus8I/AAAAAAAAAIE/T7O-5S4ma4E/s1600-h/grande+faixa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331302586944238530" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXdNTus8I/AAAAAAAAAIE/T7O-5S4ma4E/s320/grande+faixa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX3qdsxJI/AAAAAAAAAIM/85EErz2JAQQ/s1600-h/presentes.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331303041447281810" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX3qdsxJI/AAAAAAAAAIM/85EErz2JAQQ/s320/presentes.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX3_PiliI/AAAAAAAAAIU/QMwYnvZ3uVs/s1600-h/silhuetas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331303047025038882" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX3_PiliI/AAAAAAAAAIU/QMwYnvZ3uVs/s320/silhuetas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX30pm4mI/AAAAAAAAAIc/j9An_cPVSAE/s1600-h/asamblea.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331303044181582434" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 300px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX30pm4mI/AAAAAAAAAIc/j9An_cPVSAE/s320/asamblea.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX4Ic2iGI/AAAAAAAAAIk/BrLNu_7M0p8/s1600-h/linea+fundadora.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331303049496791138" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyX4Ic2iGI/AAAAAAAAAIk/BrLNu_7M0p8/s320/linea+fundadora.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Día Nacional de la Memoria por la Verdad y la Justicia&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;24-03-2009&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-853833673031813349?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/853833673031813349/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=853833673031813349&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/853833673031813349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/853833673031813349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/05/feriados-e-manifestacoes.html' title='feriados e manifestações'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SfyXGUwgJaI/AAAAAAAAAHM/LKB0-O2DkHg/s72-c/geral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8233738878210950969</id><published>2009-04-16T20:08:00.003-03:00</published><updated>2009-04-18T15:15:56.560-03:00</updated><title type='text'>uma incômoda cartografia</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No dia 28 de fevereiro chegamos à &lt;i style=""&gt;Almirante Brown&lt;/i&gt; e, depois de uma pequena investigaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o, encontramos o &lt;i style=""&gt;Hostal &lt;st1:personname productid="La Boca. Damián" st="on"&gt;La Boca&lt;span style="font-style: normal;"&gt;.  Damián&lt;/span&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt; foi quem nos abriu a porta e começou a mostrar todas as dependências, detalhando os serviços e os preços. Em tudo parecia um lugar, por assim dizer, de estranhezas, algo novo por descobrir. As paredes pintadas de forma muito colorida, como os muros do &lt;/span&gt;Caminito&lt;/i&gt;, as amplas áreas comuns e o preço acessível justificaram toda a curiosidade e a vivência que eu tinha imaginado para aquele lugar, antes mesmo de conhecê-lo. A essa altura da viagem (o segundo dia, apenas!), &lt;st1:personname productid="La Boca" st="on"&gt;&lt;i style=""&gt;La Boca&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt; já era, no entanto, uma zona perigosa, “bairro de imigrantes e ladr&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;es”, assim nos advertiram alguns; “lugar feio, n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o vá lá!”, falaram outros, às vezes com express&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o patética de susto, outras vezes com uma raiva indisfarçável. Eu, no entanto, desejei ficar, um pouco por apego aos planos iniciais, um pouco também porque de fato me senti atraído por tudo aquilo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Com um incidente muito desagradável ocorrido um dia depois, o encanto por outros bairros e a distância considerável em relaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o ao metrô – ou &lt;i style=""&gt;subt&lt;/i&gt;, como dizem por aqui – decidimos estabelecer-nos em outro lugar. Restou, porém, um certo resentimento de minha parte em relaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o à forma com que alguns porteños dividiam o mapa da cidade em dois: “para aquele lado tudo vai ficando progressivamente mais feio, terrível; para este lado, pelo contrário, está tudo bem, é tranquilo”. Junto com esse eixo &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;– a &lt;i style=""&gt;Av. Rivadavia&lt;/i&gt;, se bem me recordo – &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;que corta a cidade em duas e ajuda a comp&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;or&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt; uma espécie de cartografia da marginalidade (impossível para uma cidade como Recife, por exemplo, que mais se assemelha a um mosaico perturbador onde se mesclam de forma complexa as áreas ricas e pobres), n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o pude deixar de notar a cadeia de significantes com que se ligavam o &lt;i style=""&gt;feio&lt;/i&gt;, o &lt;i style=""&gt;imigrante&lt;/i&gt;, o &lt;i style=""&gt;marginal&lt;/i&gt;, o &lt;i style=""&gt;perigoso&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;De qualquer modo, como estrangeiro que parece ter sua condiç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o escrita na testa, evito arriscar-me excessivamente, de modo que as incurs&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;es a estes territórios menos “garantidos” s&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o feitas sempre com relativa cautela. E embora a ameaça da violência pareça, aqui, mais um dado informado pelos porteños que uma sensaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o desencadeada pelos lugares, de fato, nunca falta quem nos advirta sobre o caráter factual desse perigo. Na última vez em que fomos a &lt;st1:personname productid="La Boca" st="on"&gt;&lt;i style=""&gt;La Boca&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt; – Tita, Sabrina e eu – um morador de rua veio, preocupado, advertir-nos de que nao fôssemos ali até a outra rua ou seríamos assaltados. Assim, categórico, n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o nos deixou muita margem para dúvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Apesar de tudo, o &lt;i style=""&gt;hostal&lt;/i&gt; indicado por um amigo recifense que já morou lá me parece &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;ainda &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;uma alternativa a considerar para o último mês na cidade e, sinceramente, n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o vejo nisso uma escolha heróica ou estúpida, apenas a opç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o que até o momento melhor corresponde às minhas reais possibilidades. N&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o que eu n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o esteja consciente da vulnerabilidade que acompanha os que est&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o &lt;i style=""&gt;perceptivelmente&lt;/i&gt; pouco familiarizados com os espaços da cidade, nem do tipo de atraç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o que exercemos sobre os olhares locais. Onde quer que passamos as abordagens s&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o sempre diferenciadas, e n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o é raro que as pessoas, mesmo os pedintes, dirijam-se a nós em três idiomas: castellano, inglês e português. Uns, mal olham para nós, já perguntam se somos brasileiros. Outros, quando nos vêem passando gritam “&lt;i style=""&gt;how are you? how are you?&lt;/i&gt;”. Reconhecidos como brasileiros ou confundidos com gringos norteamericanos, em ambos os casos essas minúsculas interpelaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;es acumuladas causam-nos uma forte sensaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o de desconforto e de inadequaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o. Como se nos fossem lembrando, em cada percurso, que n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o pertencemos a este lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Uma noite, em &lt;i style=""&gt;Palermo,&lt;/i&gt; estava sentado em um bar quando veio uma criança, uma menina de uns dez anos, e me ofereceu doces. Quando recusei ela chegou bem perto e ficou insistindo, baixinho: “&lt;i style=""&gt;pleeeease, pleeeease...&lt;/i&gt;”. Falei ent&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o, contido mas com rispidez: “¡&lt;i style=""&gt;Ya te lo dije que no!&lt;/i&gt;”. N&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o sei se gramaticalmente foi uma resposta “correta” – porque além de tudo tenho a sensaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o, aqui, de que minha desenvoltura com o espanhol tem sido sofrível – mas sem dúvida foi a resposta mais grosseira que eu poderia dar. Acontece que me causa um grande incômodo este tipo de interpelaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o em inglês, n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ão só porque &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;revela uma aptid&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o ostensiva das pessoas (inclusive dos mais excluídos) para o negócio do turismo. Também porque, no fim das contas, o que fica é a sensaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o de que o que se exige de mim é que eu simplesmente me adeque ao papel de turista, mesmo quando o turismo, ao menos nos termos “convencionais”, n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o constitui nem de longe a motivaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o maior da minha viagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Assim, a sensibilidade aguçada em relac&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o a certos aspectos da cidade que por vezes ficariam relegados à invisibilidade em um contato mais, digamos, trivial – como aquele que se estabelece entre seus habituais moradores – choca-se diretamente com a certeza de que o que se espera de mim é o que tenho menos: s&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o os reais, os dólares ou, na melhor das hipóteses, os euros que como viajante eu poderia gastar e que, somados aos de tantos outros, aliviariam a carga que pesa sobre uma sociedade fraturada pela prolongada crise. Nesta configuraç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o de papéis, o que fica fragilizado é a possibilidade de &lt;i style=""&gt;compartilhar&lt;/i&gt; o que quer que seja - inusitada hierarquia em que ocupo uma posiç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o que tem muito pouco a ver com minha situaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;atual&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;S&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o estas quest&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;es &lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;delicadas que eu tento relatar, mesmo com o receio de que as observaç&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;õ&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;es possam em algum momento parecer insuficientes ou, o que é pior, contaminadas pelo mesmo elitismo que pretendem criticar. E é nesta complexa rede social onde busco situar-me, tentando n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o ser ingênuo mas tratando, também, de n&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o absorver os preconceitos que recortam este espaço urbano em partes t&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;ã&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;o incomunicáveis.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8233738878210950969?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8233738878210950969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8233738878210950969&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8233738878210950969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8233738878210950969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/04/uma-incomoda-cartografia.html' title='uma incômoda cartografia'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4412555282408088268</id><published>2009-04-05T18:44:00.003-03:00</published><updated>2009-04-05T18:51:56.535-03:00</updated><title type='text'>um verso</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Deseoso es aquel que huye de su madre".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Llamado del deseoso&lt;/span&gt;, um poema de Lezama Lima, completo e com tradução &lt;a href="http://www.revistazunai.com/traducoes/jose_lezama_lima.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4412555282408088268?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4412555282408088268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4412555282408088268&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4412555282408088268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4412555282408088268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/04/um-verso.html' title='um verso'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3001992440636518306</id><published>2009-04-01T23:45:00.003-03:00</published><updated>2009-04-05T18:48:04.759-03:00</updated><title type='text'>como não conseguir um trabalho</title><content type='html'>O tráfego de informações que vai do computador mosca-morta do apartamento até a lan house mais próxima me deixa completamente descompensado. A situação é tão problemática que os arquivos trabalhados em casa precisam transitar via e-mail, já que o meu pen drive sequer é reconhecido pela máquina. Entrando em uma semana crítica eu começo a repetir as confusões que o meu espírito de viajante cauteloso até então tinha buscado – com algum sucesso – evitar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu pego o elevador e esqueço o porta-cédulas; eu fecho a porta e depois procuro o celular; eu vou ao locutório realizar uma chamada e parece que só então preciso do número do telefone; eu desço a &lt;em&gt;Balcarce&lt;/em&gt; rumo ao centro e nem sei. Tudo seria contornável, não fosse pelo fato de que eu termino imprimindo a versão número um do currículo e apenas na hora da entrega noto que ali não consta o domicílio. Dias depois eu imprimo a versão número dois e só mais tarde lembro que da última vez já havia acrescentado à mão, a pedido da moça, o endereço do correio eletrônico. Agora, repito a entrega do currículo – o último referente à minha tentativa de ser professor de português, porque no fim das contas aqui eu preferiria trabalhar em um bar, juro – e mais uma vez lembro: o danado do e-mail que eu não coloquei. Tudo seria mais simples se eu pudesse salvar a versão atual no meu pen drive e descarregá-la no computador ali da esquina. Mas simplicidade pra quê. O negócio é acrescentar um borrão com a caneta-meio-falhando emprestada pelo senhorzinho da recepção, esse mesmo que vai dar um destino obscuro ao meu documento. Aí nessas horas eu me sinto como quase sempre: o menino amarelo que derruba os papéis no chão, apanha tudo com a mão imunda – a mesma com que mete o dedo no nariz, cutuca a casquinha de ferida – e quando vê já fez a maior sujeira e então vai passar um pedacinho de bombril pra ver se tira a mancha do papel (o que obviamente só piora a situação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como dessa vez não levei o envelope pardo, pergunto ao recepcionista – tentando resguardar um pouco de dignidade ao meu documento – se ele poderia prender as duas folhas soltas. Sim, penso em um grampeador, mas não sei como falar isso em castellano. Quando saio ainda olho pra trás e o vejo com as folhas soltas (e já rasuradas com o meu rabisco, vale lembrar), colando-as com um pedacinho de durex. Casquinha de ferida, é do que eu me lembro; manchinha tirada com pedacinho de bombril. Qualidade na apresentação: zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ai, mais uma chance perdida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3001992440636518306?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3001992440636518306/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3001992440636518306&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3001992440636518306'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3001992440636518306'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/04/como-nao-conseguir-um-trabalho.html' title='como não conseguir um trabalho'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7086496623233384800</id><published>2009-03-16T21:06:00.012-03:00</published><updated>2009-03-19T17:26:31.555-03:00</updated><title type='text'>notícias do sétimo andar</title><content type='html'>&lt;em&gt;La mujer sin cabeza&lt;/em&gt; foi reexibido aqui no último dia 11 como parte de uma mostra chamada &lt;em&gt;Perspectiva M&lt;/em&gt;, realizada em comemoração ao dia da mulher. Foi o único que eu pude ver, e ainda assim saímos debaixo de uma chuva torrencial que me fez querer jogar no lixo os meus sapatos. O tempo instável finalmente se encaminha para um frio crescente e já penso em providenciar roupas mais quentes – até então, porém, apenas penso, ainda indeciso em relação ao que comprar. &lt;em&gt;Sin problemas, todavía hay tiempo&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sb7sLXKEpdI/AAAAAAAAAGs/Z2wBmr8vjx0/s1600-h/la+mujer+sin+cabeza.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sb7sLXKEpdI/AAAAAAAAAGs/Z2wBmr8vjx0/s1600-h/la+mujer+sin+cabeza.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sb7tsz0I1eI/AAAAAAAAAG0/0OXyfkaobNw/s1600-h/la+mujer+sin+cabeza.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313945964422682082" style="WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 183px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sb7tsz0I1eI/AAAAAAAAAG0/0OXyfkaobNw/s320/la+mujer+sin+cabeza.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;La mujer sin cabeza&lt;/em&gt;, de Lucrecia Martel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;No dia anterior pudemos ver uma apresentação de jazz na &lt;em&gt;Casa de la Cultura&lt;/em&gt;: Alejandro Manzoni Trío. Aos poucos vou me encaixando nesses circuitos, onde posso conhecer melhor as coisas daqui e ao mesmo tempo suprir a vontade de participar desse tipo de atividades que costumo frequentar em Recife.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por falar em hábitos recifenses, no sábado à noite conseguimos pela primeira vez fechar um bar. Depois que todas as mesas haviam sido devidamente recolhidas, o dono do &lt;em&gt;La Resistencia&lt;/em&gt; veio fazer a pergunta que, longe de nos constranger, deixou-nos radiantes. Perguntou se queríamos copos de plástico para colocar nossas cervejas, e nesse momento percebemos que a noite finalmente acabava antes da nossa energia. Para lograr tal êxito, foi preciso conhecer os modos da cidade e adaptar-se a ela. Vimos séries na televisão, dormimos um pouco, tomamos banho, trocamos de roupa e saímos por volta das duas da manhã, que afinal, descobrimos, é quando a noite começa a acontecer por aqui. Primeiro umas voltas pelas ruas próximas: Defensa, Plaza Dorrego, Bolívar, Estados Unidos. Depois a escolha: &lt;em&gt;Guebara&lt;/em&gt;, na rua Humberto Primo, até agora a maior preciosidade que encontramos. (Tem sido assim: toda semana conhecemos o nosso bar predileto. Primeiro foi o &lt;em&gt;Puerta Roja&lt;/em&gt;, sugestão de Bel; depois o &lt;em&gt;La Resistencia&lt;/em&gt;, na Defensa; agora o &lt;em&gt;Guebara&lt;/em&gt;. Semana que vem provavelmente encontraremos outro lugar e teremos a certeza de que ele será aquele para o qual voltaremos todos os fins de semana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda não disse, digo agora: finalmente encontramos um apartamento. Muito bem localizado na &lt;em&gt;Av. Independencia&lt;/em&gt;, entre a &lt;em&gt;Defensa&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;Paseo Colón&lt;/em&gt;. Apenas um pouco acima do orçamento e sem a cobrança infame da comissão imobiliária, este nos pareceu viável. Mudamos no dia seguinte e aqui estamos, bem mais pobres e felizes, podendo dormir à vontade e ler com um pouco de paz. Enfim, algo assim como uma casa. Até já recebemos visitas. Com esse &lt;em&gt;upgrade&lt;/em&gt; na nossa temporada argentina, estamos conseguindo aos poucos estabelecer uma rotina incipiente: cozinhamos, fumamos, bebemos vinho e ainda arranjamos tempo para ficar estarrecidos com os detalhes bizarros de parte da programação local. Outro dia um programa patrocinado por uma casa de eventos transmitia uma festa de quinze anos que era de uma cafonice sem igual nesse mundo. As novelas brasileiras também marcam presença: &lt;em&gt;Lazos de familia&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;El rey del ganado&lt;/em&gt;. Dubladas em espanhol, &lt;em&gt;por suspuesto&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sons daqui vão chegando aos poucos: ontem ouvi uma música no supermercado e já descobri os nomes da banda e da música (só falta conseguir baixar). Fora isso, ir a uma apresentação da &lt;em&gt;Pequeña Orquesta Reincidentes&lt;/em&gt; está entre as atividades impossíveis que eu gostaria de realizar antes de ir embora (e que parece tão improvável quanto o privilégio de ver alguma conferência de Beatriz Sarlo, que nem sei se continua participando de conferências ou mesmo se ainda mora por aqui). Por enquanto me resigno à trilha sonora inusitada que tem marcado essa viagem. Músicas tão incidentais quanto &lt;em&gt;Build&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;Housemartins&lt;/em&gt; (aquela maravilhosa de motel, bem anos 80); &lt;em&gt;The tide is high&lt;/em&gt;, do &lt;em&gt;Blondie&lt;/em&gt;; e ainda os &lt;em&gt;Beatles&lt;/em&gt;, que nos pegaram de jeito depois da terceira cerveja de um litro consumida na noite, pouco antes de sermos expulsos do &lt;em&gt;La resistencia&lt;/em&gt;. Oportunidade para se admirar: "caramba, eu tinha me esquecido de como eu gosto dos Beatles..." É isso: fala-se tanto em tango, milonga, e a gente termina assim, &lt;em&gt;strawberry fields forever&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7086496623233384800?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7086496623233384800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7086496623233384800&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7086496623233384800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7086496623233384800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/03/la-mujer-sin-cabeza-foi-reexibido-aqui.html' title='notícias do sétimo andar'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/Sb7tsz0I1eI/AAAAAAAAAG0/0OXyfkaobNw/s72-c/la+mujer+sin+cabeza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5598166158710704278</id><published>2009-03-11T11:29:00.007-03:00</published><updated>2009-03-11T11:51:29.888-03:00</updated><title type='text'>a melhor referência</title><content type='html'>Se antes eu já adorava os filmes de Martín Rejtman, agora que eu estou conhecendo Buenos Aires eu tenho achado ainda mais genial a forma como ele representa a cidade, suas figuras discretamente estranhas, seus lugares típicos. Está tudo ali: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;paseadores de perros&lt;/span&gt;, o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;happy hour&lt;/span&gt;, as danceterias. Fico até preocupado com o peso dessa influência na minha percepç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o: onde todo mundo assinala uma certa aura romântica, charmosa e cordial eu vejo estranheza, humor absurdo e uma leve decadência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As falas maravilhosas de seus personagens têm sido referências midiáticas onipresentes. (Eu ainda vou sentar na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;barra&lt;/span&gt; de um bar e pedir, em um fim de tarde, com cara de moribundo: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cuatro whiskies!).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfM8b7ySWI/AAAAAAAAAGM/bw1ce9zjZVQ/s1600-h/guantes+02.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfM8b7ySWI/AAAAAAAAAGM/bw1ce9zjZVQ/s320/guantes+02.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311939624169523554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Felizes na danceteria, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Los guantes mágicos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfOhpLV-rI/AAAAAAAAAGk/ZW2m3u6643s/s1600-h/guantes+21.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 177px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfOhpLV-rI/AAAAAAAAAGk/ZW2m3u6643s/s320/guantes+21.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311941362891225778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Indo e vindo de Ezeiza em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Los guantes mágicos&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfOEX-lEqI/AAAAAAAAAGc/3fLhxSQfois/s1600-h/silvia+18.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 192px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfOEX-lEqI/AAAAAAAAAGc/3fLhxSQfois/s320/silvia+18.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5311940860058079906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Os absurdos restaurantes chinos em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Silvia Prieto&lt;/span&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5598166158710704278?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5598166158710704278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5598166158710704278&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5598166158710704278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5598166158710704278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/03/melhor-referencia.html' title='a melhor referência'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SbfM8b7ySWI/AAAAAAAAAGM/bw1ce9zjZVQ/s72-c/guantes+02.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1504079908720014252</id><published>2009-03-10T11:25:00.008-03:00</published><updated>2009-03-11T14:52:45.906-03:00</updated><title type='text'>god bless china</title><content type='html'>Ok, já que falaram tanto, aí vai um post sobre comida. Ontem finalmente pude conhecer um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tenedor libre&lt;/span&gt; - restaurante do tipo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;all you can eat&lt;/span&gt; bem marcante pelos lados de cá. Estava ansioso. Afinal, aqui em Buenos Aires há muitas comidas interessantes, sobretudo a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;parrilla&lt;/span&gt; - de fato, carne é a grande especialidade &lt;span style="font-style: italic;"&gt;porteña&lt;/span&gt;, geralmente é deliciosa - mas variedade é uma coisa que parece n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o existir por aqui. Pede-se uma carne e o máximo que vem é um acompanhamento: purê ou &lt;span style="font-style: italic;"&gt;papas fritas &lt;/span&gt;ou arroz. E nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para um brasileiro - ou melhor, um nordestino, ou melhor, um cearense - isso é de uma pobreza ímpar. Fico só lembrando das minhas idas a Jo&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o da Carne de Sol, onde uma carne sempre vinha acompanhada por arroz, feij&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o, purê, macaxeira frita, vinagrete, paçoca, creme de queijo... Procurei os tais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;tenedores libres &lt;/span&gt;com a esperança de finalmente comer de forma cavalar, provando um pouquinho de cada coisa. Já estava até lembrando saudoso daqueles&lt;span style="font-style: italic;"&gt; self services &lt;/span&gt;brasileiros maravilhosos onde você pode misturar de maneira absolutamente n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o-sofisticada uma feijoada com uma porç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o de camar&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o e outra de sushi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, minha surpresa é que esse tipo de lugar aqui parece ser uma típica invenç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o chinesa. Todos os que encontrei ontem na minha busca eram restaurantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;chinos&lt;/span&gt;. Outra coisa é que a comida é terrivelmente mal preparada nesses estabelecimentos e as sobremesas, bom, para essas eu imaginei uma brincadeira: vendar os olhos, embaralhá-las e depois tentar adivinhar pelo paladar cada uma delas. Aposto que seria uma miss&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o impossível. Ainda assim, saí de lá feliz pelo simples fato de poder comer salada com rolinho primavera e churrasco e macarr&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o e...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reconheço que o nome desse post poderia ser &lt;span style="font-style: italic;"&gt;atestado de pobreza&lt;/span&gt;. Mas para um magrelo como eu poucas coisas s&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o t&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o importantes quanto a sensac&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o de saciedade, de estar bem nutrido. E aqui a carência de alguns alimentos que adoro é absurda. A pobreza dos sucos, por exemplo: sempre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exprimido de naranja &lt;/span&gt;ou uns &lt;span style="font-style: italic;"&gt;licuados &lt;/span&gt;de banana ou pêssego que ainda n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o tive coragem de provar. Que saudade do Gelatto´s, aquele mixta da casa que vem com banana, abacate, mam&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o, laranja e tantas outras coisas que nem lembro e que fazem a gente achar que vai explodir depois que bebe. Agora eu acredito quando os nutricionistas dizem que a alimentaç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o brasileira é exemplar: por enquanto tem me parecido impossível fazer uma refeic&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o fora daí que contenha vegetais, cereais, carboidratos e proteínas. É sempre uma coisa de cada vez, em porç&lt;em&gt;õ&lt;/em&gt;es generosas porém solitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, ao final dessa viagem talvez eu deva escrever um guia de sobrevivência para cafuçus em Buenos Aires. Refinamento gastronômico n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o é muito o meu forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualizaçao 11/03: Encontrei um lugar ótimo no Centro chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Granix&lt;/span&gt;, que fica em uma galeria logo no comecinho da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calle Florida&lt;/span&gt;. Um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;buffet &lt;/span&gt;só com comidas vegetarianas deliciosas, saudáveis, variadas e fresquinhas. Como nada é perfeito na vida, o negócio é caro. O site que eu usei pra encontrar essa maravilha foi o &lt;a href="http://www.happycow.net/"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;happy cow&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1504079908720014252?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1504079908720014252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1504079908720014252&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1504079908720014252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1504079908720014252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/03/god-bless-china.html' title='god bless china'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5292488111920385257</id><published>2009-03-08T11:37:00.005-03:00</published><updated>2009-03-08T14:36:51.135-03:00</updated><title type='text'>bem-vindos ao deserto do real</title><content type='html'>Aluguel temporário de apartamentos definitivamente é coisa para turista gringo. Os preços&lt;em&gt;&lt;/em&gt; est&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o sempre em dólar e as imobiliárias têm exigido uma comiss&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o abusiva que corresponde ao valor de um mês de aluguel. A coisa fica assim inviável: vivemos três meses aqui e pagamos quatro, mais um depósito também no valor de um mês de aluguel que serve como garantia contra qualquer dano causado à propriedade e que será supostamente devolvido ao final. É desse modo que qualquer vislumbre do que seria uma boa oportunidade acaba t&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o logo a gente senta a bunda na cadeira das corretoras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas andanças, conhecemos uma senhora estranha chamada Lida que apresenta nuances e variaç&lt;em&gt;õ&lt;/em&gt;es no humor que me deixam perplexo e a fazem parecer um ser quase lynchiano. Nas duas vezes em que estivemos em seu escritório, dirigiu-se a nós de forma muito amável, conversou muito, falou dos filhos que vivem no Brasil, esforçou-se - junto com seu funcionário bonach&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o e também meio absurdo, Pancho - para encaixar-nos em alguma boa oferta. Empenhou-se, enfim, em demonstrar uma compaix&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o para com a nossa situaç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o peregrina e ansiosa. N&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o obstante, t&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o logo visitamos os apartamentos e demonstramos interesse pelos mesmos, Lida revelou-se uma negociadora voraz, expondo condiç&lt;em&gt;õ&lt;/em&gt;es, desfiando cálculos e tomando nota de nomes e dados relativos a documentos com a clara intenç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o de começar a redigir contratos. Desatou a falar em datas e mesmo em depósitos de reserva com uma velocidade inadmissível. Como n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o somos (t&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o) bestas, nas duas ocasi&lt;em&gt;õ&lt;/em&gt;es tivemos tempo de ensaiar uns cálculos em meio ao falatório todo e perceber a inviabilidade da operaç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o para o nosso orçamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a nossa recusa, declinando da operaç&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o, nas duas vezes a fala de Lida subitamente se transmutou, assumindo um traço exagerado de acidez e de abuso no seu tom de voz supostamente maternal, enquanto ela nos dizia, vingativa como uma matriarca que se ressente pelo n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o-reconhecimento dos seus esforços, que fazia tudo que era possível e que nós é que diríamos se seria suficiente ou n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o. Depois da fala agressiva, em uma segunda mudança repentina de tom ela se despediu e nos convidou a voltar, colocou-se à disposiçao e nos deu um beijo "afetuoso" enquanto nos dirigíamos à saída para recomeçar - do zero - a nossa busca. Embaixo do tamp&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o de vidro de sua mesa, pudemos ver por diversas vezes o recorte de um quadrinho de jornal onde o personagem dizia: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"la realidad no es responsable por la pérdida de sus ilusiones"&lt;/span&gt;. Lida, afinal, tem um senso de humor sutilmente perverso e sentencioso, um comportamento que me pareceu t&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o opaco e ambivalente quanto tudo mais o que tenho visto por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5292488111920385257?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5292488111920385257/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5292488111920385257&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5292488111920385257'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5292488111920385257'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/03/bem-vindos-ao-deserto-do-real.html' title='bem-vindos ao deserto do real'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3742790608958795837</id><published>2009-03-04T11:27:00.007-03:00</published><updated>2009-04-24T19:57:48.431-03:00</updated><title type='text'>os primeiros percursos</title><content type='html'>Parece que já faz um mês que estou por aqui. O choque inicial foi enorme: quando cheguei no lugar onde havíamos feito reservas para os primeiros quatro dias na cidade - um hostel que fica na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calle Viamonte&lt;/span&gt;, pertinho do obelisco da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;9 de Julio &lt;/span&gt;- tive vontade de sair correndo. Um lugar claustrofóbico e sem o menor charme. Desde ent&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o, Sabrina e eu já começamos a desenvolver aquela que tem sido uma estratégia essencial para a nossa viagem: beber à noite para aliviar o peso e o cansaço, processar as informaçoes e experiências vividas ao longo do dia. Na primeira noite, três &lt;span style="font-style: italic;"&gt;quilmes&lt;/span&gt; fizeram o mundo parecer lindo e nos colocou falando da vida, da viagem, de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que até agora n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o tivemos um minuto sequer de turistagem despreocupada. Milhoes de coisas para resolver que, somadas à nossa ansiedade e à preocupac&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o de ter que encontrar solucoes para economizar o dinheiro escasso tem nos levado a andar feito loucos pela cidade. Andamos muito, mas MUITO mesmo. A dinâmica é mais ou menos essa: passamos o dia percorrendo a cidade, depois bebemos um vinho e quando chegamos em casa detonados, fazemos um macarr&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o e depois desabamos na cama (quer dizer, eu desabo, porque Sabrina tem tido a insônia de sempre). Uma coisa é certa: voltarei para Recife com corpinho de maratonista queniano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, claro que conhecemos algumas coisas: fomos ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caminito&lt;/span&gt; em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;La boca&lt;/span&gt; e planejamos voltar em breve, com mais calma. É um lugar absurdamente colorido, adorável e cheio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;souvenirs&lt;/span&gt; que eu quis comprar aos montes, mas me controlei - adiar a compra é uma regra básica pra fazer o dinheiro render e evitar gastos desnecessários. Andamos também pela &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Recoleta&lt;/span&gt;, mas n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o tivemos paciência para ver o cemitério, apenas uma passada rápida. Nas nossas andanças chegamos também, quase por acaso, à &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Plaza de Mayo&lt;/span&gt;, vimos a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Casa Rosada&lt;/span&gt;. Ok, esse foi o momento turistagem, mas tudo permeado pela pressa de ter que tomar as primeiras e urgentes providências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, no sábado à noite fomos para o que já sabíamos, desde o início, seria uma roubada, mas topamos porque somos pessoas destemidas e n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o recusamos nada que seja de graça. Ganhamos do hostel do centro, assim que fizemos o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;check in&lt;/span&gt;, duas entradas para uma boate em Palermo. Dito de forma simples, parecia a coisa mais medonha do mundo: um monte de boyzinho e boyzinha dançando músicas que fizeram a Quinta Black do Downtown chorar de inveja.  Era só Beyoncé, Usher... Ainda assim nos divertimos, dançamos um pouco e falamos mal de todo mundo que víamos, inclusive com apelidos. Uma moçoila eu apelidei de menina de ouro - nao lembro bem o motivo, talvez porque me lembrou Hilary Swank e também porque, como dançarina, ela é uma ótima boxeadora. Palermo no entanto pareceu um bairro que merece ser desvendado, voltaremos lá em breve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dos primeiros dias que giraram em torno da hospedagem traumática e do medo de nos tornarmos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;homeless&lt;/span&gt;, finalmente viemos para o bairro que, já percebemos, será o nosso território aqui em Buenos Aires. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;San Telmo&lt;/span&gt;, o lugar onde as ruas s&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o lindas, as pessoas interessantes, a comida bem mais barata e saborosa do que no centro e, por fim, os bares mais a nossa cara. No entanto, viemos para outro hostel, porque alugar um apartamento está sendo um martírio. Começo mesmo a achar impossível se n&lt;em&gt;ã&lt;/em&gt;o acharmos com quem dividir, ao menos pelo preço que podemos pagar. Mas isso é assunto para um outro post.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3742790608958795837?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3742790608958795837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3742790608958795837&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3742790608958795837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3742790608958795837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/03/os-primeiros-percursos.html' title='os primeiros percursos'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-6677454915325412885</id><published>2009-03-01T20:15:00.006-03:00</published><updated>2009-03-02T20:26:55.091-03:00</updated><title type='text'>rumo ao kibbutz</title><content type='html'>Eu lembro sempre, agora, de uma pessoa muito especial que me relatou uma vez que, pensando em como poderia me conduzir a um determinado objetivo, uma tarefa a realizar - indicando pistas, rumos a seguir - viu-se tomada por uma súbita preocupação: seria&lt;em&gt; eu &lt;/em&gt;capaz de chegar até o meu destino, objetivo final do percurso? Lembrou-se então, para seu alívio, de que bastava soltar um balão e - esperava-se - ele chegaria ao seu destino, sempre subindo, subindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na madrugada desta sexta-feira fui tomado por um sintoma que pareceria (em qualquer outra situação) exagerado, fora de medida. Uma ânsia de vômito, uma dor na boca do estômago, uma pontada que não cessava. Algo próximo àquilo a que Nelly Richard certa vez chamou de &lt;em&gt;desorden somático&lt;/em&gt; e que, neste caso, não era nada menos que a resposta de um corpo sedentário subitamente estremecido por uma cabeça nômade que lhe havia imposto a necessidade de mover-se rumo ao desconhecido, ao total desconforto - por desejo, por vontade de mudar -, e que respondia a este violento impulso com as consequências orgânicas de tal incômodo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha viagem não foi nem um pouco agradável - considerando-se a noção adquirida de que minhas escolhas afetavam aqueles mais próximos e despertavam fantasmas, e de como elas careciam de bases sólidas (mas não carecem, sempre, quando sao verdadeiramente transformadoras?). É inconsistente e provisória, a jornada. É aventureira, súbita. É simples, mas ao mesmo tempo custa muito, exige decisão e - porque aqui nao cabem falsas modéstias - demanda certa coragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os próximos tempos - talvez um mês, ou mesmo um semestre, não posso prever agora - este blog &lt;em&gt;se transmite desde Buenos Aires&lt;/em&gt;. Uma aventura, uma aposta - uma besteira, sem dúvida. Uma vontade de mudar, porque assim eu vou subindo, subindo, voando, voando - rumo a tudo aquilo que desejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-6677454915325412885?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/6677454915325412885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=6677454915325412885&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6677454915325412885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6677454915325412885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/03/rumo-ao-kibbutz.html' title='rumo ao kibbutz'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-403636157785676149</id><published>2009-02-10T17:34:00.007-03:00</published><updated>2009-02-10T18:21:49.912-03:00</updated><title type='text'>minha vida sem computador</title><content type='html'>Nas lições de administração a gente aprende (ou melhor, é obrigado a ouvir) alguns truques empresariais, repetidos à exaustão por professores que fazem de conta que isso é um segredo capaz de fazer toda a diferença em qualquer negócio. Um &lt;em&gt;case&lt;/em&gt; famoso diz que as cadeiras das redes de &lt;em&gt;fast food&lt;/em&gt; são propositalmente desconfortáveis. Com isso, garante-se a alta rotatividade, impedindo que adolescentes-ratos-de-shopping permaneçam nas dependências do estabelecimento batendo papo, sem consumir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí fico me perguntando quem foi o primeiro iluminado que decidiu transferir esse princípio para as &lt;em&gt;lan houses&lt;/em&gt;. Sim, porque com o desconforto, o barulho ensurdecedor, as crianças gritando, o teclado travando, a iluminação precária e a dor de cabeça quase instantânea, é impossível que essa ambiência infernal não tenha sido propositamente planejada para atribuir um caráter &lt;em&gt;fast &lt;/em&gt;ao uso das máquinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, sendo a internet um recurso altamente viciante onde uma coisa leva à outra e que pagamos de acordo com o tempo de uso, fico me perguntando porque sou tão hostilizado a ponto de se tornar quase impossível escrever algo pra atualizar o blog. Já pensando em como farei pra me comunicar com o mundo quando estiver novamente fora de Recife - e sem dinheiro pra comprar um laptop - desisto de entender a lógica dos negócios informais com a internet. Mas tudo bem, eu nunca tive sensibilidade empreendedora mesmo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta apenas uma pergunta: como serão as &lt;em&gt;lan houses&lt;/em&gt; en &lt;em&gt;La boca&lt;/em&gt;?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-403636157785676149?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/403636157785676149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=403636157785676149&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/403636157785676149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/403636157785676149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/02/minha-vida-sem-computador.html' title='minha vida sem computador'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-6637303725828614971</id><published>2009-01-27T13:17:00.004-03:00</published><updated>2009-01-27T13:28:57.870-03:00</updated><title type='text'>run fay run</title><content type='html'>O ano mal começou, mas eu já tô vendo que vou precisar de uma determinação, assim, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;kill bill&lt;/span&gt; pra sair dele inteiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-6637303725828614971?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/6637303725828614971/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=6637303725828614971&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6637303725828614971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6637303725828614971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/01/run-fay-run.html' title='run fay run'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5702501497257200329</id><published>2009-01-24T13:17:00.001-03:00</published><updated>2009-01-24T13:34:50.302-03:00</updated><title type='text'>errâncias</title><content type='html'>"Caminhar é ter falta de lugar. É o processo indefinido de estar ausente e à procura de um próprio. A errância, multiplicada e reunida pela cidade, faz dela uma imensa experiência social da privação de lugar - uma experiência, é verdade, esfarelada em deportações inumeráveis e ínfimas (deslocamentos e caminhadas), compensada pelas relações e os cruzamentos desses êxodos que se entrelaçam, criando um tecido urbano, e posta sob o signo do que deveria ser, enfim, o lugar, mas é apenas um nome, a Cidade. A identidade fornecida por esse lugar é tanto mais simbólica (nomeada) quanto, malgrado a desigualdade dos títulos e das rendas entre habitantes da cidade, existe somente um pulular de passantes, uma rede de estadas tomadas de empréstimo por uma circulação, uma agitação através das aparências do próprio, um universo de locações frequentadas por um não-lugar ou por lugares sonhados".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michel de Certeau, A invenção do cotidiano v.01.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5702501497257200329?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5702501497257200329/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5702501497257200329&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5702501497257200329'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5702501497257200329'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/01/errncias.html' title='errâncias'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1439605769902915766</id><published>2009-01-18T13:00:00.006-03:00</published><updated>2009-01-18T13:11:31.279-03:00</updated><title type='text'>transtorno noturno</title><content type='html'>Hoje, pouco antes de despertar, tive um sonho curioso. Eu que nunca usei lentes e sequer sei bem que consistência têm me vi às voltas com um par delas nos olhos, e subitamente me dava conta de que havia estado com elas durante todo o tempo – do sono, da noite ou dos acontecimentos elaborados no sonho (e que pertenciam a uma outra temporalidade, talvez dias), não sei. Sei que toda irritação e estranhamento vinham do fato de que eu nunca tive nem o costume, nem a habilidade ou o conhecimento dos procedimentos necessários para o seu uso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira delas eu tirava de forma um pouco espantada, depois de tropeçar em muitos obstáculos sob meus pés meio descontrolados. A outra eu descobria grudada ao meu olho direito e sabia que precisava de algum líquido especial, que não possuía em mãos, para removê-la. O desespero ficava maior à medida que aquele objeto estranho ao meu corpo ia se mostrando mais e mais cravado, denunciando uma presença alheia a mim, marca de uma adesão tão minúscula quanto persistente. A situação que só piorava finalmente se resolveu quando, com movimentos já bastante agressivos, ataquei meus olhos com um grande jato d’água que sei lá de onde veio.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Essa imagem meio simplória eu supus que fosse esmaecendo ao longo do dia, perdendo importância até fugir da memória, como geralmente são os sonhos que, no instante em que despertamos, parecem muito graves e depois se revelam uma tolice. Mas a imagem não sumiu e depois de um tempo começou a me parecer bastante significativa: o sinal de um incômodo que, aparentemente banal, impõe-se e me desestabiliza com um transtorno que é imperceptível aos olhos desobstruídos dos demais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Só sei que acordei com uma irritação terrível nos olhos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1439605769902915766?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1439605769902915766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1439605769902915766&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1439605769902915766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1439605769902915766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/01/hoje-pouco-antes-de-despertar-tive-um.html' title='transtorno noturno'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3162534182224041405</id><published>2009-01-17T09:57:00.001-03:00</published><updated>2009-01-17T10:02:36.996-03:00</updated><title type='text'>repulsion</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SXHV6qGytvI/AAAAAAAAAF0/AWxmMyuuwao/s1600-h/repulsion+02.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SXHV6qGytvI/AAAAAAAAAF0/AWxmMyuuwao/s320/repulsion+02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292246240848951026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3162534182224041405?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3162534182224041405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3162534182224041405&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3162534182224041405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3162534182224041405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/01/blog-post.html' title='repulsion'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SXHV6qGytvI/AAAAAAAAAF0/AWxmMyuuwao/s72-c/repulsion+02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3658988446044840240</id><published>2009-01-11T10:35:00.008-03:00</published><updated>2009-01-11T12:14:51.372-03:00</updated><title type='text'>uma referência</title><content type='html'>O professor Idelber Avelar está fazendo uma notável cobertura dos ataques israelenses à faixa de Gaza em seu blog, &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/"&gt;o biscoito fino e a massa&lt;/a&gt;. O material é extenso, repleto de referências importantes, citações, análises, comentários... Tudo pró-Palestina, obviamente. Inclusive, ele dedica boa parte do espaço para descascar os usos absurdos de recursos como a fala &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/01/glossario_macabro_da_ocupacao_2_equilibrio_ponderacao_ver_os_dois_lados.php"&gt;"ponderada"&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Idelber ataca o uso de alguns termos que, na melhor das hipóteses, seriam completamente inapropriados para discutir a questão (e digo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;na melhor das hipóteses&lt;/span&gt; porque, no fim das contas, isso cheira mais a puro cinismo que a mero equívoco). É o caso, por exemplo, das menções a um &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/01/glossario_macabro_da_ocupacao_1_conflito.php"&gt;suposto "&lt;span&gt;conflito"&lt;/span&gt; na região&lt;/a&gt; e também da despropositada distinção entre &lt;span&gt;"civis"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;e &lt;span&gt;"militares"&lt;/span&gt; no que se refere às vítimas palestinas. (Afinal, como falar em militares &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/01/atualizacao_com_singularidade.php"&gt;"numa nação que não tem estado"&lt;/a&gt;?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa loucura toda que envolve terminar uma dissertação, eu ainda não tive tempo para dar a devida atenção a todo o material por ele reunido, incluindo-se aí todos os links que constituem um material precioso para aqueles que queiram aprofundar a discussão sobre o tema. Desde já, no entanto, destaco, além das postagens anteriormente citadas, a rede que ele estabelece com &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/01/o_exodo_de_rafah_mais_um_testemunho_blogueiro.php"&gt;blogueiros&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2009/01/palestinos_no_facebook.php"&gt;usuários palestinos do facebook&lt;/a&gt;, que trazem uma perspectiva completamente diferente daquela a que teríamos acesso pelos noticiários.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3658988446044840240?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3658988446044840240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3658988446044840240&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3658988446044840240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3658988446044840240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/01/uma-referncia.html' title='uma referência'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4853059418185807129</id><published>2009-01-08T11:48:00.006-03:00</published><updated>2009-07-16T02:19:54.021-03:00</updated><title type='text'>o milagre da criação, bem ali na cozinha...</title><content type='html'>Aqui em casa agora existe um pé de inhame. Começou tudo assim de forma muito despretensiosa: abandonaram um inhame enorme ali na mesa da cozinha e dele começou a brotar uma mudinha, justamente quando as pessoas daqui viajaram pra passar o início de janeiro em outra cidade. No começo eu ignorei, afinal, não é a primeira comida que tenta virar planta por aqui – na geladeira tem sido frequentes os casos desse tipo, embora o apodrecimento ainda seja o destino mais comum para os vegetais não consumidos. Aí ela foi crescendo, crescendo, e eu também fui começando a frequentar mais a cozinha, porque a minha dieta de lasanhas congeladas – estilo &lt;i style=""&gt;super size me sadia –&lt;/i&gt; começou a tornar-se inviável.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi assim que um dia, enquanto improvisava uma coisinha ou outra – leia-se, sanduíche ou cuscuz - olhei pra mesa e eis que já se erguia diante de mim uma pequena haste verde e tesa, galgando centímetros em direção à prancha dos enlatados que fica pouco mais de um metro acima da mesa. O mais estranho é que eu comecei a nutrir um estranho sentimento em relação àquela pequena estrutura vegetal: ela me incomodava profundamente. Não sei por que comecei a associá-la a alguma presença maligna. Pior ainda: não sei em que &lt;i style=""&gt;background&lt;/i&gt;, lenda urbana, historinha do passado ou elemento da cultura midiática meu inconsciente se baseou para estabelecer tal associação, mas o fato é que o pezinho de inhame quase me botou medo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Talvez tenha sido porque eu estivesse sozinho, ou porque o meu humor não vinha sendo dos mais favoráveis, mas aquela presença rígida cortando o espaço da cozinha e, o que é mais assustador (tudo bem, não é assustador, mas na ocasião me pareceu...), denunciando um crescimento admirável e surpreendente, me deixou tão desconfiado que houve um instante em que eu quase peguei uma faca pra acabar logo com a história toda. Mas fui adiando, adiando, porque eu gosto de procrastinar, porque me deu pena e também porque achei que seria uma gracinha infame esperar que minha irmã e meu cunhado voltassem e se deparassem com a comida virando floresta em cima da mesa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O negócio é que a plantinha do satanás deve ser mesmo irresistível, ou então, todos os moradores dessa casa irremediavelmente desprovidos de iniciativa, porque a situação só piora: ninguém come o inhame, ninguém o joga no lixo e a muda já cresce frondosa e cheia de vigor. Não demora muito e ela vai estar se enroscando pelo açucareiro, pela garrafa do café... Daí eu fico imaginando uma espécie de &lt;i style=""&gt;sitcom&lt;/i&gt; norte-americana em que as pessoas passam pela cozinha com uma expressão abusada, pegam uma cerveja na geladeira, vão e voltam da área de serviço desfilando com uma cueca meio frouxa, olham pra mesa com cara de preguiça (claque em momento inapropriado) e por fim voltam para a sala pra curtir um pouco mais de preguiça no sofá.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;p.s. Fui informado de que o inhame não está mais em condições de ser comido, e no entanto ele permanece lá, misteriosamente intocado. Já começo a pensar em possíveis nomes, para o caso de que ele se torne uma espécie de tubérculo de estimação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4853059418185807129?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4853059418185807129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4853059418185807129&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4853059418185807129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4853059418185807129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2009/01/o-milagre-da-criao-bem-ali-na-cozinha.html' title='o milagre da criação, bem ali na cozinha...'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8127103265255648388</id><published>2008-12-29T11:10:00.002-03:00</published><updated>2008-12-29T11:17:16.796-03:00</updated><title type='text'>pra essa passagem</title><content type='html'>Eu tomo, meio descontextualizado, o intertítulo de uma das coisas que ando lendo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Uma utopia: não esquecer nada."&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8127103265255648388?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8127103265255648388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8127103265255648388&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8127103265255648388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8127103265255648388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/12/pra-essa-passagem.html' title='pra essa passagem'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5150237670108527561</id><published>2008-12-25T14:44:00.002-03:00</published><updated>2008-12-25T14:47:08.422-03:00</updated><title type='text'>nota raivosa</title><content type='html'>Hoje eu tô odiando em atacado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5150237670108527561?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5150237670108527561/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5150237670108527561&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5150237670108527561'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5150237670108527561'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/12/nota-raivosa.html' title='nota raivosa'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-471582434181921846</id><published>2008-12-24T11:40:00.003-03:00</published><updated>2008-12-24T12:03:32.927-03:00</updated><title type='text'>mais uma vez, finais</title><content type='html'>É que o natal pra mim, como para muitas outras pessoas que eu conheço, nunca foi o que se poderia chamar de uma data adorável. No entanto, eu também nunca fui do tipo que fica reclamando, sentindo-se excessivamente incomodado, simplesmente porque nunca houve motivo para tanto. Mais que isso, a ocasião me parece o momento em que estão em jogo as convenções mesmas com que se marca a passagem do tempo e as relações familiares.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A simbologia natalina surge como um elemento que se soma ao acúmulo de indícios de um final de ciclo que culmina no &lt;i style=""&gt;reveillon&lt;/i&gt;. Sim, porque se não sou religioso, mantenho minha crença no calendário cristão-ocidental e penso a minha vida em anos, embora esses anos nem sempre terminem em 31 de dezembro e comecem no dia 01 de janeiro. (O ano passado, por exemplo, começou em março, e o meu 2008, tal como o vivi até então, suspeito que tenha terminado no dia 29 de novembro, quando a pós teve um churrasco de confraternização que me pareceu também de despedida e Lavínia fez, no mesmo dia, o que anunciou como a última – pelo menos por enquanto – das muitas e já célebres farras no seu apartamento).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;De repente é isso que está em jogo nesse natal: uma série de despedidas, últimas vezes, conclusões e também de mudanças significativas nos termos em que os afetos e as amizades são vividos e sonhados cotidianamente. Série que, em contrapartida, não viu ainda o anúncio de nenhuma estréia – embora os mais otimistas não percam tempo em lembrar que estaríamos sempre começando.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas é a necessidade de inventar estes tais começos aquilo em que eu sempre acreditei. É a sua natureza inventada – e, como tal, nem um pouco espontânea – o que fica mais claro justamente durante esses tais períodos festivos. Indo mais longe, é na própria necessidade de construir climas, arquitetar humores e contextos propícios para inspirar a invenção de planos e mudanças que eu de fato acredito. Os mais empolgadinhos podem não entender, mas é que eu não nasci com uma disposição inextinguível para a vida: ou eu me cobro essa procura por algo interessante, por uma motivação que ocupe minhas horas, ou eu começo a achar tudo irremediavelmente tedioso.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em 2002, quando eu tinha começado a estagiar e, portanto, não podia viajar no natal, eu ficava em um &lt;i style=""&gt;momento drama&lt;/i&gt; ouvindo Joni Mitchell (“&lt;i style=""&gt;I wish I had a river I could skate away on...”&lt;/i&gt;) e achando ruim não poder visitar minha família. Acho que é porque eu me sentia ainda muito sozinho em Recife, na época, e a ceia em casa foi a minha melhor fantasia de compreensão e acolhimento perdidos cuja perda eu poderia lamentar. Hoje eu vejo que não me sensibilizam muito, afinal, essas pequenas ocasiões familiares. Um dia, provavelmente. Por enquanto, para além do ritual, o que me interessa é onde, com quem e em que circunstâncias eu estabeleço esse marco que é o fim e o início de qualquer coisa. Mais ainda, interessa-me que as circunstâncias sempre mudem, assim como as pessoas, os lugares. Se em algum momento a gente sempre precisa estabelecer cegamente um valor capaz de reger nossas escolhas, há tempos eu já optei pela mobilidade: pra não criar lodo e talvez porque, como está todo mundo sempre passando, saindo, chegando, antecipar um movimento é sempre uma forma de não ficar para trás.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa fantasia de passagem e esse modo de vida precário, mesmo quando o dia-a-dia denuncia certa fixidez e conforto, são a recorrência de um clima propício, um humor inventado, uma subjetividade mais que um conjunto de ações concretas, uma iminência de partir, uma forma transitória de perceber os encontros e transformar isso em afeto (“&lt;span class="text"&gt;&lt;i style=""&gt;I drew a map of Canadá, Oh Canadá!, With your face sketched on it twice...”&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;, história que se conta e, ao ser contada, ganha sentido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para ouvir (Isso de postar músicas aprendi com &lt;a href="http://www.meiobossanovameiorockandroll.blogspot.com/"&gt;Aninha&lt;/a&gt; :p):&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=d481b62" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;object width="353" height="132"&gt;&lt;embed src="http://www.goear.com/files/external.swf?file=bdd89fa" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" quality="high" width="353" height="132"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:12;"  &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-471582434181921846?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/471582434181921846/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=471582434181921846&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/471582434181921846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/471582434181921846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/12/mais-uma-vez-finais.html' title='mais uma vez, finais'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1707804683033561671</id><published>2008-12-11T13:16:00.002-03:00</published><updated>2008-12-11T13:23:12.265-03:00</updated><title type='text'>inventar o dia</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SUE909dQUkI/AAAAAAAAAFs/F3iPJdBYvmo/s1600-h/temporada+de+patos+06.JPG"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 180px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SUE909dQUkI/AAAAAAAAAFs/F3iPJdBYvmo/s320/temporada+de+patos+06.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5278568218314691138" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1707804683033561671?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1707804683033561671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1707804683033561671&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1707804683033561671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1707804683033561671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/12/inventar-o-dia.html' title='inventar o dia'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SUE909dQUkI/AAAAAAAAAFs/F3iPJdBYvmo/s72-c/temporada+de+patos+06.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8889670316558207771</id><published>2008-12-05T19:18:00.008-03:00</published><updated>2008-12-06T12:19:06.011-03:00</updated><title type='text'>diretrizes acadêmicas</title><content type='html'>Tendo em vista o clima de desespero que se instaurou nesse início de dezembro – quando a ficha caiu e alguns de nós subitamente nos demos conta do volume de trabalhos relacionados à dissertação ainda pendentes e também do aperto no que se refere aos prazos – eu resolvi criar um guia de referência, tratando de como disciplinar o tempo e racionalizar as atividades ao longo dos próximos 45 dias. O intuito é encarar uma única e imensa dúvida: como criar um clima intimista e propício ao estudo, mesmo em época de festividades?&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Coisas a evitar:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Msn &lt;/i&gt;(de preferência acessá-lo apenas uma vez ao dia, por tempo limitado e em horário a combinar);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Música eletrônica, ou melhor, qualquer música que seja dançante, muito alegre ou excessivamente triste;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Prévias de carnaval;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Sessões concorridas na Fundaj (priorizar segundas exibições);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Saídas única e exclusivamente com o intuito de encher a cara;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Amigos que estejam no clima "beber, cair e levantar";&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Pessoas excessivamente indóceis – sobretudo quando já se é naturalmente indócil – e também pessoas muito dúbias, já que estas demandam de nós um longo tempo para pensarmos sobre quais seriam as suas reais intenções;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Fazer a social (i.e. &lt;i style=""&gt;Central&lt;/i&gt;).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Coisas recomendáveis:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- E-mails&lt;/i&gt;, que sempre trazem notícias sobre o mundo exterior e sobre os procedimentos do programa de pós-graduação (embora por eles também costumem chegar muitos convites e avisos de festas);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Música erudita e também jazz, sobretudo o contemporâneo, ou, de um modo geral, músicas sem vocais que possam ser ouvidas enquanto se escreve;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Filmes, como sempre, e em especial os de Godard, Bergman ou os antigos de Woody Allen (filmes de Tarantino, por sua vez, são desaconselháveis, assim como os muito românticos, i.e. Wong Kar-Wai, ou aqueles típicos filmes de jovens curtindo a vida livremente e sem amarras);&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Conversas com Mari - ao telefone ou pessoalmente, e se possível uma vez ao dia - para colher suas orientações indispensáveis sobre métodos de estudo;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- A favorita&lt;/i&gt;, porque ninguém é de ferro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além desses pontos básicos, acrescento que na geladeira deve haver comidas prontas e rápidas (já que períodos de estudo intensivo costumam ser, pelo menos para mim, momentos de emagrecimento vertiginoso), mas nunca, sob hipótese alguma, devem ser mantidas cervejas em estoque, pois são um palitavo fácil e perigoso para os momentos de solidão e crise criativa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nas perambulações urbanas inevitáveis, feitas para espairecer, devem-se evitar as ruas mais animadas, assim como qualquer contato visual com focos de alegria simples e descomprometida, como os espetinhos de Afogados ou os bares da Boa Vista na sexta à noite. A propósito, está terminantemente proibido passar por Afogados ou pela Boa Vista nas sextas à noite. A visão de pessoas simples em surtos de diversão eufórica e barata pode levantar dúvidas acerca do real sentido da existência, dúvidas estas que são muito improdutivas para quem precisa escrever um trabalho acadêmico. Afinal, sempre se pode terminar achando que a teoria não serve para nada, que o ser humano precisa de muito pouco para se sentir bem e que a felicidade verdadeira está em um aglomerado de barracas de espetinho, isopores de cerveja e carrinhos de cd pirata.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O uso do chá preto e do café é recomendado. Quanto ao cigarro, deve-se recorrer ao mesmo em doses terapêuticas, apenas em casos de extrema necessidade, angústia, ansiedade acadêmica ou depressão crônica. O ideal é procurar seguir a antiga resolução: não fumar em casa, apenas na rua.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E se até então ficamos no nível das recomendações moderadas, algumas outras coisas, por sua vez, estão expressamente proibidas até o fim desse período conturbado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Proibições radicais:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- Youtube&lt;/i&gt;: todas as indicações, sugestões de vídeos, etc, serão devidamente acrescentadas à lista de favoritos e vistas somente depois da segunda quinzena de janeiro;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;- In rainbows&lt;/i&gt;, do Radiohead: a melancolia que esse cd alimenta é altamente improdutiva, principalmente no que se refere aos &lt;i style=""&gt;B-sides&lt;/i&gt;;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;- Discutir problemas e assuntos de terceiros com quartos e quintos: porque, ao menos teoricamente, pessoas ocupadas e com prazos vencendo não têm tempo para dar conta da vida alheia;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;- Inventar posts muito longos, como este, ou que exijam qualquer tipo de elaboração. A geração de caracteres é preciosa e deve estar totalmente direcionada para fins de produtividade acadêmica. Mentalizar a quantidade de laudas a escrever serve como recurso para desencorajar rompantes criativos canalizados para lugares indevidos, como este blog.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Por fim, informo que as listas e recomendações serão constante- mente atualizadas e adaptadas, à medida que eu for lembrando novos itens a serem discutidos e possa testar, na prática, quais proibições funcionam e quais são puro delírio. As resoluções, claro, passam a valer imediatamente após a sua publicação.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8889670316558207771?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8889670316558207771/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8889670316558207771&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8889670316558207771'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8889670316558207771'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/12/diretrizes-acadmicas.html' title='diretrizes acadêmicas'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8205988128066956939</id><published>2008-12-01T11:56:00.006-03:00</published><updated>2009-01-02T23:05:51.412-03:00</updated><title type='text'>o efeito Katrina</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;“– O que acontece – disse a Maga, remexendo o leite que estava sobre o fogão – é que a felicidade só pertence a uma pessoa e, em contrapartida, a desgraça parece ser de todos.”&lt;/span&gt;&lt;o:p style="font-style: italic;"&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jogo da amarelinha&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É sempre assim. Aconteceu de novo - dessa vez não tão longe,  foi logo ali no sul do país - mas foi o suficiente para lembrarmos que toda segurança com que nos cercamos é pouca e pode esvair-se rápido, e que as necessidades podem ser bruscamente redimensionadas pelo advento de novas circunstâncias. A noção de catástrofe, nesse sentido, pode não ser tangível e generalizada, mas instalar-se em formas bem pessoais e subjetivas de perceber os estragos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De minha parte, olhando para trás eu acho até bastante admirável o fato de que tudo tenha dado mais certo do que eu poderia supor. De um jeito ou de outro, cronologias, oportunidades e escolhas sempre se ajustaram em um &lt;i style=""&gt;timing&lt;/i&gt; certeiro que até hoje me livrou do desamparo. Não é recorrendo a um histórico, então, que eu conseguiria explicar a sensação de estar sempre na iminência de uma grande derrocada. Como se a tranqüilidade nunca fosse tranqüilidade de fato porque estaria corrompida desde a origem pela certeza de que o que se anuncia é um período subseqüente que seria o da grande falta. Como se eu nunca pudesse descansar do imperativo de me preparar para o que vai dar errado – sendo esse &lt;i style=""&gt;algo&lt;/i&gt; sempre o momento imediatamente posterior.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;É essa eterna iminência de uma coisa&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;sem nome - que, indefinida, seria no entanto a mais provável, a mais certa - aquilo que instaura em uma vida sem grandes sobressaltos a estranha lógica da futura vítima do desastre que, prevendo a devastação, tem que manter o olho na despensa, ao mesmo tempo em que prepara os ânimos para lidar com a passagem de uma vida normal, narrada pela lógica da acumulação, para o tempo da excepcionalidade, quando as necessidades são completamente redimensionadas pelas novas circunstâncias da crise.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Claro que me refiro aqui não tanto a uma questão material. Mais precisamente, é como se o que estivesse em jogo fosse a dificuldade de combater um desagradável efeito dessa espera: as alegrias, vez por outra, vêm rasuradas por um tom melancólico que permeia o todo. Ela, a alegria, fadada a acabar, afastada para longe pela irrupção de um contexto desfavorável que viria logo em seguida. (Mas não se pode dizer isso de toda alegria? Fadada a acabar? Tomada como desmedida, no entanto, ela acaba sempre um pouco antes).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Se as conseqüências são sobretudo emocionais, não deixam no entanto de apresentar certas marcas concretas em elementos bastante específicos da rotina. Na roupa talvez esteja o exemplo mais claro disso: é notável que, mesmo fazendo visitas periódicas ao armário a fim de identificar roupas a serem doadas, eu jamais consiga me desfazer de algumas peças que eu mesmo consideraria inutilizáveis &lt;i style=""&gt;em qualquer circunstância normal&lt;/i&gt;. Isso porque as circunstâncias que irão surgir parecem sempre pouco mensuráveis, e o critério para definir o que serve e o que não serve, mera questão de contingência. Talvez aí seja possível encontrar, inclusive, uma pista para o hábito que muitas pessoas possuem de acumular coisas “inúteis”; uma chave para entender a dificuldade em desfazer-se de objetos, utensílios e mesmo informações cuja razão de ser ali na nossa vida já não parece mais tão clara.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Tudo isso, evidentemente, é muito mais psicológico que factual, embora na incidência de um acontecimento concreto o pesar venha reforçado pelo fato de que cada mau momento alheio ou desordem coletiva são observados, mesmo que de longe, com boa dose de receio. Tal como esponjas, assimilamos – pela lógica cristã ou das probabilidades – a convicção de que ainda chegará a nossa vez. Estranha certeza, aparentemente infundada, que vem por sua vez alimentar uma postura controversa: diante da ameaça, valoriza-se não tanto o esforço para a preservação, mas o advento mesmo da destruição como princípio. (O que talvez possa ser dito de outra forma: uma insegurança cujo mal estar é acompanhado não de um esforço no sentido da estabilidade, mas de um impulso para afrouxar o punho e perder o pé).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A cautela seria, aí, não tanto precaução, mas adiamento. Contornando os fantasmas de furacões, ciclones e enchentes – a vertigem desse Katrina, daquele Mianmar devastado – levantam-se acampamentos transitórios, refúgios sem cúmplices para o desastre que é sempre postergado por uma nova convergência, pelo novo &lt;i style=""&gt;timing&lt;/i&gt; que vem deslocar para um tempo futuro a iminência da catástrofe.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8205988128066956939?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8205988128066956939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8205988128066956939&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8205988128066956939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8205988128066956939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/12/o-efeito-katrina.html' title='o efeito Katrina'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3746302894556509500</id><published>2008-11-25T12:30:00.001-03:00</published><updated>2008-11-25T12:34:19.770-03:00</updated><title type='text'>"é uma cilada, bino!"</title><content type='html'>Fogueira que é fogueira tem dia e hora marcada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SSwaSg2kQqI/AAAAAAAAAFk/cNmBGlbKJIA/s1600-h/o+martirio+joana+d%27arc.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px; height: 235px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SSwaSg2kQqI/AAAAAAAAAFk/cNmBGlbKJIA/s320/o+martirio+joana+d%27arc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5272618169102779042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3746302894556509500?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3746302894556509500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3746302894556509500&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3746302894556509500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3746302894556509500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/11/uma-cilada-bino.html' title='&quot;é uma cilada, bino!&quot;'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SSwaSg2kQqI/AAAAAAAAAFk/cNmBGlbKJIA/s72-c/o+martirio+joana+d%27arc.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-6209501072977799219</id><published>2008-11-20T14:04:00.009-03:00</published><updated>2008-12-04T15:22:51.831-03:00</updated><title type='text'>a palavra improferível</title><content type='html'>Há um acúmulo fenomenal de esboços de textos aqui, incluindo-se comentários sobre filmes que vão de &lt;i&gt;Shortbus&lt;/i&gt;, que eu vi há uns dois meses, a &lt;i&gt;Andarilho&lt;/i&gt;, que vi ontem. Mas quem se importa! Tudo vai acontecendo e eu fico tão &lt;i style=""&gt;indócil&lt;/i&gt;, pra usar uma palavra do léxico celestial - leia-se, de Renata Celeste – que mal consigo sentar pra articular algumas idéias. É sempre assim, e eu já estou acostumado. (Mentira, nem tanto). De qualquer modo, algumas notas eu não queria deixar passar. O resto, assim que tiver um pouco mais de paciência, retomo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me a um registro que pode soar piegas ou lacrimoso, mas que considero importante. Eu penso, de forma muito recorrente – e evocando um certo senso de sobrevivência que é atiçado pelos momentos de maior fragilidade – que algumas pessoas estão sempre buscando (ou inventando) uma forma de se salvarem. E é nesse sentido muito preciso que eu tomo aquela linha de Clarice tão exaustivamente repetida – como tudo dela, aliás, nesses tempos –, que define o ato de escrever como meio de “abençoar uma vida que não foi abençoada”.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O que mais me chama a atenção nessa passagem é menos o belo e conciso lugar que ela concede à escritura, mas a idéia mesma de que existem vidas que foram e continuam sendo, ao longo do tempo e em maior ou menor grau, malditas. Vidas pouco glorificáveis às quais não é dada nem ao menos a possibilidade de tornar nobres e eloqüentes os seus pequenos desalentos. E, mesmo tendo tanto apreço pelas imagens, reconheço que por vezes as formas da escrita - não apenas a grande literatura, mas até as mais pequenas notas - me parecem o melhor lugar para se digerir e ressignificar a feiúra de problemas pouco "estetizáveis". Não apenas a escrita, repito, mas toda construção de um universo próprio - ou constituição de um mundo, como diria Deleuze - que em algum sentido termina por exigir um recolhimento ou, mais precisamente, uma re-alocação (como um mover-se em direção a esse vão pouco discernível dos que não são benditos).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas se a escrita é o lugar possível para a palavra que não se diz em voz alta, que não se mistura nem se dilui – sendo o meio permeável à palavra grotesca, ridícula -, não é, porém, o único. Também a amizade aponta esse caminho não-messiânico da salvação onde o que está aquém ou além da aparência - mas sempre em disjuntiva em relação a esta - pode ser proferido com sinceridade e confiança. Para além de toda regra e para além de todo código de conduta ou gesto de rechaço ou intimidação do encoberto, a disposição absoluta de outra pessoa para ouvir e compreender nos resgata deste vão, e nessa terça-feira foi uma singela conversa de &lt;i style=""&gt;msn&lt;/i&gt; que, com humor e generosidade, ajudou-me a tornar ínfimo o que parecia – ou é, não sei ao certo - gigantesco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ainda existe quem torça o nariz e duvide da densidade destas formas de comunicação menos ortodoxas, mas nessa semana minha salvação – e uso a palavra tentando, por sua vez, salvá-la da grandiloqüência a que a condenaram - esteve não em um ato solitário, mas em um lugar compartilhado que tem a mesma virtualidade dos afetos, que não são sempre evidentes. Ela esteve na possibilidade de naturalizar/assimilar o ridículo inconfessável e assumi-lo como uma coisa, afinal, bastante simples. Algo assim como uma coisa da vida, mesmo.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-6209501072977799219?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/6209501072977799219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=6209501072977799219&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6209501072977799219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6209501072977799219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/11/palavra-improfervel.html' title='a palavra improferível'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2020351943746442282</id><published>2008-11-11T18:04:00.011-03:00</published><updated>2008-11-16T14:03:38.844-03:00</updated><title type='text'>observações impertinentes de viagem</title><content type='html'>Assim que eu cheguei aqui nos "alpes" - meu lugar de recolhimento e descanso no coração do nordeste -, o taxista que sempre me leva até a casa dos meus pais fez um par de comentários sobre os ânimos que pairam sobre a cidade. Primeiro é que o atual prefeito estava fazendo uma espécie de queima de estoque, vendendo tudo o que tinha para ser vendido na cidade antes de largar o osso, no próximo janeiro. Mas deixemos a política um pouco de lado, porque a outra observação foi bem mais desesperadora. Toinho - juro que esse é o nome do taxista, ou melhor, apelido, e nem adianta fugir da intimidade porque todo mundo chama ele assim e seria um despropósito ou uma petulância chegar dizendo "Olá, senhor Antônio" -, enfim, Toinho disse:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;- Aqui quando é mais tarde tá fazendo um calor, mas um calor que a gente pensa que vai é incendiar o mundo.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considerando-se que eram apenas seis e meia da manhã e o sol já estava queimando, eu não ousei duvidar. Em casa, minha mãe confirmou logo a informação: a temperatura estava lascando. O bom é que, se da última vez os mosquitos não davam trégua, desta vez eles tinham simplesmente desaparecido e o meu repelente não ia ser necessário. Sintam o drama: nem os mosquitos aguentaram o calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;**&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem ainda nem terminou mas o auge de tudo foi mesmo o evento religioso do último domingo. Lá estava eu entre familiares e diante da foto do Ratzinger, acompanhando meio desconsolado toda a burocracia infernal que significa realizar o batizado de uma criança, cumprir esse rito ancestral da tradição cristã que, pelo sim ou pelo não, as pessoas vão mantendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Só para constar, informo que os pais e padrinhos precisam ter um cartão, que atesta a realização de um tal curso de batizado - nem me peçam para entrar em detalhes (!) - e o preenchimento da papelada relacionada a esse curso é a apoteose de tudo, ritual muito mais extenso e mobilizador que o instante mesmo da agüinha na cabeça da criança).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alternando-me entre as funções de padrinho e fotógrafo - nos meus malabarismos colocava a mão na fronte de Davi e era um&lt;em&gt; flash&lt;/em&gt;, a madrinha trazia a vela acesa e era outro &lt;em&gt;flash&lt;/em&gt; - no final ainda pude observar os detalhes menos eloqüentes do evento. O total pago à igreja foi de 22,00, estando aí incluída uma singela lembracinha no valor de 2,00. Esse dia foi pouco agitado, houve apenas três batizados (esqueci de dizer que a cerimônia é coletiva). Ao final, o padre chama o nome de duas crianças - Davi incluído - e entrega aos respectivos pais a lembrança. Quanto ao terceiro, nada. Não foi difícil concluir que o último casal não havia pago os dois reais correspondentes a esse pequeno atestado de cristandade, e não foi também sem certa melancolia que eu pude testemunhar essa discreta mesquinhez de uma instituição que, em seus maiores tons, já se mostra tão reprovável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou sendo tudo muito simbólico, essa divisão de títulos escritos em letras douradas sobre papéis de temas infantis, exemplificando em diminuto a orientação tão equivocada - financeiramente pautada - de uma instituição que se diz sensível aos que acolhe. Por reles dois reais, um tanto de ostentação e constrangimento. Minha mãe ainda se perguntou, contrariada, porque então não se preferiu ao menos entregar essa lembrança no momento mais reservado destinado à conferência dos papéis e documentos de cada casal de pais e padrinhos. Mas tinha que ser tudo assim, no meio da cerimônia, muito sutilmente exposto, afinal é exatamente disso que se trata a instituição católica: até nos mais pequenos detalhes, um infinito jogo de ostentação e constrangimento.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2020351943746442282?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2020351943746442282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2020351943746442282&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2020351943746442282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2020351943746442282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/11/observaes-impertinentes-de-viagem.html' title='observações impertinentes de viagem'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8920754921538417959</id><published>2008-10-23T00:37:00.002-03:00</published><updated>2008-10-23T00:41:20.261-03:00</updated><title type='text'>apaciguado</title><content type='html'>"Pero qué seriada y monótona resulta esta hora tensa, la mañana, la extensión difusa y considerable de la vida misma."&lt;br /&gt;D. Eltit&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8920754921538417959?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8920754921538417959/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8920754921538417959&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8920754921538417959'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8920754921538417959'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/10/apaciguado.html' title='apaciguado'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2624750626850606642</id><published>2008-10-21T01:26:00.005-03:00</published><updated>2008-10-21T01:57:33.348-03:00</updated><title type='text'>a antipoética de uma não-cidade</title><content type='html'>Poucas coisas me dão tanta preguiça quanto escrever sobre viagens. Talvez por motivo semelhante àquele que me leva a apenas raramente fotografar qualquer coisa quando visito algum lugar: o abuso que me dá essa idéia de que o registro é mais importante que a experiência sem compromisso, aliado à sensação de que é impossível organizar todas as impressões causadas pela presença e pela descoberta potencializadas em qualquer viagem, mesmo na menos promissora delas.&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas vamos lá: a cidade da vez foi Brasília. E como todo mundo tem lá os seus preconceitos, eu também vez por outra alimento os meus, e confesso que já cheguei lá completamente desesperançado, achando que ia ser tudo um saco. E foi. (Ou melhor, tudo não porque o encontro foi ótimo, organizado, agradável, produtivo, mas isso não vem ao caso). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pra resumir, diria que &lt;i style=""&gt;descampado&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;isolamento&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;distância&lt;/i&gt; foram os signos que povoaram as conversas. &lt;i style=""&gt;Cansaço&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;lamúria&lt;/i&gt; contaminaram os ânimos, aliados a uma certa &lt;i style=""&gt;perplexidade&lt;/i&gt; diante do fato de que nenhuma conta totalizava menos de cem reais – para o desespero deste que vos fala. &lt;i style=""&gt;Boteco&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;multidão&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;calçada&lt;/i&gt;, por sua vez, eu&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;descobri que&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;são vocábulos meio inúteis quando se trata de descrever as paisagens urbanas do distrito federal - e digo urbanas com bastante hesitação, posto que quase sempre o que se vê é uma imensidão de “espaços mortos” (sentença que virou uma espécie de idéia fixa na cabeça de um dos companheiros de viagem). Tais áreas, preenchidas com escassa vegetação, só parecem mesmo servir para tornar a locomoção de quem não tem carro simplesmente impossível.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em sintonia com essa irritante disposição espacial, a noção de &lt;i style=""&gt;ordem&lt;/i&gt; é algo que parece fazer a cabeça daqueles brasilienses que são realmente apaixonados pela cidade e que não se cansam de ressaltar a &lt;i style=""&gt;praticidade&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;funcionalidade&lt;/i&gt; e &lt;i style=""&gt;conforto&lt;/i&gt; que se alcança ao viver nas bem projetadas quadras onde tudo deve estar disponível em um raio de 500m: escola, farmácia, igreja... Uma espécie de economia dos movimentos que, segundo a minha lógica pouco tolerante, deve tornar as interações sociais incrivelmente restritas e, em última instância, anular qualquer possibilidade de deriva urbana despretensiosa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Aos poucos que se arriscam a um passeio menos calculado, o que os espera é um sol inclemente e um ar seco sobre o qual eu nem preciso comentar, todo mundo já deve imaginar a desgraça que é. Eu que voltei sábado e aproveitei ao máximo o meu fim de semana em terras recifenses, só agora sinto o efeito das intempéries a que me expus nos últimos dias: tô acabado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na nossa única incursão exploratória pelo plano piloto – de carro, obviamente –, não passou despercebido o lamento do nosso atencioso guia acerca das pixações causadas "não por marginais, mas pelos jovens bem-nascidos da cidade". E, pra minha grande surpresa, acabei afinal considerando com boa vontade o ponto de vista deles: diante daquela aparente impessoalidade, a depredação deve se assemelhar a um gesto de repulsa, manifestação de desconforto em relação às carências ocultadas por uma ordem idealizada. E como estou falando mesmo é de preconceito aqui, essa súbita consideração – quase uma simpatia – pelo delito como mecanismo de extravasamento me deu uma idéia da aversão causada por aquela arquitetura pretensamente asséptica e também tão imponente. Acreditem: eu não tinha nenhuma predisposição a me identificar, o mínimo que fosse, com a juventude brasiliense. Mas a simples idéia de morar ali me pareceu enlouquecedora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É assim, tem gente que tem preconceito contra um monte de coisa. Eu, de minha parte, logo me municio contra essa necessidade de ordem e exclusivismo que aniquila a abertura de possibilidades que, acredito ainda, uma cidade reserva. Alguém que tiver uma experiência de desordem e surpresa na capital do Brasil que a relate e me ajude a mudar de idéia.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2624750626850606642?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2624750626850606642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2624750626850606642&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2624750626850606642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2624750626850606642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/10/antipotica-de-uma-no-cidade.html' title='a antipoética de uma não-cidade'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3974412826546943384</id><published>2008-10-14T00:35:00.003-03:00</published><updated>2008-10-14T13:53:05.337-03:00</updated><title type='text'>inscritos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SPQfvcoZJnI/AAAAAAAAAD4/exNzDEQbH3s/s1600-h/fando+y+lis.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SPQfvcoZJnI/AAAAAAAAAD4/exNzDEQbH3s/s320/fando+y+lis.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5256861565048137330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SPQboXvS8MI/AAAAAAAAADw/zZpfcyuc8ZA/s1600-h/fando+y+lis+2.JPG"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3974412826546943384?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3974412826546943384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3974412826546943384&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3974412826546943384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3974412826546943384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/10/blog-post.html' title='inscritos'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SPQfvcoZJnI/AAAAAAAAAD4/exNzDEQbH3s/s72-c/fando+y+lis.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-6570659619456854660</id><published>2008-09-30T03:15:00.005-03:00</published><updated>2008-09-30T03:32:49.866-03:00</updated><title type='text'>virtualidades</title><content type='html'>Cravei no lugar mais visível da mão a inicial, para não esquecer, antes do sono. O distanciamento é alternativa consciente e racional para conter os excessos. Mas no movimento duplo do destravar e travar de botões [mentais] da madrugada mediada, a pergunta que esclarece é a mesma que atiça, e o desvio consciente é o mesmo que libera as combinações  imaginativas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo prático: distender o tempo para multiplicar as possibilidades que exigem espera. O impossível acorda as fabulações que a razão do dia extenuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nomearia tais pensamentos, mas... Esse devir não tem nome.&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-6570659619456854660?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/6570659619456854660/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=6570659619456854660&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6570659619456854660'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/6570659619456854660'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/virtualidades.html' title='virtualidades'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7823951434403630215</id><published>2008-09-26T15:27:00.013-03:00</published><updated>2008-09-26T23:01:02.772-03:00</updated><title type='text'>duas visões de um pré-apocalipse</title><content type='html'>E eu ia falar sobre o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blindness&lt;/span&gt;, do Fernando Meirelles, mas fui adiando e adiando até que, nesse meio tempo, aconteceram outras coisas que tornaram a disposição de escrever muito mais complexa. Dentre elas, outro Michael Haneke.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sido comum a comparação Meirelles-Iñarritu que, por sinal, intensificou-se muito – e justificadamente – após este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaio sobre a cegueira&lt;/span&gt; que, de fato, tem muitos pontos de convergência com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Babel&lt;/span&gt;, não tanto em termos narrativos, mas políticos mesmo, no que se refere ao tratamento de temas e às formas de olhar, atravessados por um tom e um grau de sutileza (ou falta dela) semelhantes. A grande questão é que eu não consigo reclamar muito dos filmes destes dois sujeitos aí: depois da sessão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Babel &lt;/span&gt;em um Tacaruna meio mofado, por exemplo, não conseguia apontar muitos problemas capazes de justificar minhas reservas frente à empolgação dos que me acompanhavam na sessão e adoraram. Isto porque não são filmes facilmente dissecáveis, no sentido de que não possuem grandes problemas, sejam estes em termos narrativos, técnicos ou estéticos. Por isso mesmo gostei da crítica de &lt;a href="http://www.revistacinetica.com.br/cannes08blindnessbashir.htm"&gt;Eduardo Valente&lt;/a&gt; sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaio&lt;/span&gt;:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;o primeiro ponto que ele ressalta é a competência de seu realizador e a alta qualidade técnica do filme, o que, por sinal, é o mínimo que se espera de um projeto com tantos recursos e a possibilidade de contar com grandes profissionais. O ponto, então, é que as discordâncias em relação ao cinema realizado por estes dois acaba sendo lançada a um nível mais conceitual, com as divergências remetendo a aspectos relacionados ao que esperamos de um filme, que tipo de cinema nos entusiasma e nos contempla como experiência, ou que tipo de obra parece mais honesta e rica em suas multiplicidades de leitura e apreensão de significados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que a minha observação sobre a ausência de grandes problemas narrativos e estéticos, no entanto, não seja mal entendida. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaio &lt;/span&gt;tem sim problemas claros: pode-se apontar a redundância que o permeia, com a narrrativa em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;off &lt;/span&gt;sendo mesmo a maior e a mais irritante delas. Igualmente desnecessário é também aquele aspecto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;lavado &lt;/span&gt;da imagem, que parece buscar, em termos estéticos, o efeito semelhante à tomada de uma junta de médicos (escandinavos) andando no corredor branco de um hospital asséptico amplamente iluminado por fluorescentes. Cabe perguntar, claro, se todo esse climinha de "superabundância luminosa" seria de fato imprescindível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SN0uvnseztI/AAAAAAAAADo/UI8imt68bmg/s1600-h/blindness.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SN0uvnseztI/AAAAAAAAADo/UI8imt68bmg/s320/blindness.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250404136228146898" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E digo que não, não é. Primeiro, pelo motivo mais óbvio: o filme tem poucas imagens subjetivas, de modo que, se isto não é motivo pra rechaçar uma experimentação estética, por outro lado deixa claro que não era incontornável o imperativo de traduzir a cegueira em cada plano. Lembro de Sandra Kogut  após a exibição de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mutum &lt;/span&gt;no Encontro da Socine, ocorrido ano passado no Rio, argumentando por que optou por não "representar" a deficiência visual de um personagem - nem o posterior aguçamento deste sentido enfim "recuperado" -, evitando a câmera subjetiva em um momento onde qualquer abordagem mais óbvia a perceberia como "natural". Segundo a diretora, no entanto, nada do que fosse mostrado daria conta, nenhuma solução seria suficiente. E mesmo que fosse, não mostrar significava muito mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, poderíamos arriscar uma linha básica de raciocínio: um diretor não precisa cegar-se para filmar a cegueira, nem é preciso que se imponha uma cegueira (simulada) aos espectadores para que estes a percebam. Parece uma observação banal mas, dados os resultados apresentados por Meirelles e a satisfação com que sua proposta narrativa tem sido aceita por parcela considerável do público, tal afirmação não carece de relevância nem parece tão óbvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É esse então um dos pontos que diferenciam filmes delicados como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mutum &lt;/span&gt;de um cinema da obviedade, da redundância. Para resumir, diria que tanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Babel &lt;/span&gt;quanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ensaio &lt;/span&gt;foram filmes razoáveis que se volatilizaram poucos minutos após o fim da sessão - e isso é talvez uma das piores coisas que se possa dizer de um filme. Sem lacunas, sem sutilezas, o filme não nos ganha, nós não o tomamos para nós, dele não fazemos parte. Pode não ser um problema para quem não se importa muito em reduzir a experiência cinematográfica a duas horas de exposição a múltiplas imagens em uma sala escura. Para mim, isso não é nem de longe suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda, como disse no início, nestes últimos dias houve também Haneke. Claro que traçar uma comparação entre os dois seria, além de um despropósito, um glope muito baixo. As incríveis semelhanças entre o filme de Meirelles e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Le temps du loup&lt;/span&gt;, no entanto, só não são maiores porque os caminhos seguidos por ambos não poderiam estar mais distantes em termos de cinema. Haneke mais uma vez me deixou com uma sensação de Terror (ao ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Caché &lt;/span&gt;no cinema fiquei o tempo todo oscilando: ora grudado na cadeira, ora naquela posição meio ridícula de quem está prestes a dar um salto - em direção à tela, à cadeira do coleguinha da frente ou rumo à saída de emergência, sabe lá deus). E tudo isso de uma forma aberta, inconclusa e ao mesmo tempo contundente e agressiva, de um modo que seria cansativo e desinteressante descrever. Basta então lamentar não tê-lo visto na escuridão de uma grande sala de cinema (quem vir a cena noturna de fogo e trevas em um celeiro entenderá o que estou falando). De qualquer modo, a proximidade entre os dois filmes no que se refere ao tema e ao desdobramento dos fatos é assombrosa, embora o de Haneke seja incomparável, maravilhoso. Como diria uma pessoa que, em outros tempos, era leitora deste blog, "é de estourar a catapora".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SN0um2C20DI/AAAAAAAAADg/jIIZXdQ8ReM/s1600-h/le+temps+du+loup.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SN0um2C20DI/AAAAAAAAADg/jIIZXdQ8ReM/s400/le+temps+du+loup.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250403985461268530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7823951434403630215?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7823951434403630215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7823951434403630215&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7823951434403630215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7823951434403630215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/duas-verses-de-um-pr-apocalipse.html' title='duas visões de um pré-apocalipse'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SN0uvnseztI/AAAAAAAAADo/UI8imt68bmg/s72-c/blindness.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2961835429463387454</id><published>2008-09-23T01:48:00.003-03:00</published><updated>2008-09-23T01:59:25.752-03:00</updated><title type='text'>ciudad y mirada</title><content type='html'>"El escenario de la calle exacerba los desplazamientos del ojo solicitados por una proliferación de estímulos visuales - carteles, vitrinas, rostros, señalizaciones, etc. - que sumergen ininterrumpidamente la mirada en múltiples y fragmentarios planos de representación óptica. El tráfico visual de los cuerpos que se cruzan en la calle gestiona distancias y proximidades según el ritmo azaroso de encuentros que se realizan todos bajo la primacía de la &lt;span style="font-style: italic;"&gt;mirada&lt;/span&gt; en cuanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;red de exterioridades&lt;/span&gt;. Esta red óptica se multiplica hasta recorrer y atravesar toda la superficie urbana, obligando a cada rostro a participar de la reciprocidad visual del &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ver&lt;/span&gt; y del &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ser visto&lt;/span&gt; que pulsiona el ojo llevándolo a descifrar las subjetividades urbanas según una erótica de lo pasajero, lo casual y lo fortuito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nelly Richard, Resíduos y metáforas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2961835429463387454?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2961835429463387454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2961835429463387454&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2961835429463387454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2961835429463387454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/ciudad-y-mirada.html' title='ciudad y mirada'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5180782316174145851</id><published>2008-09-21T18:02:00.004-03:00</published><updated>2008-09-21T18:34:17.797-03:00</updated><title type='text'>pássaros</title><content type='html'>Minha imagem emblemática do momento: Tippi Hedren, no parque da escola de Bodega Bay, fumando um cigarrinho e esperando o pandemônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Ver a cena &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=FVDT4bWPypk"&gt;aqui&lt;/a&gt;, já que infelizmente eu não posso postá-la porque a única pessoa que a disponibilizou no youtube desabilitou essa opção. ¬¬)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5180782316174145851?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5180782316174145851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5180782316174145851&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5180782316174145851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5180782316174145851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/pssaros.html' title='pássaros'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7789209007578740506</id><published>2008-09-12T23:36:00.000-03:00</published><updated>2008-09-12T23:38:45.882-03:00</updated><title type='text'>ser mestrando é...</title><content type='html'>... sexta-feira à noite, em casa, jantar vendo tuiuiú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7789209007578740506?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7789209007578740506/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7789209007578740506&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7789209007578740506'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7789209007578740506'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/ser-mestrando.html' title='ser mestrando é...'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2878525144743661476</id><published>2008-09-09T14:27:00.017-03:00</published><updated>2008-09-26T01:26:26.732-03:00</updated><title type='text'>esse melancólico in-between</title><content type='html'>Eu garimpo algumas novas músicas, leio umas páginas, vou à biblioteca (da católica), como um biscoito assim meio escondido, no canto, vejo os rostos no ônibus, tento controlar (sem sucesso!) o meu horário, passo as madrugadas em claro, acordo tarde, acordo cedo, não durmo, durmo demais, pesquiso novas atividades, prometo não me matricular, prometo não pisar na federal (mas nem sempre cumpro), prometo não gastar mais nada, tenho preguiça da internet, passo horas na internet, durmo em silêncio mas passo a noite ouvindo uma música, a mesma que quando acordo ainda está comigo, conto palavras, monto e remonto parágrafos, tomo mais um chá preto pra despertar, reclamo da insônia, perco mais um quilo, escuto aquela banda que me recomendaram, acho boa, volto pros &lt;i style=""&gt;Smiths&lt;/i&gt;, acumulo filmes, planejo (não) ir ao cinema, flerto com crenças obscuras, sugiro encontros, marco, desmarco, transfiro horários, digo que vou começar a yoga, bebo pra caralho e chego mais uma vez em casa de manhã, ensaio novos planos, não me encaixo em nada, pergunto se só eu estou sozinho nesse eterno interstício, evito ver pessoas (cruzando corredores e pátios com cara de psicótico), espero encontrar aquelas tais tantas outras pessoas, faço milhares de ligações, desligo o telefone, não consigo acessar mais que meia dúzia de páginas em toda a &lt;i style=""&gt;wide web&lt;/i&gt; (sempre as mesmas, só lembro delas), descubro que estou velho pra isso e praquilo, ainda sou novo demais praquilo outro, sinto que estou irremediavelmente fora da roda dos sem cena que estão na cena, dou graças a deus, reclamo que estou deslocado, sinto a atmosfera meio &lt;i style=""&gt;old-fashioned&lt;/i&gt; dos jovens sem perspectiva (eu já não tão jovem e ainda &lt;span style="font-size:100%;"&gt;supostamente&lt;/span&gt; cheio de perspectativas), leio mais um capítulo do inacabável Cortázar, saio à rua, olho os rostos no ônibus, olho os rostos na rua e lembro que como diria ele: “no fundo não há &lt;i style=""&gt;otherness&lt;/i&gt;, apenas a agradável &lt;i style=""&gt;togetherness&lt;/i&gt;”, mas não nos falamos pelos caminhos, embora às vezes sinta que também sou observado, aí penso em encontros mudos com conhecidos, desconhecidos (e a verdade é que quase nunca nos &lt;span&gt;comunicamos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;de fato&lt;/span&gt;), volto para casa e de noite é aquela mesma musica (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;That silent sense of content/ That everyone gets/ Just disappears soon as the sun sets…&lt;/span&gt;”), e muitas outras, mas ainda pensando que ao menos quem sabe em alguns lugares não haveria pessoas sentindo também esse melancólico in-between...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2878525144743661476?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2878525144743661476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2878525144743661476&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2878525144743661476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2878525144743661476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/esse-melanclico-in-between.html' title='esse melancólico in-between'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8431640234640731240</id><published>2008-09-04T17:11:00.005-03:00</published><updated>2008-09-05T14:37:46.477-03:00</updated><title type='text'>but it did happen!</title><content type='html'>&lt;p&gt;Andei pesquisando um pouquinho pra que da próxima vez em que eu resolva tocar no assunto, eu consiga ser um pouco mais consistente. (Assim quem sabe eu não fico com cara de bobo, como se nem eu mesmo acreditasse no que eu estou me ouvindo dizer):&lt;/p&gt;    &lt;p&gt;Em 2005 houve um dos casos mais recentes de sapos caindo do céu. Aconteceu em Belgrado, na Sérvia, como qualquer busca rápida no google pode mostrar. E sim, são milhares deles, e não uma meia dúzia saída de um pântano qualquer. E o mais curioso desse estranho evento, no caso específico de Belgrado, é que boa parte deles chegou ainda viva ao solo - embora levemente desorientados após o impacto, suponho. A notícia pode ser conferida &lt;a href="http://www.ananova.com/news/story/sm_1421070.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://www.theage.com.au/news/World/Frogs-rain-on-Serbian-town/2005/06/08/1118123850113.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Já nesse site &lt;a href="http://science.howstuffworks.com/rain-frog.htm"&gt;aqui&lt;/a&gt; há uma pequena explicação que, reconheço, tira boa parte da graça do "fenômeno".&lt;/p&gt;&lt;p&gt;E toda essa conversa pra, no fim das contas, dizer que isso não tem a menor importância. Afinal, a veracidade ou o realismo são o que menos importa, no cinema ou nas simbologias da vida. O que importa mesmo é que, de fato, parece bem provável que coisas estranhas aconteçam o tempo todo.&lt;/p&gt;(Será?)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8431640234640731240?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8431640234640731240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8431640234640731240&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8431640234640731240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8431640234640731240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/but-it-did-happen.html' title='but it did happen!'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2596641488791091978</id><published>2008-09-01T14:02:00.003-03:00</published><updated>2008-09-01T14:11:29.581-03:00</updated><title type='text'>desarmonia, silêncio e mucilon</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A gente pensa que está ficando mais calmo, suave, “homogêneo”, e de repente começa a adolescer de novo, fica brusco, cortante, irregular, cada palavra ou gesto um conflito. Em suma, uma total desarmonia.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A propósito, eu tenho achado complicado não apenas me entender com os outros, mas também tem sido cada vez mais difícil gerenciar pessoas, corresponder às expectativas, dar atenção,  cultivar proximidades. Isso se estende também à idéia de juntar indivíduos de diferentes contextos na esperança de vê-los interagir. Os seres humanos devem ser cronicamente incompatíveis – ou/porque muito intolerantes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Às vezes eu tenho vontade de viver uma cena como aquela de &lt;i style=""&gt;Bande à part&lt;/i&gt; em que o trio de protagonistas faz um minuto de silêncio. Sim, essa benção que seria um demorado, incômodo e suspenso minuto do mais absoluto silêncio - não apenas um tempo sem palavras e vozes, mas a completa ausência de som e ruídos de qualquer espécie. Só que aí eu lembro que provavelmente eu estragaria tudo soltando uma pérola macabéica como aquela “eu gosto tanto de prego e de parafuuuuso!”. É isso ser periférico e subdesenvolvido: uma fala nordestina, pobre, feia e sem instrução invadindo a minha ceninha &lt;i style=""&gt;nouvelle vague&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;***&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;E por falar em comentários macabéicos (que eu adoro), alguém já notou que aquele fumo &lt;i style=""&gt;Capitain black&lt;/i&gt; tem cheiro de mucilon?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2596641488791091978?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2596641488791091978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2596641488791091978&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2596641488791091978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2596641488791091978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/09/desarmonia-silncio-e-mucilon.html' title='desarmonia, silêncio e mucilon'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8279533169977473152</id><published>2008-08-23T19:36:00.005-03:00</published><updated>2008-09-01T12:04:32.679-03:00</updated><title type='text'>imagem e fantasmagoria</title><content type='html'>Eu tava aqui olhando umas besteiras e comecei a seguir links até que me encontrei assistindo a uns vídeos bem antigos como os que eu via sempre nas minhas madrugadas, logo que cheguei a Recife, lá pelo começo do ano 2000. Eu geralmente ficava acordado até bem tarde e, dentre outras coisas, assistia ao Clássicos MTV, programa que adorava. Ficava com o videocassete a postos - sim, nessa época eu ainda tinha esse hábito jurássico de gravar fitas inteiras com coisas de televisão - até capturar alguma preciosidade que seria exaustivamente revista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde adolescente eu sempre tive um fascínio especial e inexplicado pela música e pela cultura sessentista, de modo tal que conseguir aquela sonhada gravação de Janis cantando &lt;em&gt;Piece of my heart&lt;/em&gt; foi um dos momentos de glória desta minha curta carreira de colecionador de imagens. No entanto, mais do que pela coisa toda da contracultura que também sempre me interessou, o que era mais forte no meu apreço pelos vídeos dessa época era a questão da imagem registrada em uma época tão antiga quanto a televisão em preto e branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado porque, neste sentido, o que importava não era tanto o período em si, mas o fato de que para mim, tão novo como era na época, imerso no presente imediato em uma intensidade que só os adolescentes podem atingir, os anos sessenta eram talvez o mais longe no tempo que eu conseguia voltar. O maior fascínio então - e o que eu lembro agora - era por aquele registro de um passado, era pensar nos mortos que se faziam presentes naquelas imagens, era a descoberta (tardia) de que aquilo que a imagem ali re-apresentava era já algo sem vida, algo que foi e que não mais existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8-0upHlWfQ4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/8-0upHlWfQ4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, no que diz respeito especificamente aos vídeos, marcaram-me menos as grandes apresentações de rock que as gravações antigas de programas e apresentações onde artistas da Motown se apresentavam com aquelas roupas, cabelos e trejeitos. As melodias fáceis soavam a nostalgia e carregavam o peso do cliché pelo recurso de usá-las em qualquer circustância em que se pretendia aludir a uma outra época, talvez mais áurea, mais romântica do que a atualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver o público dançando, sua forma de gritar para os ídolos, o olhar de paixão que estes lançavam juntamente com a melodia que entoavam, tudo isso atribui um ar fantasmagórico ao todo, amplificado por uma atmosfera meio esfumaçada e uma impressão estranha de que aquilo parece nunca ter sido presente, fato vivo. Como se as imagens já nascessem antigas - datadas, para retomar a palavra de um amigo, quando comentando e compartilhando dessa minha impressão - , como se aqueles seres nunca houvessem sido de carne e osso, mas só existissem na tela como sonho, como simulacro, desconectados da realidade com a qual não teriam nenhuma vinculação; sua presença não relembrando histórias, existências, mas compondo uma dimensão imaginária que nunca existiu em cores nem fora da bidimensionalidade do registro, dos limites do quadro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/23UkIkwy5ZM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1"&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/23UkIkwy5ZM&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, não parecem irreais, estes corpos se movendo de forma tão sinuosa, em uma velocidade que não é a mesma do mundo vivo, e a voz saindo não das bocas das cantoras mas da própria imagem, reforçando a impressão de que tudo está na superfície da imagem e não na materialidade do espaço que ela registra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Este cárater simulacral a cantora Amy Winehouse bem soube recuperar, exagerando, para a composição de sua &lt;em&gt;persona&lt;/em&gt;, como bem atesta aquela ficção que é o cabelo dela).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensação semelhante a esta que descrevi talvez possa ser evocada com relação às imagens em super 8, estas de fato já estando praticamente vinculadas a uma idéia de passado, lembrança. Assim também se pode falar de alguns filmes antigos onde movimentos, roupas e expressões parecem irreais - filmes mudos e da &lt;em&gt;nouvelle vague&lt;/em&gt;, principalmente, e ainda outros como por exemplo &lt;em&gt;Mouchette&lt;/em&gt;, de Robert Bresson e &lt;em&gt;O martírio de Joana D'arc&lt;/em&gt;, de Carl Theodor Dreyer. Na verdade, acho que a lista de imagens fantasmagóricas poderia seguir &lt;em&gt;ad infinitum&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;p.s. Uma rápida pesquisa sobre a idéia de fantasmagoria relacionada à imagem, na internet, mostrou que existe um livro do Erick Felinto bem específico sobre o assunto, chamado "A imagem espectral: comunicação, cinema e fantasmagoria tecnológica" (!). Fiquei curioso para conhecer o modo como ele desenvolve a idéia. Como não o li, obviamente não posso dizer se tem alguma coisa a ver com o que pensei aqui ou se eu só viajei mesmo. :p De qualquer forma, fica registrada a existência do livro. Se eu conseguir lê-lo, depois conto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8279533169977473152?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8279533169977473152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8279533169977473152&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8279533169977473152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8279533169977473152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/08/imagem-e-fantasmagoria.html' title='imagem e fantasmagoria'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2797441223510738514</id><published>2008-07-26T12:18:00.002-03:00</published><updated>2008-07-26T12:26:26.104-03:00</updated><title type='text'>red, gold and green</title><content type='html'>A festinha de ontem teve pelo menos três pontos altos: a tese, sustentada em exemplos, de que algumas pessoas trazem escrito na testa, em neon, os dizeres "eu não presto" (eu sei, essa é muito velha, mas a força esteve justamente nos tais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;cases&lt;/span&gt;, pra comprovar); a constatação de que o revival anos 90 de fato se anuncia, com o dj tocando Ace of base (medo!); e, pra terminar, anos 80 ainda resistindo com todo mundo delirando ao som de Karma chameleon&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;- histórico, eu diria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2797441223510738514?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2797441223510738514/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2797441223510738514&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2797441223510738514'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2797441223510738514'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/07/red-gold-and-green.html' title='red, gold and green'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7261793873379207320</id><published>2008-07-23T22:59:00.004-03:00</published><updated>2008-07-23T23:22:38.842-03:00</updated><title type='text'>cura</title><content type='html'>É um estado difícil, próximo a uma vertigem, este a que a gente sucumbe quando por fim constata que algumas coisas estão sempre voltando para nos debilitar, como um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;leitmotif &lt;/span&gt;a pontuar nossa vida. E o estranho é quando, em nossa cabeça, esta percepção se conecta a uma outra bem peculiar: a de que uma repetição assim - tão cristã em sua forma de martírio e cruz - está diretamente associada à noção de que não há nenhuma explicação transcendente possível. Tudo parece obra do puro azar, uma provação aleatória que nos foi infligida por uma combinação pouco favorável de acasos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante deste lance de dados tão grave em sua permanência, qualquer justificativa, cura ou solução definitiva está fora de alcance. Ou, ao menos, só pode ser encontrada dentro da esfera do pragmático. Nós, no entanto, continuamos recorrendo a todos os campos, todos os saberes e sistemas de pensamento, para tentar estancar o fato recorrente e circunscrevê-lo ao passado. Diante desta vontade de cura, não há ceticismo possível: não se trata de crer ou não crer, mas de esgotar as possibilidades, agarrando-se a um fio de esperança, aceitando todas as indicações e cumprindo todas as receitas, desde as supostamente garantidas até aquelas mais disparatadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isso me faz lembrar um belo trecho do livro de Tununa Mercado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Em estado de memória&lt;/span&gt;, onde ela fala da busca pelos mais diversos meios para aplacar a dor pungente que acometia àqueles arrebatados pelo exílio e por todas as outras provas infligidas aos cidadãos argentinos ao longo dos períodos ditatorial e pós-ditatorial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"... nenhum psiquiatra se ocupou em particular de mim, deixando sem leito a imensa capacidade de transferir que me caracteriza e que me tem levado a diversas formas de dependência de médicos de toda laia, incluídos os dentistas, os ginecologistas e, sobretudo, os curandeiros da mais variada espécie: santeiros, xamãs e 'mestras' que fizeram de mim corpo de limpeza. Com ramos de menta e magericão, fumegos de mirra e incenso, com alhos, loções, teixos de côco, oráculos e outras técnicas de sorte, alguns tentaram curar meu mal e salvar-me dos feitiços e em ocasiões conseguiram-no, porque não deve haver terreno mais fértil para as curas que meu corpo e minha alma".&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7261793873379207320?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7261793873379207320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7261793873379207320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7261793873379207320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7261793873379207320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/07/cura.html' title='cura'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7162367152553568081</id><published>2008-07-09T01:24:00.007-03:00</published><updated>2008-09-26T01:06:23.267-03:00</updated><title type='text'>cabeça no mundo</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Pois é, nada como uma boa viagem pra espairecer. Estou indo fazer uma pequena aparição pública, tentar aprender algo novo, encantar-me com outros rumos, fazer algum contato e, sobretudo, "desintoxicar-me" de Recife um pouquinho, pra ver se eu volto menos abusado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu tinha pensado agora em fazer uma listinha de intenções - lugares a conhecer, coisas a fazer - mas tenho preguiça, e minha principal companheira de viagem é ninguém menos que Amanda, então sei que tudo será como uma surpresa, algo a ser decidido de última hora. Da última vez em que viajamos (fomos pro Rio), só na noite de sábado nós começamos com o plano de ir à  Lapa, depois cogitou-se uma ida a um baile funk, depois quase chegamos a conhecer a Mangueira, até que por fim terminamos numa casa noturna de Copacabana dançando electro e ouvindo muito rock (sugestão minha, claro!). Ou seja, toda noite é uma noite em aberto e somos pessoas sem rumo. Que ótimo, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só que dessa vez acho que nem vou ficar tão indócil pra ir pras baladonas, tentando usar todo o meu poder de persuasão pra convencer a "comitiva pernambucana". Na verdade, juro que o único lugar que eu quero ir com certeza é a Liberdade. Não me perguntem porquê, mas só penso nisso desde que começamos a articular nossa ida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, então depois eu conto se deu certo ou não, se eu conheci a Liberdade ou não, se fui em algum dos lugares que nos indicaram ou não. Até a volta!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir:&lt;br /&gt;Sonhei que viajava com você - Itamar Assumpção&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7162367152553568081?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7162367152553568081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7162367152553568081&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7162367152553568081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7162367152553568081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/07/uma-pequena-viagem.html' title='cabeça no mundo'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4004218014022570604</id><published>2008-07-02T00:09:00.002-03:00</published><updated>2008-07-05T15:06:41.881-03:00</updated><title type='text'>interstício</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mês de julho me encontrou assim naquele estágio que a gente fica às vezes e para o qual a única coisa que eu encontro e que seja capaz de descrevê-lo é aquela palavrinha em espanhol lida outro dia: &lt;i style=""&gt;duermevela&lt;/i&gt;. Algo assim como uma semivigília: a pessoa permanece suficientemente consciente do entorno, mas sem a força ou a autodeterminação que só a mente desperta permite. As coisas acumulam-se - começadas apenas pelo ímpeto vazio de serem começadas - causando aquele efeito de escombro e sucata na nossa rotina que pode ser literal ou simplesmente figurativo.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Três romances, três leituras não-terminadas, outros tantos livros de teorias e ensaios lidos somente até a metade (ou pouco menos) mais um sem-número de outros ainda por começar, e por fim - e ainda mais importante - um texto a escrever travando logo no início. Um texto que não avança porque parece que tudo que possa ser escrito é multiplicação desenfreada de signos dispensáveis – e já há tantos!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As sensações que dizem respeito a questões mais propriamente pessoais, não-produtivas, não são menos desanimadoras: ressaca emocional e abuso completo. Da cidade, da gente e das coisas daqui que eu sei que são todas ótimas, mas que por enquanto só despertam desconforto. Foi Clarice que disse que todo lugar é lugar e o que mais importa é ser você mesmo, onde quer que seja? Bom, acho que isso significa que não adianta levantar o acampamento pra vizinhança mais próxima e esperar com isso encontrar algum tipo de graça. De qualquer forma, esse acampamento aqui não irá muito longe tão cedo. E mesmo todas as coisas mais promissoras à vista – viagens em breve, pessoas a reencontrar, histórias por acontecer – não parecem merecer sequer uma manifestaçãozinha mais efusiva. (Nem o cinema tem sido um refúgio que pareça funcionar como antes).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Que mofo! Mas eu bem sei, embora não possa garantir, que é nessa hora em que se inventa um pensamento bem bom ou o plano mais infalível ou a brincadeira mais maligna e arriscada pra conseguir colorir essas horas feíssimas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir:&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Here (Doctor L remix) – Salif Keita Remixes from Moffou&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4004218014022570604?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4004218014022570604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4004218014022570604&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4004218014022570604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4004218014022570604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/07/interstcio.html' title='interstício'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1520791011028834375</id><published>2008-07-01T00:09:00.017-03:00</published><updated>2008-07-01T14:26:43.794-03:00</updated><title type='text'>nome próprio</title><content type='html'>Acabo de ver &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nome próprio&lt;/span&gt;, de Murilo Salles, e se tivesse que resumir em uma linha a minha opinião, diria: filme legal, literatura ruim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso opinar a respeito dos livros da Clarah Averbuck pois não os li, mas pelo que já conheço do seu blog, posso dizer que achei seus textos bem fraquinhos. Sinceramente, acho seu tom confessional-adolescente bastante cliché, pueril&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;até&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;. Também acho um pouco irritante essa sua irritação (sim, deve ser algum tipo de efeito de contágio) com a idéia de ser asssociada a uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;literatura blogueira&lt;/span&gt;. Tudo bem que deve ser mesmo um saco ter que ficar o tempo todo falando em nome de um tal "fenômeno da blogosfera" (e convenhamos, que assuntinho mais fora de moda esse), mas a impressão que fica para mim é que tal irritação se deve muito mais  a uma noção implícita de rebaixamento existente no atrelamento da denominação de blogueiro(a) à de escritor(a).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo bem, concordo que blog é  antes de tudo um suporte. Exemplo mais óbvio é o fato de existirem blogs dos mais diversos tipos: de crítica cultural, de esportes, de gastronomia e também, claro, de literatura. (Tem até os blogs sobre nada, como o deste que vos escreve, ou seja, os blogs anotações-do- crioulo-doido-que-pensa-com-os-dedos-no-teclado). Mas essa coisa de bater o pé e dizer que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;livro é livro e não tem nada  ver com blog&lt;/span&gt;, como se o modo de escrever, o estilo, as referências e o universo temático fossem diferentes e não permeassem a escrita de ambos, soa mais a uma ânsia de reconhecimento como Literatura (assim com L maiúsculo). E convenhamos: se como blog o texto já deixa a desejar, que dirá então como "alta literatura".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... Mesmo com temática tão limitada, Salles consegue tornar o filme na maior parte do tempo algo envolvente, gerando uma certa identificação no espectador, mesmo a partir de um universo tão auto-centrado - e com dilemas muitas vezes tão triviais. Isso porque o filme consegue o que a escrita da autora não chega a fazer: a partir de acontecimentos próximos e experiências vividas - elementos que, em maior ou menor grau, pode-se dizer que compõem o substrato de praticamente toda literatura - consegue dar um salto rumo a um conjunto de questões e sentimentos que ultrapassam a limitada esfera individual e localizada dos fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é exatamente por isso que, na minha opinião, o filme tem seus momentos mais problemáticos justamente quando a narração apresenta passagens dos textos elaborados pela personagem principal, Camila (alterego da escritora). Ao delegar o relato à sua fonte, o texto escrito, o filme sucumbe às deficiências deste, quando tal revêrencia nem seria necessária - afinal, o filme é apenas uma adaptação &lt;span style="font-style: italic;"&gt;livre&lt;/span&gt;, como a escritora fez tanta questão de ressaltar, afirmando que o filme não era dela - o livro sim (ver no blog oficial do filme &lt;a href="http://nomepropriofilme.blogspot.com/2008/05/um-nome-que-no-meu.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). De fato, o filme não é dela, nem é unicamente do diretor, e talvez por isso tenha funcionado. É coletivo, claro, (afirmação óbvia!) e dentre as contribuições que se somam em sua realização, está a de Leandra Leal, linda e se garantindo muito na atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltando ao diretor: este ainda tem fôlego para contornar boa parte dos problemas, inclusive este de como inserir a instância da escrita, ponto de partida da obra, no seu universo audiovisual. No filme, as palavras são signos que se desdobram na tela, sobrepõem-se aos planos, inscrevem-se no chão, nas paredes, nos corpos. Salles, então, é quem parece resolver melhor a questão do suporte postulando que, quando a escritura se constitui como veículo para afirmação da vida, energia criadora, não se faz tão necessário diferenciar livro, diário, blog, filme, carta, etc., porque a palavra transborda todas estas instâncias, e tudo está impregnado de sentidos inventados ou ressignificados pelo ato de escrever a própria história, de ficcionalizar a experiência.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1520791011028834375?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1520791011028834375/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1520791011028834375&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1520791011028834375'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1520791011028834375'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/07/nome-prprio.html' title='nome próprio'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4518178850093035372</id><published>2008-06-26T17:48:00.002-03:00</published><updated>2008-06-26T17:54:21.009-03:00</updated><title type='text'>remorso ou hipocondria?</title><content type='html'>Coisas para se preocupar quando tudo está bem e nada mais parece constituir um problema. Ou, dito de outra forma: como ocupar sua cabeça com temores e possibilidades disparatadas. Ou será que não são? Ui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4518178850093035372?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4518178850093035372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4518178850093035372&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4518178850093035372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4518178850093035372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/06/remorso-ou-hipocondria.html' title='remorso ou hipocondria?'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1728765896465289371</id><published>2008-06-19T02:51:00.007-03:00</published><updated>2008-09-26T02:43:50.270-03:00</updated><title type='text'>tea time</title><content type='html'>Não há dúvida de que minha dissertação terá muitos agradecimentos, mas dedicatória, mesmo, penso que, no que depender do meu ritmo nestes últimos dias, será apenas uma: ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ahmad Tea&lt;/span&gt;, que dosou minha ansiedade, me manteve acordado e longe do vício, livrando-me - ao menos parcialmente - das constantes e odiosas paradas para fumar enquanto trabalho aqui nas minhas coisas. Agora estou só no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peach and Passion fruit&lt;/span&gt;. A culpa, "que fique registrado em ata" (eu adorava dizer isso...), é todinha de Marga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A imensidão de coisas que tenho para fazer em um prazo devastadoramente curto me obrigarão a passar os próximos dias mofando em casa, em plena época de festejos juninos, de um modo semelhante ao que ocorreu no ano passado - sendo agora a situação, no entanto, bem mais grave. Menos mal, o nome disso deve ser conspiração cósmica: a consciência da necessidade de trabalhar feito um louco veio bem na hora em que eu precisava de um bom recolhimento. Afinal, existe um ditado que diz mais ou menos assim: "macaco que muito se revira no galho, leva chumbo". Ou algo perto disso, não importa. A regra parece clara: aos períodos de superexposição segue-se sempre o imperativo de ficar bem quietinho e fechar o bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir:&lt;br /&gt;Trouble every day (opening titles) - Tindersticks&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1728765896465289371?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1728765896465289371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1728765896465289371&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1728765896465289371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1728765896465289371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/06/tea-time.html' title='tea time'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2798295181981701129</id><published>2008-06-18T01:50:00.004-03:00</published><updated>2008-07-05T14:25:01.731-03:00</updated><title type='text'>le compteur</title><content type='html'>Eu poderia ficar ouvindo essa música agora, indefinidamente, fumando um cigarro na janela e aproveitando a temperatura amena do dia chuvoso, mas estou deixando de fumar - aos poucos, sem pressa, não por prudência, ou porque o corpo pede, mas porque decidi que o cheiro e o gosto já não combinam com o que quero fazer de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia prolongar os delírios imaginativos que sonham fatos imprevisíveis, acontecimentos grandiosos, mas tenho nutrido essa preguiça que diluiu até a dispersão do meu pensamento em exibicionismos fúteis, e agora só fantasio banalidades – ainda assim por pura falta de concentração e por hábito, nunca pelo que antes entendia como uma capacidade de apreender o delicado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe, talvez, poderia levar ao limite esse indício vago de melancolia até que alcançasse pensamentos finalísticos - daqueles em que a gente vai submergindo até perder de vista a dimensão das coisas, achando que tudo está à prova e chegando mesmo a arriscar palavras tão definitivas como felicidade, vida, afetos - mas eu tenho estado tão mais alegre, agora que aprendi tudo o que um pouco de cautela ou desconfiança, somado ao acúmulo de algumas experiências mal-sucedidas, é capaz de fazer para nos deixar mais prag-má-ti-cos e fun-cio-nais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, agora estou mais alegre e no entanto há algo de que sinto falta, e é a sensação agridoce que pairava quando ainda parecia que apenas um antigo pensamento ingênuo e uma conversa bem demorada seriam suficientes pra me fazer sentir que estávamos vivendo. Sim, o velho sentimento de que, por termos nos encontrado, havíamos inscrito nosso gesto de forma indelével na vida um do outro e seríamos para sempre cúmplices. Sentimento que só de acreditar já era suficiente para dar sentido a toda uma vida. Sentimento besta, que hoje nem atribuo mais a ninguém que não ao meu desvario, e só escrevo pelo puro tédio de uma noite sem nicotina e com essa música que toca de novo e de novo e de novo voltando sempre no meu fone de ouvido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2798295181981701129?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2798295181981701129/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2798295181981701129&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2798295181981701129'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2798295181981701129'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/06/le-compteur.html' title='le compteur'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2791056991853760177</id><published>2008-06-05T01:38:00.010-03:00</published><updated>2008-06-05T02:37:39.763-03:00</updated><title type='text'>simbologias</title><content type='html'>Ouvia uma música de outros posts quando a ficha caiu e eu percebi a ironia: a metáfora se cumpriu, mas ao pé da letra. O encontro foi consumado - não internamente, mas no espaço exterior da desordem noturna - e penso que talvez tudo isso deva servir como uma espécie de rito simbólico, que aponta para muitas coisas: primeiro, para a oportunidade de viver um fato pelo que ele pôde significar e não pelo que viria a prometer; e em segundo lugar, e talvez o mais importante, a hipótese de que, com um pouco de otimismo, eu possa me sentir presenteado pelo tempo, que me ofertou de um jeito meio torto aquilo que em segredo desejei. Foi uma concessão efêmera, mas... que presente desta vida poderia afinal ser duradouro?&lt;br /&gt;Enfim: começa a me encantar, verdadeiramente, essa dimensão ritualística da experiência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava relendo posts anteriores quando me dei conta disto: essa birosca está há &lt;span style="font-style: italic;"&gt;exatos quatro anos no ar&lt;/span&gt;! E o objetivo inicial, mais vivo que nunca. Na verdade, é interessante notar como, das pessoas com quem costumava compartilhar esse hábito, no início de tudo, praticamente nenhuma continua blogando. Acho que é minha eterna adolescência, indefinidamente prolongada, que me faz continuar precisando disto, e apesar das vezes em que pensei em deletá-lo e criar um outro, falar de coisas mais úteis, debater idéias, escrever sobre assuntos específicos, sei lá... no fim das contas sempre resolvi continuar assim, caladinho, com minha escrita pessoal e minúscula. Acho que isso prova, como disse, que a intenção inicial continua valendo, e talvez também que de fato não estava mentindo quando afirmei &lt;a href="http://valorarcaico.blogspot.com/2004/06/expresso-uma-necessidade-humana.html"&gt;lá atrás&lt;/a&gt; os motivos que me levaram a começar. Além do mais,  convenhamos: já se discute tanta coisa séria e importante nesse mundo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora há pouco também o blog deu um pequeno piti e ficou com aquele velho problema no espaçamento que eu odeio, mas agora creio que tudo já foi definitivamente resolvido. Deve ser a idade, coitado...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2791056991853760177?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2791056991853760177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2791056991853760177&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2791056991853760177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2791056991853760177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/06/quatro.html' title='simbologias'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7252473021745671</id><published>2008-05-27T11:02:00.003-03:00</published><updated>2008-05-27T11:12:17.192-03:00</updated><title type='text'>recife, a tsunami brasileira</title><content type='html'>E hoje em Recife temos um bonito tempo, ideal para usar acessórios sintéticos, levar o cachorro para encharcar ou sair com  as crianças para nadar no parquinho. Àqueles que apreciam atividades um pouco mais imprevisíveis e inusitadas recomenda-se experimentar a delícia de tomar uma condução no recém-inaugurado corredor leste-oeste da nossa cidade, enquanto os mais radicais podem se aventurar nas famosas corredeiras de lama da Mascarenhas de Moraes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7252473021745671?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7252473021745671/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7252473021745671&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7252473021745671'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7252473021745671'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/05/recife-tsunami-brasileira.html' title='recife, a tsunami brasileira'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4316910239756732786</id><published>2008-05-23T12:58:00.002-03:00</published><updated>2008-05-23T13:06:53.651-03:00</updated><title type='text'>zZzzZzz</title><content type='html'>Esse sono ainda arrasa o meu projeto de vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4316910239756732786?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4316910239756732786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4316910239756732786&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4316910239756732786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4316910239756732786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/05/zzzzzzz.html' title='zZzzZzz'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4585514946034495302</id><published>2008-05-19T15:05:00.004-03:00</published><updated>2008-05-19T15:39:50.937-03:00</updated><title type='text'>o tempo deliqüescente</title><content type='html'>"À tarde, íamos ver os peixes do Quai de La Mégisserie, em março, o mês leopardo, ainda frio, mas já com um sol amarelo onde o vermelho entrava um pouco mais cada dia que passava. Da grade que dava para o rio, indiferentes aos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bouquinistes&lt;/span&gt; que nada nos dariam sem dinheiro, esperávamos o momento em que veríamos os aquários (andávamos devagar, adiando o encontro), todos os aquários ao sol e, como suspensos no ar, centenas de peixes cor-de-rosa e negros, pássaros quietos em seu ar redondo. Éramos tomados por uma alegria absurda e você, Maga, cantava com vigor, arrastando-me para atravessar uma rua, para entrar no mundo dos peixes pendurados no ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os aquários, grandes e pequenos, redondos e cúbicos, eram colocados na rua para atrair os curiosos. Entre os turistas e as crianças ansiosas, sem falar das senhoras que colecionavam variedades exóticas (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;550 fr. pièce&lt;/span&gt;), encontravam-se esses aquários, ao sol, verdadeiros cubos ou esferas de água que o sol misturava com o ar, e os pássaros cor-de-rosa e negros, girando e dançando docemente numa pequena porção de ar, lentos pássaros frios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(...) E nós pensávamos nessa coisa incrível que havíamos lido, que um peixe sozinho no seu aquário se entristece e, então,  basta colocar um espelho  em frente do vidro e o peixe volta a ficar contente..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O jogo da amarelinha, Julio Cortázar&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4585514946034495302?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4585514946034495302/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4585514946034495302&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4585514946034495302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4585514946034495302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/05/tarde-amos-ver-os-peixes-do-quai-de-la.html' title='o tempo deliqüescente'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1408475100873071478</id><published>2008-05-14T11:04:00.007-03:00</published><updated>2008-05-14T11:52:15.020-03:00</updated><title type='text'>um marco do incômodo</title><content type='html'>A ministra do meio ambiente, Marina Silva, entregou ontem formalmente seu pedido de demissão à Presidência da República. A triste coincidência é que ainda na semana passada eu notava o fato de que a ministra era uma das poucas que permaneciam à frente de seu cargo desde o início da primeira gestão de Lula, em 2003.&lt;p class="MsoNormal"&gt;Na ocasião da primeira vitória de Lula como candidato à presidência, lembro a euforia que tomou conta de todos aqueles que, de algum modo, mesmo que timidamente, militaram em sua campanha. Eu, no auge do meu entusiasmo político, compartilhava com muitos a expectativa de ter um governo federal composto por muitas das figuras que admirávamos e que tinham se tornado referências por se destacarem como políticos que, &lt;i style=""&gt;de certo modo&lt;/i&gt;, pareciam compartilhar conosco muitas posturas – e por &lt;i style=""&gt;nós&lt;/i&gt; refiro-me aqui principalmente ao meio estudantil, ponto a partir de onde vivenciei tudo na época. Era animador, por exemplo, ter figuras como a de Cristóvam Buarque - que em 2002 participou da abertura da Estatuinte da UPE e que tão bem havia falado, na ocasião, das ansiedades e desejos da comunidade acadêmica – no Ministério da Educação. Enfim, essa figura que, na ocasião da estatuinte, falava &lt;i style=""&gt;conosco contra eles, &lt;/i&gt;iria&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;agora estar lá – ou pelo menos foi assim que eu, ingenuamente, recebi a divulgação desse e de muitos outros nomes que iriam compor os ministérios.&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/SCrygKbmb3I/AAAAAAAAAC4/OQDvmk1iUt0/s1600-h/marina+silva.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/SCrygKbmb3I/AAAAAAAAAC4/OQDvmk1iUt0/s400/marina+silva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200235354122514290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sem dúvida, no auge da “esperança”, quase tudo aparecia como indício de que uma oportunidade histórica de fato se confirmava. E ao lado desses nomes, muitos já conhecidos, foi a figura de Marina Silva quem melhor personificou para mim esse entusiasmo. Ex-seringueira, alfabetizou-se no Mobral, fez supletivo e entrou para a Universidade Federal do Acre, onde cursou história. Aproximou-se do marxismo e, engajada em movimentos políticos na região norte, onde lutou ao lado de Chico Mendes pela defesa da Amazônia, participou da fundação do PT e da CUT, na década de &lt;st1:metricconverter productid="80. A" st="on"&gt;80. A&lt;/st1:metricconverter&gt; idéia de uma figura com tal trajetória ocupando uma pasta onde poderia conjugar sua postura combativa com um poder capaz de propiciar, &lt;i style=""&gt;de fato&lt;/i&gt;, uma intervenção sólida e decisiva nas questões pelas quais militava, era o que melhor indicava que a gestão nascente de Lula teria uma cara radicalmente diferente da anterior. E no caso de Marina Silva, pelo menos, as expectativas se confirmaram: antagonista de madeireiros e grandes pecuaristas, acusada de entravar o crescimento econômico e criticada por sua intransigência, ela mostrou-se irredutível e coerente em suas posturas.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;No entanto, não só em relação ao meio ambiente como em praticamente todos os outros pontos, o governo Lula demonstrou ser bem menos transformador do que a ingenuidade política me faria crer, e foi ainda a figura de Marina quem simbolicamente indicou para onde o embate de forças desse “governo em disputa” – jargão que se tornou comum na época e que, não raramente, servia inclusive para que a militância mais fiel justificasse as crescentes e lamentáveis “concessões” realizadas – pendia com mais força. Marina Silva manifestou-se de forma crítica e combativa em diversas disputas relacionadas ao meio ambiente, como no caso da construção de hidrelétricas e de Angra 3, nas questões dos transgênicos e dos biocombustíveis - para citar apenas alguns dos pontos que foram pauta nestes anos - e, na maior parte das vezes, foi solenemente ignorada, quando não publicamente advertida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim, era quando Marina Silva se posicionava frente a assuntos que envolviam questões ambientais, e no entanto, a despeito de suas posturas, mais e mais “concessões” eram realizadas, que se tornava patente a constatação de que, nessa disputa, algo ia muito mal. Os rumos do governo brasileiro causavam um incômodo que, no meu caso, atingiu seu grau máximo no período da reeleição, quando muitos amigos militantes faziam oscilar de forma vertiginosa o seu discurso, juntamente com a retórica e as estratégias de campanha do seu partido, tentando em vão acompanhar as mudanças de rumo sem, no entanto, abrir mão do tom radical e progressista de suas falas. Para mim, pelo menos, a esta altura já parecia impossível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É claro que existem inúmeros outros fatos muito mais significativos – além do pedido de demissão entregue ontem por Marina Silva - que podem demarcar este ponto em que se torna impossível negar a desfavorável dinâmica de poder no atual governo brasileiro. Para mim, no entanto, o marco mais significativo e melancólico foi sem dúvida esse.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1408475100873071478?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1408475100873071478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1408475100873071478&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1408475100873071478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1408475100873071478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/05/um-marco-da-derrocada.html' title='um marco do incômodo'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/SCrygKbmb3I/AAAAAAAAAC4/OQDvmk1iUt0/s72-c/marina+silva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3868659358912546690</id><published>2008-04-17T09:29:00.005-03:00</published><updated>2008-04-17T11:51:54.566-03:00</updated><title type='text'>é mambo!</title><content type='html'>Atrapalhado, feliz, deslumbrado, tenso, esperando, desconfiado, petulante, triste, animado, melancólico, saltitante...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tô que nem Cabíria no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;night club&lt;/span&gt;!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3868659358912546690?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3868659358912546690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3868659358912546690&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3868659358912546690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3868659358912546690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/04/mambo.html' title='é mambo!'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4220388851812413006</id><published>2008-04-11T12:09:00.001-03:00</published><updated>2008-04-11T12:13:21.103-03:00</updated><title type='text'>contra a corrente (?)</title><content type='html'>"A espontaneidade e a atitude de 'deixa cair', de se permitir liberdade excessiva, pertencem àqueles que têm meios para tanto - os que nada têm só têm a própria disciplina".&lt;br /&gt;Slavoj Zizek&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4220388851812413006?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4220388851812413006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4220388851812413006&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4220388851812413006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4220388851812413006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/04/contra-corrente.html' title='contra a corrente (?)'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-49963630552899433</id><published>2008-04-08T12:26:00.002-03:00</published><updated>2008-04-08T13:47:03.959-03:00</updated><title type='text'>ill wind</title><content type='html'>Blow, ill wind, blow away&lt;br /&gt;Let me rest today&lt;br /&gt;You're blowin' me no good&lt;br /&gt;No good&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Go, ill wind, go away&lt;br /&gt;Skies are oh so gray&lt;br /&gt;Around my neighborhood&lt;br /&gt;And that's no good&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;You're only misleading&lt;br /&gt;The sunshine I'm needing&lt;br /&gt;Ain't that a shame&lt;br /&gt;It's so hard to keep up&lt;br /&gt;With troubles that creep up&lt;br /&gt;From out of nowhere&lt;br /&gt;When love's to blame&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So, ill wind, blow away&lt;br /&gt;Let me rest today&lt;br /&gt;You're blowin' me no good&lt;br /&gt;No good&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R_uhaBs5-gI/AAAAAAAAACw/IlBxyDCkeN8/s1600-h/billie+holiday.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R_uhaBs5-gI/AAAAAAAAACw/IlBxyDCkeN8/s400/billie+holiday.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186916864352713218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-49963630552899433?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/49963630552899433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=49963630552899433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/49963630552899433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/49963630552899433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/04/ill-wind.html' title='ill wind'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R_uhaBs5-gI/AAAAAAAAACw/IlBxyDCkeN8/s72-c/billie+holiday.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1296058518149642815</id><published>2008-03-31T20:31:00.007-03:00</published><updated>2008-05-14T10:45:32.799-03:00</updated><title type='text'>noves fora</title><content type='html'>A vida opera por meio de estranhas contabilidades. Por via das dúvidas, vou aprendendo a contar, tentando entender esta bagunça pouco lógica de somas, subtrações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom, devo dizer que, por enquanto, eu muito feliz com os saldos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Continuam valendo aqueles versos da música de Tom Zé:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"quanto maior o romantismo,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;mais cruel se transfigura o carinho em tortura".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Se for pra aderir a certos romantismos que existem por aí, prefiro ser uma pedra. De qualquer forma decidi, afinal, que não sou um insensível. Depois de quase ser convencido do contrário, continuo por fim acreditando que sou sim, de alguma forma, muito romântico e idealista, mas de um romantismo secreto - desajeitado, talvez -, que não se derrete em palavras e gestos grandiloqüentes, apressados (e quase sempre muito suspeitos). A questão é que até que algo realmente valha a pena, essa delicadeza eu vou guardando pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir:&lt;br /&gt;The warning (2006), do Hot chip&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1296058518149642815?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1296058518149642815/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1296058518149642815&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1296058518149642815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1296058518149642815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/03/noves-fora.html' title='noves fora'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1508904849422372030</id><published>2008-03-20T20:03:00.007-03:00</published><updated>2008-03-20T20:33:00.233-03:00</updated><title type='text'>trouble every day</title><content type='html'>Feriado com chuva dá nisso: preguiça, vontade de ficar em casa comendo, vendo filme, e dificuldade para articular mais do que duas ou três palavras. E se a geladeira apresenta perspectivas pouco animadoras - vazio desolador... -  por outro lado o repertório de filmes que tenho para ver aqui é dos mais promissores.&lt;br /&gt;Pra começar, esse que faz tempo eu estava procurando: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Trouble every day&lt;/span&gt;, de Claire Denis. Em uma sinopse bem pobre, algo como um filme sobre pessoas com um desejo sexual incontrolável que devoram(!) os seus parceiros em atos canibalísticos. Fiquei besta! Sem maiores comentários...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R-Lyyxs5-eI/AAAAAAAAACg/9ztMwJT0O8o/s1600-h/trouble+every+day+1.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R-Lyyxs5-eI/AAAAAAAAACg/9ztMwJT0O8o/s400/trouble+every+day+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179969475578558946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R-LzExs5-fI/AAAAAAAAACo/JBvEU-p4M7w/s1600-h/trouble+every+day+2.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R-LzExs5-fI/AAAAAAAAACo/JBvEU-p4M7w/s400/trouble+every+day+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179969784816204274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. E só agora me liguei que, justamente na semana santa, tanta carne, sangue e sexo! Eu juro que não foi provocação. :p&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1508904849422372030?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1508904849422372030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1508904849422372030&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1508904849422372030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1508904849422372030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/03/trouble-every-day.html' title='trouble every day'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_Hpfu1dtO0bQ/R-Lyyxs5-eI/AAAAAAAAACg/9ztMwJT0O8o/s72-c/trouble+every+day+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2574462337722650981</id><published>2008-03-14T23:00:00.004-03:00</published><updated>2008-03-15T00:13:09.447-03:00</updated><title type='text'>o jogo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Há um momento muito bonito no filme &lt;i style=""&gt;Dançando no escuro&lt;/i&gt;. Selma Jezkova, depois de ser advertida por causa de mais uma das muitas trapalhadas cometidas por ela na fábrica enquanto submergia num universo de fantasias e pensamentos muito próprios – o que acontecia sempre – diz com aquela cara de cachorrinho que só Bjork sabe fazer: “eu tinha decidido parar de sonhar acordada... mas depois... eu esqueci”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acho que no fim das contas a gente sempre precisa sonhar, de um jeito ou de outro, e nisso está muito da nossa beleza. O problema é que, como diria Mari, quando algo assim foge do controle, a gente fica muito – cerebral. Não no sentido de privilegiar o racional – nada menos racional do que isso! - mas é que a gente vai se fechando em torno de pensamentos e divagações e vai ficando cada vez mais retraído, mais imerso. E, além disso, sempre se corre o risco de começar a achar que a vida paralela que a gente inventa é melhor que “a outra” – pelo menos as pessoas são melhorzinhas, e assim machuca menos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Daí que só sei-lá-quem sabe o trabalho que dá restringir um mundo quando ele começa a assumir dimensões incomodamente gigantescas, impondo-se com muita força e ameaçando suplantar essa dimensão imprevisível e intempestiva que é o encontro no espaço que é criado não só por nós, mas por várias pessoas diferentes através de formas e combinações que não dependem em absoluto da nossa “direção”. Falando isso, tento não cair na separação duvidosa entre realidade e fantasia, abstrato e concreto - estas formas puras não existem, mas se contaminam, transformam-se mutuamente. Seria mais, talvez, algo como uma diferença entre &lt;i style=""&gt;ser sozinho para os outros&lt;/i&gt; ou &lt;i style=""&gt;ser com os outros para algo que não resulta da vontade de ninguém em particular&lt;/i&gt;, mas da soma incerta de muitas vontades distintas. E porque apesar de tudo se acredita no outro, e se espera o encontro, ou até mesmo porque é preciso exorcizar um outro-ideal ou um outro-fantasma que toma conta da nossa cabeça, é que a gente tenta não se atolar de vez nessas fantasias, tenta redimensioná-las de modo a deixar um pouco de espaço para todo o resto, para a esfera do possível e inimaginável.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O problema é que moderar sentimentos é um exercício desgastante e quase sempre fadado ao fracasso. No entanto é necessário e, para esta necessidade, a melhor metáfora que encontrei até hoje foi um jogo de que tomei conhecimento pela internet. O jogo consiste justamente em esquecer a existência dele. Cada vez que lembramos que o estamos jogando, perdemos, e basta voltarmos a esquecê-lo para começarmos a ganhar novamente. A artimanha maior do jogo consiste assim em evitar os sinais e pistas que reativam sua lembrança, e as pequenas derrotas devem ser avisadas aos demais participantes (ou seja, o jogador deve anunciar que perdeu ao lembrar-se do jogo e, sobretudo, deve voltar a esquecer para que recomece a ganhá-lo).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Infelizmente alguns de nós perdemos quase sempre, ao recordar infinitas vezes o que, por bem, deveria ser moderadamente esquecido para dar lugar a outros pensamentos ou, mais ainda, para o impensável que nos espera. Para tentar esquecer, recorremos a alguns outros pensamentos que preenchem, que afastam a lembrança e, consequentemente, evitam a derrota, o fracasso na missão que nos impusemos de atrofiar presenças constantes na memória.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Um outro problema é que neste caso, ao contrário do jogo com regras claras, bem definidas e amplamente divulgadas, as circunstâncias são diferentes. Sabemos quando ganhamos, mas dificilmente anunciamos nossas derrotas: porque também faz parte do &lt;i style=""&gt;nosso&lt;/i&gt; jogo, cujas regras moldamos, não dar a conhecer que jogamos.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Para conhecer o jogo, clique &lt;a href="http://www.losethegame.com/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2574462337722650981?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2574462337722650981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2574462337722650981&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2574462337722650981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2574462337722650981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/03/o-jogo.html' title='o jogo'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5179629256371440843</id><published>2008-03-04T15:21:00.007-03:00</published><updated>2008-03-04T15:54:45.458-03:00</updated><title type='text'>quando a imagem é demais</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já há algum tempo, os noticiários foram tomados pelas imagens de Ingrid Betancourt no cativeiro, supostamente filmadas em outubro do ano passado e veiculadas com o intuito de atestar sua existência, provando que ela ainda está viva. Mal acompanhando os noticiários nestes últimos tempos, na ocasião eu as vejo com freqüência - dada a forma exaustiva com que foram divulgadas - e quando isto acontece, sou tomado por certo incômodo: entendo que preciso inteirar-me do que acontece, formar opiniões a respeito, e que ali está posto algo muito sério que merece uma observação cautelosa e atenta. No entanto, não consigo. Não porque seja mais forte a displicência inicial com que voltei o olhar à tela antes de deparar-me com o vídeo e perceber a urgência do assunto. Mas porque, de antemão, senti que nenhum esforço para processar o que me atingia pareceria suficiente.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Algum tempo depois, já quando o tema assume uma nova forma - do problema crônico e já assimilado das guerrilhas, passando pelo reaquecimento do debate ocasionado pelas novidades nas negociações para libertação de seqüestrados, até a recentemente deflagrada crise sul-americana, cujo estopim foi a violação ao território estrangeiro do Equador pelas forças oficiais colombianas - retomo o assunto de uma forma, suponho, um pouco menos preguiçosa e irresponsável. Diante dos desdobramentos, vou aos jornais, tento ler notícias, opiniões, análises a respeito, e buscar algo que de fato me envolva ao tema e me distancie do odioso auto-glorificante acúmulo de informações. Porque não, nunca devoro atualidades apenas para me gabar de ser um sujeito bem-informado - o que, se por um lado, não é motivo de orgulho nenhum, uma vez que não são poucas as vezes em que ignoro discussões e fatos notáveis, pelo menos é uma atitude que considero um pouco mais espontânea. Nesse fluxo histérico de informações, dou-me ao luxo (e normalmente sem muito sentimento de culpa) de simplesmente dizer que não tenho condições, no momento, de opinar sobre o que se passa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Assim, se retomo este assunto e busco inteirar-me é porque sinto que algo aqui me diz respeito: não sei bem o que, nem como, mas acredito que algo, de algum modo, me afeta. Ou melhor, eu sei: é a imagem de Ingrid Betancourt, que ficou calada dentro de mim mas não se neutralizou; falou mais alto de novo, em seu silêncio, e me causou incômodo. Não por acaso, então, voltei a ela: precisei ver de novo o vídeo, talvez buscando uma forma de me aproximar emocionalmente do assunto e assim ser menos cínico, menos enciclopédico na minha vontade de entender.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas ainda assim é difícil. Vendo-o, foi impossível não lembrar daquilo que li sobre a imagem traumática. O trauma, para Roland Barthes, seria aquilo que interrompe a linguagem e bloqueia a significação. No que se refere especificamente à imagem fotográfica, ele diz: &lt;i style=""&gt;“a foto-choque é, estruturalmente, insignificante: nenhum valor, nenhum saber, em última análise, nenhuma categorização verbal pode influir sobre o processo institucional da significação. Poderíamos imaginar uma espécie de lei: quanto mais direto é o trauma, mais difícil a conotação; ou ainda: o efeito ‘mitológico’ de uma fotografia é inversamente proporcional a seu efeito traumático”&lt;/i&gt;.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Essa idéia de bloqueio diante de uma imagem traumática, por sua vez, me fez lembrar do filme &lt;i style=""&gt;Persona&lt;/i&gt;: a atriz Elizabeth Vogler, internada em um hospital, assiste diante da televisão à imagem de um homem ateando fogo ao próprio corpo como forma de protesto. Diante do choque de testemunhar aquele corpo em chamas, da força das imagens e da radicalidade do protesto, a atriz, estarrecida, contempla a cena, imóvel. Diante deste horror a arte emudece, o cinema não tem meios de processá-lo, assimilá-lo, mostrando-se impotente. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;É possível no entanto que a citação de Barthes esteja bastante deslocada. Porque me parece que não é o caso de ter sido bloqueada a significação; muito pelo contrário, o que se percebe é a supercodificação do visto por uma infinidade de discursos que possuem motivações políticas diversas. Assim, creio que não era exatamente sobre isso que Barthes falava. Mas tomo a liberdade para a apropriação indevida, para a &lt;i style=""&gt;des-&lt;/i&gt;(ou &lt;i style=""&gt;re)&lt;/i&gt;contextualização, como forma de expressar um pouco a dificuldade de, a despeito da espetacularização a que a imagem foi submetida, significá-la, dar conta de tudo o que ela representa.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porque se a imagem de Ingrid em seu cativeiro choca, talvez seja isso o que a torna tão difícil de assimilar. Diante dela não há palavras, não há análises de conjuntura, não há opiniões, palpites ou arrebatamentos que abranjam o horror que ela evoca. Se, para os familiares, vê-las deve ser quase insuportável, para qualquer pessoa que por um minuto coloque-se no lugar de Ingrid ou tente enxergar nela um familiar querido (mas é exercício fadado ao fracasso, é impossível imaginar algo assim!), enfim, para pessoas que se permitam essa sensibilização, não parece exagero associar essa imagem à idéia de um trauma. Diante dela, não há sentido completo possível. A palavra seria sempre insuficiente. E a racionalização, cínica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Arriscaria, então, dizer que estaríamos neste caso diante de algo como o Real inapreensível de que fala Slavoj Zizek, filósofo esloveno. Qualquer tentativa de assimilá-lo mostra-se quase impossível, porque o entendimento sempre se dá no nível simbólico, da linguagem. Ou, nas palavras de Zizek: este Real, &lt;i style=""&gt;“exatamente por ser real, ou seja, em razão de seu caráter traumático e excessivo, não somos capazes de integrá-lo na nossa realidade (no que sentimos como tal), e portanto somos forçados a senti-lo como um pesadelo fantástico”&lt;/i&gt;. E não seria isto o que eu mesmo estaria tentando fazer aqui: possibilitar a conotação, estabelecer mediações simbólicas, mitológicas para tornar a imagem de Ingrid assimilável?&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O fato é que não pude ignorar, e fui à rede saber um pouco mais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um breve panorama na internet sobre a cobertura no Brasil nos dá uma idéia da disputa ideológica que se dá em torno dos fatos. Resumindo o estado dos argumentos de forma bem grosseira (neste caso, intencionalmente redutora, para tentar emular a grosseria com que alguns articulistas têm recortado e exposto o quadro): enquanto sistemas de mídia direitistas enfatizam aspectos como o uso da palavra &lt;i style=""&gt;guerra&lt;/i&gt; por Hugo Chávez como mais um mecanismo e recurso para a caracterização do presidente venezuelano como um louco paranóico e irresponsável - capaz de colocar sob ameaça todo o subcontinente latino-americano - colunistas como Emir Sader, por sua vez, jogam os holofotes sobre as ações conspiratórias do governo de Uribe na Colômbia e suas relações com o poderio norte-americano. Enquanto isso, Fidel Castro já nos informa ouvir soarem as trombetas da guerra...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Diante de tudo isso, penso com certa irritação em como muitos dados são manipulados sob a forma de opiniões anti-chavistas ou anti-estadunidenses. Penso com ainda mais irritação em como as pessoas ainda supõem, convenientemente, haver explicações fáceis para uma questão tão complexa quanto a do narcotráfico, das guerrilhas e das disputas políticas na região. O que eu não consigo sequer pensar é na existência provável de pessoas que ponderem, considerando justificável que vidas como a de Ingrid Betancourt sejam relativizadas em nome de qualquer causa bem intencionada que pretenda tornar a vida humana minimamente mais digna. Porque o que estes fatos lamentáveis denunciam é a barbárie, e para ela não existem justificativas fáceis ou antagonismos claros. Sem querer soar grandiloqüente, diria: somos todos responsáveis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu, como há muito já deixei de me entusiasmar com grandes causas gloriosas e messiânicas e comecei a recusar o jogo das respostas fáceis – no qual as pessoas acreditam de modo a tornar (para o alívio de todos) o mundo mais ordenável, inteligível e explicável; eu, que aprendi a assumir que não entendo, que muitas vezes não sei o que dizer e que a experiência me transpassa (ou por vezes parece que me contorna, me dribla), apenas tento responder ao alto impacto daquilo que vejo e que, somado às mensagens lingüísticas que o acompanham, torna-se simplesmente demais, um excesso que não consigo absorver.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sim, porque não temos somente o vídeo: temos o relato. Ingrid Betancourt não come, não tem forças, está esgotada física e emocionalmente, seus cabelos caem aos montes, seus ossos já se tornam visíveis sob a pele e acredita-se que tenha hepatite do tipo B (e a partir daí imaginamos como podem estar os outros seqüestrados, dos quais não temos muitas notícias). No vídeo, sua cabeça está sempre voltada para baixo, seus braços caídos sobre o corpo, imóveis, e seu semblante triste, muito triste e desolado(r)! São cinqüenta e cinco segundos de um silêncio pungente, indescritível, em registros feitos por uma câmera perscrutadora que vai se aproximando do rosto de Ingrid até quase o limite da distorção. E é tudo tão forte e impossível, e é tudo tão terrível que nos comove.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para ver:&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Vídeo divulgado pelas Farc com as imagens, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=x33fCkw_xlY"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E para que não reste dúvidas de que perplexidade e suspeita não se confundem com omissão ou descrédito a qualquer tentativa de posicionamento político concreto, coloco também o link para um vídeo que trata das obscuras relações entre Uribe, Estados Unidos e narcotráfico. Note-se que a postura lamentável do presidente colombiano no que diz respeito às negociações para libertação dos seqüestrados torna-se ainda mais ambígua diante destas informações. Disponível em espanhol, &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wTGz-hMc8RU"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para ler:&lt;/p&gt;O óbvio e o obtuso, de Roland Barthes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vindo ao deserto do real, de Slavoj Zizek.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5179629256371440843?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5179629256371440843/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5179629256371440843&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5179629256371440843'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5179629256371440843'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/03/quando-imagem-demais.html' title='quando a imagem é demais'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1425270381366634604</id><published>2008-03-01T00:12:00.004-03:00</published><updated>2008-03-02T03:10:26.874-03:00</updated><title type='text'>“o que te ilude é roliúde”</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Todo mundo precisa de um filme bem xarope às vezes, para descolar-se da atmosfera de pensamentos difíceis que a gente respira quase todo o tempo. O problema é que sempre que vejo um filme assim, bem meloso, fico me perguntando o quanto isso inconscientemente não deve ter contribuído para me assinalar promessas que jamais serão cumpridas – digo, principalmente antes que eu começasse a ter o mínimo discernimento (ou senso de auto-proteção) capaz de me advertir a tomar cuidado e recuar de histórias que insinuem a possibilidade, em qualquer tempo e lugar dessa existência, de conseguir um reconhecimento mútuo e uma delicadeza rara que me permita ficar menos sozinho, menos desamparado nesse mundo difícil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pense bem: se você duvida que de fato todo o repertório de cultura midiática que a gente vem acumulando desde criancinha influencia as nossas expectativas com relação aos nossos encontros (e sobretudo desencontros) pela vida afora, imagine quantos e quantos filmes, seriados, novelas etc etc nós viemos absorvendo e armazenando na nossa cabecinha durante todos esses anos. Pense em como a crença em um amor romântico, monogâmico, sensível, cúmplice e duradouro capaz de nos acolher e proteger da nossa condição de seres avulsos não pode bem ser um resultado de narrativas culturais bem forjadas. Pense na persistência desse romantismo, mesmo que as pessoas neguem, finjam não se importar, não buscar (aliás, pense em como um certo tipo de romantismo sobrevive mesmo com tantos declarando sua morte!) e diga se não deve haver algo muito enraizado no nosso universo pessoal de sonhos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para isso, não cabe nem tanto considerar o momento presente com que, em maior ou menor grau, já conseguimos desenvolver um certo cinismo que (supomos) nos protegerá dessa vontade. Em vez disso, coloque-se na sua existência infantil, naquele momento de formação da sua personalidade e do seu perfil emocional que - embora correndo o risco de parecer essencialista – arriscaria dizer que se mantém relativamente constante (o que, a propósito, pode ser a origem daquela sensação terrível de que cometemos sempre os mesmos erros no quesito “relações pessoais”).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Um exemplo concreto: pense em você criancinha assistindo ao episódio do Chaves em que todos vão para Acapulco - menos ele que, tristíssimo, fica sozinho na vila. Lembre que depois Seu Barriga o convida, de modo que o episódio termina com todos felizes comendo churrasquinho na praia ao pôr-do-sol. Não há dúvida de que &lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;você&lt;/i&gt;&lt;/b&gt; é colocado no lugar do Chaves – levado a comover-se com o abandono para logo em seguida sentir-se aceito e participando da aventura na ida à praia. Este episódio do Chaves, em suma, te leva a acreditar que você será emocionalmente incluído, ao longo da vida, por um ou outro salvador - mesmo que seja um barrigudo careca. Mas creia: a verdade é que ninguém te levará a Acapulco.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O mesmo se poderia dizer da nossa adolescência quando, sentindo-nos um pouco mais espertos, consideramo-nos imunes a histórias bobas de boa vizinhança. Eis que aí é justamente quando muitos são impiedosamente arrebatados pela vontade irresistível de torcer por algum casalzinho problemático da tv: uma dobradinha tipo Dawson e Joey, pra ficar só nos mais lesos, que sempre agradam aos adeptos do bom mocismo. Memória fraca, romântico(a)? Então experimente voltar a alguns episódios daquele seriado americano que você via (se é que ainda não vê) e simplesmente mooorra de vergonha. Sim, era trash demais. Mas no seu inconsciente, não negue: você ainda quer aquilo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Só que não acabou! Eu continuo minha explanação, afinal, a coisa é mais grave. Porque não se trata apenas daquelas histórias magníficas em que o acaso une pessoas (a propósito, alguém aí já experimentou depender do acaso? Às vezes parece que ele não chega nunca...). Nem daquelas em que a efemeridade é poeticamente vivenciada pelas partes envolvidas que, supõe-se, devem ser sempre duas - embora em alguns casos até os triângulos pareçam lindos e esteticamente excelentes (vide &lt;i style=""&gt;Os sonhadores&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;Jules et Jim&lt;/i&gt;, etc). A gente até tenta zombar um pouco, tirar onda, dizer que “três, na vida real, não é amor, é gaaaaaia!” Mas no fundo, todo mundo segue acreditando. Nem que seja um pouco.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim, como dizia, a coisa é mais grave porque não é só por meio de histórias deslumbrantes que nossos sonhos afetivos são alimentados. Em Hollywood - e muito além dela, na verdade (vide os exemplos anteriores) - até os fracassos amorosos são lindos. Como no filme que vi na sessão de sábado da Globo pela quarta ou quinta vez, em um momento de desespero e ócio: &lt;i style=""&gt;O casamento do meu melhor amigo&lt;/i&gt;. É fato que Julia Roberts se fode, mas é tão “fofinho” como tudo se resolve com dignidade e afeto! Repito: isso é muito, muito grave. Porque a dor de cotovelo causada pelo fracasso em uma disputa amorosa gera tudo, menos sentimentos nobres.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Isso tudo posto, confesso: eu continuo assistindo, vez por outra, a filmes assim. Mas me digam: quem não continua? Quem não precisa de uma ilusãozinha a 24 frames por segundo para suportar a desolação de uma tarde ruim?&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1425270381366634604?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1425270381366634604/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1425270381366634604&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1425270381366634604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1425270381366634604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/03/o-que-te-ilude-rolide.html' title='“o que te ilude é roliúde”'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3772336297763017847</id><published>2008-02-25T12:37:00.000-03:00</published><updated>2008-02-25T12:50:04.040-03:00</updated><title type='text'>sabino</title><content type='html'>"Não me permitia ler senão com os cotovelos fincados na mesa, rabiscando o livro todo, anotando tudo. Tinha de ler do princípio ao fim. Até hoje sinto complexo de culpa quando salto uma página. Houve época em que lia, estudava Direito, lecionava português no colégio do pai de Otto Lara Resende, dava aula particular de taquigrafia, trabalhava numa repartição pública e num jornal, e ainda sobrava tempo para namorar e para o chope com os amigos. Tinha instrução no CPOR toda manhã, às seis horas, não podia faltar. Às vezes já saía à noite fardado e ia direto do bar para a instituição. Naquele tempo o dia tinha 48 horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passei a tomar emprestado cinco livros por semana com o Etienne - João Etienne Filho, escritor e jornalista mineiro, que me iniciou na literatura brasileira. Assumi comigo o compromisso de ler um livro por dia. Lia durante horas seguidas, em casa ou na Biblioteca Pública. E até mesmo em plena rua: andava de livro aberto diante do nariz. Volta e meia chegava com um galo na testa, porque ia lendo pelo caminho e dava com a cabeça num poste. Em Belo Horizonte havia muito poste na rua".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fernando Sabino, O tabuleiro de damas&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3772336297763017847?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3772336297763017847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3772336297763017847&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3772336297763017847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3772336297763017847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/02/sabino.html' title='sabino'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3021481597631774091</id><published>2008-02-19T22:01:00.000-03:00</published><updated>2008-02-19T22:03:47.179-03:00</updated><title type='text'>parênteses</title><content type='html'>Tava ali na janela fumando um cigarro quando pensei que qualquer consideração sobre um ser humano deveria vir acompanhada de um parêntese: (ou não) – de modo a garantir, para ambos os lados, o benefício da dúvida. Logo lembrei que a tal coisa dita sobre alguém, seja ela o que for, precisava também vir seguida de um (dentre outras coisas) - porque uma pessoa nunca é uma coisa só. Daí tomei gosto pela brincadeira e comecei a pensar em outros parênteses necessários. Ocorreu-me mais um: (até hoje) – já que nunca se sabe se a consideração feita será válida para o momento imediatamente seguinte, uma vez que as pessoas mudam e não se sabe o que serão amanhã. Depois disso ainda achei que havia muitos outros parênteses possíveis e quis continuar inventando. Mas o cigarro acabou.    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; ouvir: Jigsaw falling into place – Radiohead&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3021481597631774091?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3021481597631774091/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3021481597631774091&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3021481597631774091'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3021481597631774091'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/02/parnteses.html' title='parênteses'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5708739118632467219</id><published>2008-02-13T13:18:00.003-03:00</published><updated>2008-02-13T23:18:41.826-03:00</updated><title type='text'>overreacting</title><content type='html'>Porque nós superestimamos tudo, perdendo um tempo enorme com detalhes e minúcias que para os outros são absolutamente insignificantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque a gente acha (como eu, de segunda-feira até agora) que está na iminência de fazer uma &lt;span style="font-size:130%;"&gt;coisona&lt;/span&gt; - ousada e fora de protocolo - e daí planeja, hesita, decide, até que faz... E no fim das contas a outra pessoa mal detém a vista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;overreacting&lt;/span&gt; é algo sem fim. Porque a própria reação à não-reação alheia é desmedida, uma vez que deixa a dúvida: e agora? Seria um sinal de que é melhor deixar pra lá ou, como diz aquela música, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;you've gotta try a little bit harder&lt;/span&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio as sociabilidades virtuais e suas ambigüidades...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5708739118632467219?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5708739118632467219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5708739118632467219&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5708739118632467219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5708739118632467219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/02/overreacting.html' title='overreacting'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-551544167898290557</id><published>2008-02-07T01:40:00.000-03:00</published><updated>2008-02-07T22:40:09.073-03:00</updated><title type='text'>notas de carnaval #2</title><content type='html'>Há uns dois anos parecia impossível, mas já começo a considerar o momento em que o carnaval de Recife vai deixar de me despertar grande entusiasmo. Este ano percebi que meu interesse já demonstra sinais de cansaço, minha alegria já parece um pouco institucionalizada - e nada mais insosso que uma alegria meio-termo, meia-boca, vivida de uma forma que a gente já sabe como começa, quando termina e até onde é capaz de ir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque no fim das contas eu sou a contradição de uma criatura extremamente carente de seguranças de todo o tipo que, no entanto, só consegue aceitar uma vida com aventuras, que se transforme e refaça constantemente. Até acho isso bom, tenho aprendido cada vez mais a viver dessa forma meio mutante, aceitando e vendo com bons olhos o fato de que a gente muda tanto com o tempo que até as coisas mais estimadas são meio que deixadas de lado, depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem acontecido assim com Recife, que há alguns anos parecia a cidade da minha vida, e agora me faz sentir meio preso, com a sensação de que estou estagnado no meio do tempo, sendo observado pelas mesmas pessoas de sempre e que, não raramente, são chatíssimas. Acontece agora também com o carnaval daqui, que é o cúmulo de Recife: é "Recife" entre aspas, potencializada, exagerada. A beleza das pontes aumenta; a maravilha que é andar pela balbúrdia das ruas da Boa Vista aumenta; o prazer simples que é perambular pela Cidade Alta, em Olinda, aumenta, mas tudo em escala proporcional ao fedor, ao caos do transporte coletivo e à famigerada pernambucanidade, dentre outras coisas, que são levados ao limite. Tudo em Recife é demais nessa época do ano, e o carnaval daqui, na minha opinião, tem se confundido com o mesmíssimo e por vezes irritante hábito de "fazer a social".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente isso deve ser culpa minha. Será que é a falta de bebida? Provavelmente. A vida sem álcool, sobretudo por estas bandas, é de fato uma chatice e nessas ocasiões apenas uma frase me vem à mente, aquela de Erickson Luna: "a sobriedade é medíocre".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não, não é isso. Provavelmente não tem nem tanto a ver com carnaval. É algo diferente, que acontece aqui uma vez que é onde estou, mas que diz respeito a outras coisas, mais amplas e difíceis. Volto a isso outro dia, que é quando pretendo falar sobre madrugadas, política, filmes e Godard. Enquanto isso, tento elaborar melhor o que incomoda e que me parece tão difícil de nomear.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho que perdi o jeito na vida para as coisas abstratas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-551544167898290557?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/551544167898290557/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=551544167898290557&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/551544167898290557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/551544167898290557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/02/notas-de-carnaval-2.html' title='notas de carnaval #2'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-7550277666021114646</id><published>2008-01-31T22:18:00.000-03:00</published><updated>2008-01-31T22:35:16.842-03:00</updated><title type='text'>notas de carnaval #1</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Carnaval 2008 já começou com a macaca nessa quarta-feira. Primeiro, conversa sobre dificuldades emocionais no ônibus com Mari, a caminho do Recife Antigo, além daquele transtorno maravilhoso (e já previsível) que acomete o trânsito da cidade devido aos blocos na rua e do qual eu nunca, nunca reclamo porque acho lindo que a cidade se transforme em um espaço festivo não-utilitarista onde o que é priorizado é a diversão, mais do que a pressa ou os fins de quem se desloca em seu carro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;(Embora eu veja isso sem muito romantismo, já que o carnaval mesmo há muito já está virando uma coisa meio utilitarista, que é bom porque emprega, porque movimenta a economia, porque faz bombar os lucros de empresas variadas e dá a alguns uma sensação de transgredir que é totalmente cooptada).&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Enfim... Apesar de tudo, é uma força tensionadora - via hedonismo - que pode bem ser revertida em celebração sincera, carnavalização de um espaço urbano normalmente tão cinza. E pode parecer ingênuo, mas acredito que em Recife, particularmente, alguns traços de alegria desinteressada ainda subsistem em meio à teatralidade política e mercadológica que reina quase absoluta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;... Mas onde estávamos? Ah, no ônibus, com Mari, falando em alto e bom som sobre assuntos bem pessoais. Só que isso não vem ao caso, e como hoje eu descambei de vez pro estilo “&lt;i style=""&gt;meu diário&lt;/i&gt;” e resolvi adotar a escrita livre pra registrar impressões, vou esculhambar de vez e fazer uma versão &lt;i style=""&gt;fast foward&lt;/i&gt; do relato, já que estou sem tempo e sem saco.&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O resto da noite foi: uns dois litros de coca consumidos (e muita lamentação por isso!); eu sendo abordado e parabenizado por algo de que realmente precisava de um retorno; a descoberta desconcertante de que pessoas ficam constrangidas com a minha presença; Eddie lembrando carnavais passados e mais uma vez prometendo ser parte importante da trilha sonora deste; e pra finalizar, um amigo de fora que estava desanimado com o carnaval, no fim de tudo, ensaiando passinhos de frevo com uma sombrinha. :p&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ah, já ia esquecendo: a maior concentração por metro quadrado que eu já vi em muito tempo de pessoas que olham pra você e fazem cara de... isso mesmo que vocês estão pensando. E eu me perguntando porque geralmente sou tão mal recebido por semi-conhecidos. Meu novo sonho: ficar me observando de longe pra ver o que eu faço que causa tamanha má impressão no povo &lt;st1:personname productid="em geral. Mas" st="on"&gt;em geral. Mas&lt;/st1:personname&gt; sempre resta o consolo de quem é detonado por muitos: o afeto de poucos – os que importam, afinal!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;p.s. Os moradores da Torre estão indóceis: hoje é noite do bloco &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Só sai pingando&lt;/span&gt; que, acredito, dará a tradicional volta no Atacadão dos presentes. :p&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-7550277666021114646?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/7550277666021114646/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=7550277666021114646&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7550277666021114646'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/7550277666021114646'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/01/notas-de-carnaval-1.html' title='notas de carnaval #1'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-748393020591409691</id><published>2008-01-19T16:24:00.000-03:00</published><updated>2008-01-19T16:31:47.748-03:00</updated><title type='text'>eu não morri, muito prazer</title><content type='html'>Chega essa época de obrigações acadêmicas, prazos vencendo, preocupação, ansiedade afetiva, alimentação escassa e também da equação &lt;i style=""&gt;guaraná + cigarro + café = dor de estômago&lt;/i&gt;, aí eu vou ficando assim com essa cara de noivo cadáver.&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;***&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ontem já havia um monte de gente enlouquecida ligando, mandando mensagens ou “acabando de entrar” no msn pra comentar sobre a festa do guaiamum treloso, hoje à noite. E pra piorar, agora, enquanto escrevo aqui, meu cunhado está na cozinha com seu radinho de pilha - que está tocando aquela do saca-saca-saca-saca-rolha (com direito a dedinho levantado e tudo!)&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ok, está declarada oficialmente a impossibilidade de continuar ignorando o carnaval. Depois, quando não resistir, tenho todo o direito de não me sentir um completo irresponsável. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Não é mesmo, minha gente?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-748393020591409691?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/748393020591409691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=748393020591409691&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/748393020591409691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/748393020591409691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/01/isto-no-uma-olheira.html' title='eu não morri, muito prazer'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1759544176405925842</id><published>2008-01-11T12:02:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T12:06:31.433-03:00</updated><title type='text'>pura destreza</title><content type='html'>Pronto, acho que agora o visual aqui melhorou sensivelmente. E como diria aquele humorista, o Espanta, imitando o bêbado: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"é só no equilíbrio!" &lt;/span&gt;Tentando manter a naturalidade, apurando a destreza e com muito cuidado para não se esborrachar de vez.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1759544176405925842?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1759544176405925842/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1759544176405925842&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1759544176405925842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1759544176405925842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/01/pura-destreza.html' title='pura destreza'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2085104050130718580</id><published>2008-01-04T20:45:00.001-03:00</published><updated>2008-01-04T23:39:33.067-03:00</updated><title type='text'>encruzilhada</title><content type='html'>"No porão da minha cabeça dois gigantes se enfrentavam: de um lado, o gelo da covardia burguesa; do outro, na parte oposta do eu, cozinhava-se uma idéia herética. No combate entre essas duas forças pendulava eu, horrorizado."&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Tropicalista lenta luta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;A primeira vez em que eu postei esse trechinho do livro do Tom Zé foi em outubro de 2006. No entanto, nunca esteve tão atual pra mim - embora hoje talvez, menos maniqueísta, pense que a divisão entre essas duas partes esteja menos nítida. Ou, pior: acho cada vez mais difícil saber em que lado a covardia, onde a verdadeira transgressão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2085104050130718580?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2085104050130718580/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2085104050130718580&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2085104050130718580'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2085104050130718580'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/01/encruzilhada_04.html' title='encruzilhada'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2715222028208868673</id><published>2008-01-01T17:25:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T12:00:51.404-03:00</updated><title type='text'>a forma decadente pós-réveillon</title><content type='html'>Talvez uma convenção tão certa quanto aquela de que a passagem do dia 31/12 ao 01/01 representa uma mudança tal que justifique planos, votos e abraços é a de que tudo o que é desejado ardorosamente para o ano seguinte só conta mesmo a partir do dia 02. Certamente essa convenção é bem mais velada, subentendida, mas não menos forte. O pé direito com que nos dizem que devemos entrar no ano novo provavelmente deve ser o mesmo que dá esse pulo enorme com o qual chegamos ao dia 02 no mesmo tom de começo, relegando o primeiro dia do ano a um mero intervalo não-computado na nossa narrativa de renovação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ressaca, estados de enfermidade aguda, corpos debilitados, cara amassada, fome sem vontade de comer, - e, claro, para alguns, um certo remorso ou ressaca moral pelos exageros permitidos pela felicidade explosiva do dia anterior - tudo isso, salvo engano, não parece rimar muito com os discursos do momento exatamente anterior, com a imagem triunfante das pessoas, a aura imaculada, brilhosa e pipocante refletindo os fogos de artifício do réveillon. Chega a ser engraçado: todos esbanjando glamour, riqueza, ostentação e alto potencial de sociabilidade, como numa vinheta da Globo, para no outro dia acordar com o que provavelmente será a pior cara dos seus 365 dias de pura novidade prometidos em meio à euforia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as bolhinhas de champanhe e o chiado do sonridor no copo às vezes há apenas algumas horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a festa de réveillon tem sua parte bonita e interessante. Eu mesmo tive uma ótima passagem este ano com a família de uma amiga que me permitiu estar presente e compartilhar esse momento intimista de celebração caseira. Foi simples, divertido e acolhedor. Se escrevo neste tom ranzinza é porque estou em pleno dia 01 e, como para todos os outros, minhas promessas de felicidade e moderação só valem mesmo a partir de amanhã. E se a virada foi assim agradável, eu também estiquei minha comemoração um pouco mais do que deveria, chegando em casa apenas às seis da manhã depois de algum tempo de mofo total na decadente rua da moeda, que é onde no final das contas eu sempre vou parar, por alguma predestinação cósmica. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Some of us never learn!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Este ano, no entanto, juro que sou inocente. Devido ao remédio infame que estou tomando, me permiti tomar apenas umas três taças de vinho, jurando que um prêmio mais do que merecido depois de tantos meses de abstinência jamais me faria mal. Obviamente, as coisas não correram deste modo, e acordei parecendo o Mumm-Ra antes da transformação (alguém aí lembra dos Thundercats?). Quer dizer, Mumm-Ra ao menos conseguia andar com uma certa desenvoltura; eu, por outro lado, só agora no fim da tarde consegui levantar da cama (que mais parecia um gavetão do IML). Mas eis que o presunto ressuscitou para atualizar o blog neste fim de tarde...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é isto: eu tinha programado uma espécie de retrospectiva de algumas histórias que andaram assombrando o blog durante o ano, como uma espécie de saldão 2007. Sei que é ridículo, mas eu queria e pronto. Mas isso fica para outro dia, assim como a busca de uma nova imagem aí pro topo - afinal, faz tempo que o conteúdo, o tom e tudo o mais do que escrevo aqui não combinam nem um pouco com a foto do Jean-Pierre Léaud no &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Les quatre cents coups&lt;/span&gt;... Bom, fica pra depois, porque agora eu vou voltar pra minha tumba. Amanhã tudo será diferente, acordarei renovado e forte (serei o de vida eternaaaaaa).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2715222028208868673?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2715222028208868673/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2715222028208868673&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2715222028208868673'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2715222028208868673'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2008/01/forma-decadente-ps-rveillon_01.html' title='a forma decadente pós-réveillon'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1856123983292639584</id><published>2007-12-18T11:31:00.000-03:00</published><updated>2008-01-11T12:25:49.388-03:00</updated><title type='text'>do apego</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Porque eu não aprendi a perder assim. O que eu sempre quis e não tive era tão abstrato, imaterial, que se tornava muito fácil, depois de um tempo, depois da vontade, rejeitar como ilusório ou mero engano. Mas – e este é o perigo das experiências concretas – neste específico caso eu pensei que era tudo tão certo e se encaixava tão perfeitamente, mostrando-se tão melhor ou mais bonito do que eu poderia esperar, que fui insistindo, acreditando, até um ponto em que estava &lt;i style=""&gt;depois do jogo&lt;/i&gt;, &lt;i style=""&gt;fora do fato&lt;/i&gt;, sem perceber que me transformava no vilão psicopata que continua negando, insistindo, fingindo esquecer que faltava algo - uma outra vontade, a exata contrapartida da minha. E então para negar a derrota eu inventei defeitos, chamei de ordinário, fútil e desleal ao que era absolutamente correto. Acusei de narcisismo sem perceber que apontava para o meu próprio reflexo. Evoquei Nêmesis para punir os excessivamente afortunados, sem saber que era a mim que poderia ser cobrada a fatura. Mas foi quando eu vi que tudo que eu fazia só piorava a situação, só me tornava mais errado e indigno, que algo estalou por dentro e vi que era hora de deixar pra lá...&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;“And the hardest part&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Was letting go not taking part&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Was the hardest part&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;And the strangest thing&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;was waiting for that bell to ring&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;It was the strangest start&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;I could feel it go down&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Bittersweet I could taste in my mouth&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Silver lining the clouds&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Oh and I&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;I wish that I could work it out”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E quando uma amiga me falava de apegos materiais desmedidos, perguntei ansioso a respeito daqueles que se apegam a sentimentos, mesmo os mais inapropriados, reconhecidamente fadados a decair. Sua resposta não poderia ser mais correta. &lt;i style=""&gt;“Porque talvez elas tenham medo de não ter nada o que colocar no lugar...” &lt;/i&gt;E então acho que é nessa hora que eu recorro ao meu lado mais antiquado, &lt;i style=""&gt;old-fashioned&lt;/i&gt;, e sinto uma nova vontade, incipiente (talvez um pouco encenada, não sei, mas, afinal, não somos nunca perfeitos...).&lt;i style=""&gt; Let it go!&lt;/i&gt; Melhor desejar uma bonita e duradoura felicidade a quem - suponho agora, mais amolecido - deve merecer o melhor.&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;st1:place st="on"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Para&lt;/span&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt; ouvir:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;The hardest part- Coldplay&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;      &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;p.s. E pesquisando um pouco sobre &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sentimentos old fashioned&lt;/span&gt; na internet (hahaha), achei um &lt;a href="http://www.oldfashionedword.blogger.com.br/"&gt;blog&lt;/a&gt; em que uma garota postava simplesmente assim: “Eu nunca sei a hora de bater em retirada”. Pois bem, este é o nosso consolo no mundo: sempre existem outros como nós. =)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;p.s.2 Botei pra quebrar agora: pieguice máxima. Mas dêem um desconto: é fim de ano, o blog também precisa ser purificado, então estou "dando um fechamento" às coisas mais melosas de 2007. Bom, pelo menos o blog que citei é mesmo ótimo!&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1856123983292639584?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1856123983292639584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1856123983292639584&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1856123983292639584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1856123983292639584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/12/do-apego.html' title='do apego'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-8155436958111714961</id><published>2007-12-02T17:14:00.000-03:00</published><updated>2007-12-02T18:08:10.598-03:00</updated><title type='text'>previsões levemente imprecisas</title><content type='html'>Acho que está para ser feito o inventário dos costumes de previsão e destino aos quais vez por outra recorrem até as mais céticas das criaturas. Eu confesso que acho engraçado ler horóscopo de jornal - embora raramente o faça, de fato -, talvez por seu caráter assumidamente lúdico. É como se a exatidão, a pretensão e a especificidade que são próprias à idéia de profecia (penso que, por definição, a profecia tem de ser específica e bem direcionada para que seja minimamente crível) encontrasse a aleatoriedade dos jogos de palavras e sentenças combinadas. Que sorte caiu para o signo de escorpião, hoje? Uma versão, reconheço, já meio fora de moda da hoje mais pop &lt;span style="font-style: italic;"&gt;today's fortune&lt;/span&gt; orkuteana. A lógica, no entanto, é a mesma: uma aleatoriedade brincando de acertar a seqüência dos fatos; um remendo (forçado) de destino brincando de antecipar o acaso. Pois bem: os escorpianos do mundo todo devem estar em um de seus dias menos nublados. Afinal, vejamos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vênus transita pela sua casa de mundos ocultos, segredos e labirintos, trazendo com a sua luz suave, paz e calma para os lugares mais penumbrosos do seu psiquismo. Vitória da Bela sobre terríveis dragões das dores e ressentimentos, vitória da calma sobre furiosas angústias.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Transcrita a mensagem dos astros, posso chegar enfim à justificativa de &lt;span&gt;por que raios eu resolvi falar de um tema desses&lt;/span&gt;! Foi não apenas pelo tom místico e kitsch da linguagem exotérica - que às vezes se torna até engraçado - mas, acima de tudo, por esta pérola: "os lugares mais penumbrosos do seu psiquismo"(!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quesito assunto, acertou em cheio! Se tem alguma coisa que tem tomado o primeiro plano e se tornado o centro dos conflitos, atenções e interesses nestes últimos tempos são esses tais lugares penumbrosos, que definitivamente emergiram com seus temas, emoções e sentidos, trazidos todos à luz. Na minha previsão, no entanto, a luz não assume contornos tão bonzinhos: a última coisa que deixa é calma e traquilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dores, resssentimentos, furiosas angústias. Uau! Dessa vez posso dizer que me li no horóscopo estilo "filosofia- gráfica-rápida" do jornal de domingo. No entanto, tenho a impressão de que foi outra coisa o que Vênus trouxe para essa cabecinha penumbrosa. Quero dizer: o astrólogo acertou o objeto, mas errou feio na previsão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-8155436958111714961?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/8155436958111714961/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=8155436958111714961&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8155436958111714961'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/8155436958111714961'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/12/previses-levemente-imprecisas.html' title='previsões levemente imprecisas'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-132490138943504710</id><published>2007-11-26T19:18:00.000-03:00</published><updated>2007-11-26T19:26:57.508-03:00</updated><title type='text'>em duas linhas</title><content type='html'>"É no tempo-espaço da deriva urbana que reside o nosso tanto de adolescente permanente".&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ítalo Moriconi&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-132490138943504710?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/132490138943504710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=132490138943504710&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/132490138943504710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/132490138943504710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/11/em-uma-linha.html' title='em duas linhas'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-9211925659855413825</id><published>2007-11-21T10:02:00.000-03:00</published><updated>2007-11-21T10:22:35.292-03:00</updated><title type='text'>reel around the fountain</title><content type='html'>Mais uma do momento "songs that saved your life"...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"It’s time the tale were told&lt;span style="font-family:monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Of how you took a child&lt;span style="font-family:monospace;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;And you made him old&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It’s time the tale were told&lt;br /&gt;Of how you took a child&lt;br /&gt;And you made him old&lt;br /&gt;You made him old&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reel around the fountain&lt;br /&gt;Slap me on the patio&lt;br /&gt;I’ll take it now&lt;br /&gt;Oh ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fifteen minutes with you&lt;br /&gt;Well, I wouldn’t say no&lt;br /&gt;Oh, people said that you were virtually dead&lt;br /&gt;And they were so wrong&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fifteen minutes with you&lt;br /&gt;Oh, I wouldn’t say no&lt;br /&gt;People said that you were easily led&lt;br /&gt;And they were half-right&lt;br /&gt;They ... oh, they were half-right"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="" lang="EN-US"&gt;&lt;i&gt;The Smiths&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-9211925659855413825?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/9211925659855413825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=9211925659855413825&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9211925659855413825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9211925659855413825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/11/its-time-tale-were-told-of-how-you-took.html' title='reel around the fountain'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5276176098381661895</id><published>2007-11-17T22:44:00.000-03:00</published><updated>2007-11-18T14:04:54.805-03:00</updated><title type='text'>o movimento contrário</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu admiro a integridade dos bichos que, quando doentes ou machucados, recolhem-se em um cantinho para lamber suas feridas. Mas não sei se por inexperiência, ansiedade ou mesmo por pura falta de jeito, sempre me sobra uma necessidade inconveniente de &lt;i style=""&gt;explodir&lt;/i&gt; aos olhos dos outros. Talvez pela pura impossibilidade de me conformar com o fato de que minha tristeza seja ignorada. Talvez pela recusa a simplesmente &lt;i style=""&gt;implodir&lt;/i&gt; e ter de arcar sozinho com este fardo: ser parte dos espólios e resíduos que representam aqueles que de algum modo não deram certo. Como naquela música do Ave Sangria em que o sujeito, em seu último ato de alegria perversa, ateia fogo ao próprio corpo, causando horror aos transeuntes. “Dorido, dolorido, colorido e sem razão. Ou não”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;(Mas quem, nessa época de grandes tragédias, ainda se admiraria com uma pequena e inócua explosão?).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Só sei que, talvez por isso, resta a incômoda necessidade de fugir de casa como quem foge do apagamento, como quem insiste e aposta – embora sabendo, de antemão, da derrota – no que a bagunça das ruas poderia trazer. Mas o movimento para fora é só uma muleta - artifício de bicho desprovido de sua virtude instintiva - que, com algum esforço, talvez se possa descartar. Porque, parafraseando uma outra música, Recife &lt;span style="font-style: italic;"&gt;não mora mais em mim&lt;/span&gt;, e a cidade agora sequer me seduz com suas promessas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Creio que finalmente desistimos um do outro.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5276176098381661895?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5276176098381661895/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5276176098381661895&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5276176098381661895'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5276176098381661895'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/11/implodingexploding.html' title='o movimento contrário'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3104829062492194769</id><published>2007-11-07T09:25:00.000-03:00</published><updated>2007-11-07T09:34:25.223-03:00</updated><title type='text'>preguices de fim-de-semana</title><content type='html'>&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma leitura (muito) aberrante&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No site da Prefeitura do Recife, a notícia era: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mês do servidor é encerrado com grande festa&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;Eu, enquanto falava no msn, li: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mãe do servidor é enterrada com grande festa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda bem que não cheguei a perder muito tempo pensando porque a coitada da velha era tão odiada...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Uma questão de ênfase ou redundância&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cinema, pouco antes do início do filme:&lt;br /&gt;- Ceci, você já colocou o celular no silencioso?&lt;br /&gt;- Já! Mas peraí, vou colocar mais...&lt;br /&gt;- ???&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3104829062492194769?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3104829062492194769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3104829062492194769&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3104829062492194769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3104829062492194769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/11/preguices-de-fim-de-semana.html' title='preguices de fim-de-semana'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-2083012196798017715</id><published>2007-11-02T11:03:00.000-03:00</published><updated>2007-11-02T11:10:03.533-03:00</updated><title type='text'>o observador (des)atento</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eu gosto de ficar espreitando as coisas, para esperar que elas aconteçam. É um erro, eu sei. Em todos os aspectos. Mais fácil seria ficar despreparado, fazer-se de desentendido, como quem não está vendo, como quem mal sabe que algo pode acontecer, lalalala... Mas que posso fazer se eu, sempre em vigília – embora ao mesmo tempo, contraditoriamente distraído – estou sempre esmiuçando tudo, escondendo-me nos cantos, pronto para armar o flagra – ahá! – que, no entanto, nem sempre acontece...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mas, quando se realiza, que discreto prazer nos dá! Até as coisas mais insignificantes, quando acompanhadas desde seu &lt;i style=""&gt;vir-a-ser&lt;/i&gt; até o posterior e merecido esquecimento, e quando percebidas em todos os seus detalhes, têm sua graça: um comentário, uma mensagem qualquer, um encontro entre terceiros do qual não participo - quando descobertos não com ajuda do pressentimento, mas pelo puro esforço incansável e doentio de desvendar a ação obscura dos fatos e revelá-los. Na verdade, qualquer &lt;i style=""&gt;insight&lt;/i&gt; ou manifestação de sexto sentido se chamaria outra coisa; teria outra graça e outro mérito. Que fique claro, então: o sucesso de um observador obsessivamente atento, é disso que falo agora.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No entanto, como falei em contradição, reafirmo agora que o paradoxo está posto: ansioso pelo tecido de ações que vai descobrir, o observador acaba por cair em delírio fantasioso, sonhando com o que vai encontrar. Eis quando a surpresa dá a volta e o pega desprevenido, mostrando-se, como sempre, muito diferente. Ridicularizado, então, fica o observador desatento e suas manias. Bem feito. Normal é que isso não é...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-2083012196798017715?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/2083012196798017715/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=2083012196798017715&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2083012196798017715'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/2083012196798017715'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/11/o-observador-desatento.html' title='o observador (des)atento'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-9220495854778844721</id><published>2007-10-15T17:02:00.000-03:00</published><updated>2007-10-15T17:37:07.534-03:00</updated><title type='text'>agora é assim...</title><content type='html'>... à maneira dos (desde sempre) deslocados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Take me out tonight&lt;br /&gt;Where there's music and there's people&lt;br /&gt;Who are young and alive&lt;br /&gt;Driving in your car&lt;br /&gt;I never never want to go home&lt;br /&gt;Because I haven't got one anymore&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Take me out tonight&lt;br /&gt;Because I want to see people&lt;br /&gt;And I want to see life&lt;br /&gt;Driving in your car&lt;br /&gt;Oh please don't drop me home&lt;br /&gt;Because it's not my home, it's their home&lt;br /&gt;And I'm welcome no more&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;And if a double-decker bus&lt;br /&gt;Crashes into us&lt;br /&gt;To die by your side&lt;br /&gt;Is such a heavenly way to die&lt;br /&gt;And if a ten ton truck&lt;br /&gt;Kills the both of us&lt;br /&gt;To die by your side&lt;br /&gt;Well the pleasure, the privilege is mine..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_90"&gt;There&lt;/span&gt; is a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_91"&gt;light&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_92"&gt;that&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_93"&gt;never&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_94"&gt;goes&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_95"&gt;out&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_96"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_97"&gt;Smiths&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-9220495854778844721?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/9220495854778844721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=9220495854778844721&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9220495854778844721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9220495854778844721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/10/agora-assim.html' title='agora é assim...'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5454205601593266030</id><published>2007-10-12T17:24:00.000-03:00</published><updated>2007-10-12T17:25:53.364-03:00</updated><title type='text'>o dentro e o fora</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sensação semelhante deve haver experimentado o primeiro ser que, depois de muita estranheza, descobre-se forasteiro, à margem do seu &lt;i style=""&gt;hábitat&lt;/i&gt;. E qual não é a surpresa e a perplexidade ao constatar que durante tanto tempo esteve em caminho absolutamente errado, aprendendo a acostumar-se, apesar das suspeitas, e perguntando-se: mas seria só isto mesmo, a vida?&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Não que a iluminação duvidosa tenha de súbito resolvido o problema. O &lt;i style=""&gt;hábitat&lt;/i&gt; é delineado por sólidas paredes de vidro e resta saber – questão de ponto de vista – se ele próprio seria alguém dentro do aquário, sonhando com o ambiente em que respiraria pela primeira vez de acordo com as possibilidades de sua natureza mamífera, ou se estaria até o presente momento fora da redoma, sonhando adentrar este pequeno mundo e desempenhar o papel do feliz peixe, preenchendo o minúsculo e prazeroso espaço em desajeitadas voltas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Cedo ou tarde, no entanto, o problema pode se mostrar despropositado ou insolúvel: no fim das contas, dos dois lados do vidro parece haver sempre&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;o mesmo aquário.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5454205601593266030?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5454205601593266030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5454205601593266030&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5454205601593266030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5454205601593266030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/10/o-dentro-e-o-fora.html' title='o dentro e o fora'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-9081812027575579418</id><published>2007-10-04T08:08:00.000-03:00</published><updated>2007-10-04T08:19:43.674-03:00</updated><title type='text'>Palavras de incentivo (?!)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;“Sabe quando você tem, assim, umas dezessete Gisele Bündchens e então resolve apostar as suas fichas em uma, digamos, Nair Belo? Pois é, neste caso fez toda a diferença”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Frase dita por uma pessoa em um sonho que tive esta noite.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;E fiquei pensando que talvez o primeiro passo seja a Nair reconhecer que nunca chegará a Gisele, e então ver o que pode fazer a respeito...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-9081812027575579418?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/9081812027575579418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=9081812027575579418&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9081812027575579418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9081812027575579418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/10/palavras-de-incentivo.html' title='Palavras de incentivo (?!)'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-4693467932309230784</id><published>2007-10-02T11:24:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T12:16:36.658-03:00</updated><title type='text'>um post que resista...</title><content type='html'>Que há fases em que a gente está com uma persistente e prolífica necessidade de escrever, enquanto em outras nosso humor está nas ruas e nos gestos, mais do que nas reflexões, isso eu já sei faz tempo. Mas, entre uma e outra, parece cada vez mais claro que, por vezes, se forma uma zona nebulosa de transição, em que o sujeito acumula rascunhos, textos não-iniciados ou simplesmente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insights&lt;/span&gt; que dificilmente resistem ao dia seguinte. No fim do último domingo, mesmo, eu tinha algo a dizer, mas que logo depois já parecia um pouco como aquela música do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;No porn&lt;/span&gt;, "o clima/ é dramático e fake/ fake fake fake..."&lt;br /&gt;Nesse meio termo obscuro em que mal se vive e pouco de produtivo se pensa - mas que tampouco é de letargia, pois é meio como alguém esperando às 4 da tarde por algo que tem uma possibilidade de acontecer, mas que nem é dia, nem é noite, nem é certo que aconteça - acho que, enfim, nesse caso a única coisa que frutifica é a musica, que é como um concentrado de emoções que você começa a tomar logo cedo pra potencializar um monte de sentimentos que quer explorar até o fim, só pra ver aonde levam.&lt;br /&gt;É como uma pílula que continuamos tomando: às vezes faz um bem danado, às vezes deprime, mas nos leva a algum lugar. A um novo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insight&lt;/span&gt;, à letargia ou à rua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ouvir:&lt;br /&gt;Nouvelle vague - Heart of glass&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-4693467932309230784?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/4693467932309230784/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=4693467932309230784&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4693467932309230784'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/4693467932309230784'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/10/um-post-que-resista.html' title='um post que resista...'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-9149553498958511421</id><published>2007-09-20T00:45:00.000-03:00</published><updated>2007-09-20T00:47:28.600-03:00</updated><title type='text'>bessie smith</title><content type='html'>Minha companhia querida nestas últimas noites, antes de dormir...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://rpp.english.ucsb.edu/wp-content/uploads/2006/08/bessie-smith.jpg"&gt;&lt;img style="cursor: pointer; width: 320px;" src="http://rpp.english.ucsb.edu/wp-content/uploads/2006/08/bessie-smith.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-9149553498958511421?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/9149553498958511421/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=9149553498958511421&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9149553498958511421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/9149553498958511421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/09/bessie-smith.html' title='bessie smith'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-903733151365823126</id><published>2007-09-15T17:55:00.000-03:00</published><updated>2007-09-15T17:57:48.564-03:00</updated><title type='text'>na bolha</title><content type='html'>qual a distância entre o antes e o depois?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-903733151365823126?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/903733151365823126/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=903733151365823126&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/903733151365823126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/903733151365823126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/09/na-bolha.html' title='na bolha'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-3544123046525286179</id><published>2007-09-05T13:36:00.000-03:00</published><updated>2007-10-28T15:35:58.995-03:00</updated><title type='text'>voltando àquele assunto...</title><content type='html'>Creiam: eu vi no cinema, por esses dias, uma senhora encontrar e aniquilar o seu Outro - neste caso, um reflexo idealizado simpaticamente distorcido de algo perdido em um passado lírico (ou seria tempo paralelo imaginário?), tornado mais feliz pela distância. Foi uma linda solução pensada para esse embate terrível ao qual às vezes se reage com uma certa resignação ou auto-complacência. &lt;i style=""&gt;Mea culpa&lt;/i&gt;.  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Esta, claro, é apenas uma interpretação muito pessoal dentre as muitas idéias e reflexões possíveis de se descobrir - ou criar - na película polissêmica de Cassavetes, &lt;i style=""&gt;Noite de estréia&lt;/i&gt;. Eu sei, tem toda aquela história da beleza, da chegada da velhice, do teatro – ah, que bonita forma de filmar o teatro! –, mas isso qualquer sinopse traz. Neste momento, o que mais me chamou a atenção mesmo foi a força e a vitalidade desta surra bem dada nas idealizações que oprimem e nas falsas correspondências “certas” com as quais a vida supostamente nos obriga. Saí do cinema pensando em quanto de responsabilidade nos cabe em (re)inventar nossa vida, ao invés de apenas aceitar o &lt;i style=""&gt;dever ser&lt;/i&gt; que cada idade, circunstância ou contexto social nos impõe como molde, como condição natural.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Bom, foi assim que o vi. E que maravilha quando um filme aparece em um determinado momento como uma espécie de interlocutor, como uma possibilidade de diálogo e uma resposta direta às reflexões mais persistentes do nosso momento presente! De qualquer forma, ainda pretendo revê-lo. Afinal, há muito a descobrir...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-3544123046525286179?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/3544123046525286179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=3544123046525286179&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3544123046525286179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/3544123046525286179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/09/voltando-quele-assunto.html' title='voltando àquele assunto...'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-1287076418090396300</id><published>2007-08-25T15:23:00.000-03:00</published><updated>2007-08-25T15:24:04.927-03:00</updated><title type='text'>a prova dos nove</title><content type='html'>"If you sing when you're high and you're dry as a bone&lt;br /&gt;Then you must realise that you're never alone&lt;br /&gt;And you'll sing with the dead instead..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-1287076418090396300?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/1287076418090396300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=1287076418090396300&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1287076418090396300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/1287076418090396300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/08/prova-dos-nove.html' title='a prova dos nove'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7562764.post-5494348631825259546</id><published>2007-08-21T04:20:00.000-03:00</published><updated>2007-08-21T04:22:54.692-03:00</updated><title type='text'>under a blanket of blue</title><content type='html'>Recife está tão boazinha com suas chuvas, seu sucos de sabores exóticos, seus eventos fraternos, seus brigadeiros de ervas finas, seus cigarros, cafés e leituras noturnas, seus artigos e suas discussões foucaultianas ao telefone, suas madrugadas escrevendo, escrevendo, seu pó de guaraná e suas promessas, que eu até não me incomodo tanto com as outras coisas suspensas, esperando pra ver se vão acontecer... Que eu até penso que posso brincar de recém-chegado, achando que descobri como se inventa o cotidiano com as coisas que temos à mão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7562764-5494348631825259546?l=valorarcaico.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://valorarcaico.blogspot.com/feeds/5494348631825259546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=7562764&amp;postID=5494348631825259546&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5494348631825259546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7562764/posts/default/5494348631825259546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://valorarcaico.blogspot.com/2007/08/under-blanket-of-blue.html' title='under a blanket of blue'/><author><name>fabio</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_Hpfu1dtO0bQ/SNxpDUTZzZI/AAAAAAAAADA/6wTb5hKcYbU/S220/Caras+do+mundo+1.bmp'/></author><thr:total>4</thr:total></entry></feed>
